NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Sou do tempo em que no Recife não havia aeroporto, não existiam ônibus nem essas avenidas que hoje cortam a cidade. O transporte urbano era o bom, lento mas seguro  bonde  e o interurbano era feito por trem. Televisão não existia e aparelho de rádio era para poucas pessoas. Praia pela manhã, futebol à tarde e cinema à noite (havia matinê sim). Inexistiam os  espigões de concreto e vidro. A orla marítima era ensombrada de coqueiros, mangueiras e mangabeiras, numa estreita faixa de terra  entre o mar e o mangue. De Barra de Jangada até o Pina, nada de bairros, edifícios, avenidas... Dias  difíceis, mas  em que o cidadão se sentia seguro, atravessava a cidade de uma extremo a outro sem ser importunado por assaltantes, baderneiros  ou vândalos. Tudo mudou! Hoje se vive a era digital, tempos do jato que transporta centenas de passageiros  e do foguete que leva o homem ao espaço ou transporta uma bomba atômica que pode destruir toda uma região, ceifando milhares de vida. Saudosismo? Talvez!

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