Sou do tempo em que no
Recife não havia aeroporto, não existiam ônibus nem essas avenidas que hoje
cortam a cidade. O transporte urbano era o bom, lento mas seguro bonde e o interurbano era feito por trem. Televisão
não existia e aparelho de rádio era para poucas pessoas. Praia pela manhã,
futebol à tarde e cinema à noite (havia matinê sim). Inexistiam os espigões de concreto e vidro. A orla marítima
era ensombrada de coqueiros, mangueiras e mangabeiras, numa estreita faixa de
terra entre o mar e o mangue. De Barra
de Jangada até o Pina, nada de bairros, edifícios, avenidas... Dias difíceis, mas em que o cidadão se sentia seguro, atravessava
a cidade de uma extremo a outro sem ser importunado por assaltantes,
baderneiros ou vândalos. Tudo mudou!
Hoje se vive a era digital, tempos do jato que transporta centenas de
passageiros e do foguete que leva o
homem ao espaço ou transporta uma bomba atômica que pode destruir toda uma região,
ceifando milhares de vida. Saudosismo? Talvez!
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