NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 29 de janeiro de 2011

                              O  MUNDO  EM  REVISTA
      A INSTABILIDADE POLÍTICA NO ORIENTE MÉDIO


A crise política no Oriente Médio continua a ocupar as primeiras págias da imprensa e a preocupar os líderes ocidentais. O presidente Back Obama, do Estados Unidos, apela para a "serenidade" da população do Egito. População revoltada contra um governo ditatorial que domina o poder ha 30 anos. Hosni Mubarak, de 82 anos, se sustenta no poder durante tanto tempo através da força proprocionada por um exército montado às custas de bilhões de dólares fornecidos anualmente pelos Estados Unidos. A população sofre com a violência, com a falta de emprego, com as dificuldades para adquirir alimentos e com transportes precários e caros. As forças armadas protegem prédios e instalações oficiais do goveno. A polícia, violenta e agindo sem respeito a qualquer coisa que se chame direitos humanos, mata manifestantes nas ruas do Cairo, capital do País. Mas enquanto a polícia age sem controle, o exército não parece tão confiável ao governo. Soldados permitem que populares subam aos tanques de guerra espalhados pelas principais rua da cidade e se confraternizam com eles. O ditador  está acuado em seu palácio. Há pouco mais de 30 anos a própria guarda pessoal do então presidente egípcio matou o ditador durante um solenidade pública. O egito não tem tradição democrática, e nas últimas décadas tem sido governado por ditadores apoiados pelos Estados Unidos. A terra dos Faraós é o ponto de equilíbrio, credor da tênue paz reinante na Região. Todo esse afer tem viés políticos, econômicos e religiosos. Israel é um pedaço do Ocidente incrustado no mundo árabe, e é mantido pelas potências ocidentais como ponto de apoio para consolidar a cultura hebráca em sua terra de origem e ao mesmo tempo presevar os interesses dessas potências na Região. Uma guerra dos árabes com Israel é carta fora do baralho. Mas a luta intestina nos próprios meios árabes, com uma religião dividida entre duas fações irreconciliáveis (xiitas e sunitas) é capaz de provocar escaramuças  locais que evoluiram para um confronto militar contra os judeus. O que provocaria uma guerra em larga escala na Região. Primeiro, luta armada convencional, depois descambando para um conflito nuclear. Se isso vier a acontecer o mundo inteiro estará direta ou indiretamente envolvido no conflito.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

                               EGITO
REVOLTA PODE ALTERAR ESTABILIDADE NA REGIÃO

A revolta popular hoje em curso no Egito pode mudar a situação política no Oriente Médio e alterar a estabilidade na Região. Principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, o Egito corre o risco de passar a ser governado com facções islâmicas inimigas do Ocidente. A cômoda situação do Egito´dirigido por Hosni Mubarak, um ancião de 82 anos de idade, parece ameaçada pela disposição de grupos oposicionistas islâmicos de derrubar o governo no poder há 30 anos. Os bilhões de dólaes que os |Estados Unidos transferem atualmente para o governo Mubarak tê assegurado a permanência do ditador no poder nestas tres décadas. Aventureiros islâmicos podem incendiar a população, levando-a à revolta total. Alguns líderes moderados aproveita a situação de caos em que mergulha o Egito para reivindicar uma posição de menos difícil para o Ocidente, mediando uma eventual transição entre o governo títere de Mubarak e um regime de coalizão com viés pro Ocidente. A queda de Mubarak pode significar mudanças radicais com relação à paz no Oriente, pois o Egito é o ponto de equilíbrio no relacionamento entre Israel e os países árabes. Uma nova guerra entre judeus e muçulmanos poderá ter consequências catratróficas para a Região. Muitas das nações árabes, inimigas figadais de Israel, possuem armas atômicas. Israel foi armado pelos Estados Unidos e pode resistir a um ataque inimigo, usando armas atômicas que também possui. Essa perspectiva de guerra amedronta o mundo inteiro, pois, se acontecer de fato a guerra,  pode envolver as principais potências militares do Planeta, todas elas com interesses diversas em Israel ou nos árabes.
Vamos aguardar o desenvolvimento dos acontecimentos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

     
                    PARABÉNS, SÃO  PAULO


  Bom dia São Paulo! Parabéns grande metrópole do Brasil. Viva à diversidade arquitetônica, aos contrastes urbanos e raciais. Selva de pedra por onde passam milhões de turistas a cada ano. Cidade de mais de 11 milhões de habitantes, onde a riqueza de bairros nobres habitados pela elite econômica contrastam com a pobreza, a carência e a violência de mais de 1.600 favelas. Cidades de mansões de luxo observadas por casas de 3 metros de largura por 6 metros de comprimento, muitas vezes penduradas nas encostas escavadas dos morros. Viaduto do Chá, Praça da República, Vale do Anhamgabau, rua da Consolação; teatro municipal, de arquitetura arrojada. Área da 25 de março, de comércio popular com fábriquetas e lojas a perder de vista.
       São Paulo do metrô cortando a cidade, mas ainda assim insuficiente para atender uma demanda cada vez mais crescente de passageiros; de ônibus nem sempre de qualidade apinhados de pessoas em demanda dos seus afazeres diárioas. Lugar de ganhar dinheiro,  mas péssimo para se morar. Cidade mutante, cujos bairros de periferia mudam de perfil a cada ano.
     São Paulo de aeroportos desprovidos de ordem e sem segurança. De um Congonhas super-utilizado, embora sem pista para assegurar manobras de aterrissagem e decolagem; de um Guarulhos super-dimensionado, mas de instalações precárias. Cidade que vai se afogando nas enchentes de uma cidade que inchou na falta de planejamento urbano mais citerioso. Rio Tietê a desafiar a coragem dos gestores municipais e estaduais.
     São Paulo da Guarapiranga, insuficiente para abastecer a cidade e da Billing provocando a inteligência de governadores e planejadores urbanos. Billing poluida, ocupando um espaço que poderia ser muito mais útil aos paulistanos e seus vizinhos. Lago gigantesco, que se despoluído, e tivesse suas águas tratadas e distribuídas multiplicaria o abastecimento de água de toda uma Região Metropolitana. Mas falta coragem aos gestores; há tecnologia nacional e recursos financeiros internacionais para isso, o que falta é coragem para enfrentar o problema. Tudo deveria começar com a descontaminação e despoluição do Tietê que desagua no grande lago. Quando será tomada uma decisão a esse respeito?
    São Paulo dos nordestinos destemidos que ajudaram a construir a cidade; de estrangeiros, como os asiáticos que fizeram um bairro - A Liberdade - parecido com suas cidades de origens; do Bexiga, com seu perfil italiano. Apesar de tantos contrastes e de tantas omissões, São Paulo, o Brasil te rende homenagem nesse dia do teu aniversário.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

       
                I N T E R N A C I O N A L
   TERRORISMO ATACA EM AEROPORTO DE MOSCOU

Despachos procedentes de Moscou dão conta de explosão num dos aeroportos da grande metrópole da Europa Oriental. 31 pessoas morreram, masi de 100 ficaram feridas, algumas gravemente.Nenhuma organização ate agora assumiu a autoria do ocorrido. Mas as autoridades russas, afastando a hipótese de acidente, afirmam que houve "uma ação terrorista"( com certeza a ação de um "homem-bomba")  num compartimento de desembarque do areroporto onde os  passageiros retiram suas bagagens.
Moscou é uma enorme Região Cosmopolitana, possui vários aeroportos onde ocorrem conecções para várias partes do mundo. A grande cidade tem sido alvo de atentados terroristas em escolas, no metrô, nas estações de trem, nas imediações da sede do Parlamento e em outros locais de grande aglomeração da capital. Aviões já foram explodidos em pleno voo matando dezenas de passageiros.A Russia é uma federação de repúblicas na sua maioria de formação muçilmana. Da Chechênia islâmica que quer se tornar independente  vem a maior carga de problemas para o governo russo, mas as outras repúblicas muçulmanas que praticamente rodeiam o que restou da antiga União Soviética também têm sido responsabilizadas por ações violentas ocorridas na Russia.
As autoridades decretaram estado de alerta para toda a capital, pois organizações terroristas têm ameaçado levar o terror para as naões européias. Embora a Russia tenha sempre se colocado em defesa das nações árabes em suas reivindicações contra os Estados Unidos e Israel, as repúblicas muçilmanas que contituem a Federação Russa tem uma visão diferente em suas relações com Moscou; todas buscam o caminho da separação.




A CLASSE  MÉDIA  NORTE-AMERICANA
         CONSERVADORA E REACIONÁRIA
Ao assumir a presidência dos Estados Unidos Barack Obama encontrou um país esfacelado pela crise econômica mundial. Seu antessessor havia torrado bilhões de dólares com guerras no Oriente Médio  e mantinha a agenda de guerra como maneira de fazer continuar funcionando a econimia norte-americana. A política desastrada praticada por seu antecessor levou a economia do gigante para o buraco. O mal planejamento, a corrupção e a arrogância do então ocupante da Casa Branca produziram uma quebradeira na economia do Tio Sam que veio em forma de cascata. Um grande banco quebrou e arrastou consigo o restante do setor financeiro. A política habitacional da classe média foi a primeira a dá sinal de falência. Os cidadãos, endividados, deixavam de pagar suas hipotecas e os efeitos disso se fizeram sentir em todo o processo produtivo. Tentando cumprir promessas de campanha Obama procurou reformar as leis sociais dos Estados Unidos, notadamente no que tange à saúde. Agora, a classe média que se faz representar como peso decisório no Congresso americano busca derrubar as reformas da saúde que beneficiariam milhões de cidadãos daquele País. Não quer, a classe média americana, dividir um pouco de seus privilégios com as camadas mais pobres da população. Ninguém chiou quando Obama usando o dinheiro do tesouro tapou o rombo das hipotecas  imobiliárias que quebravam os bancos. E ficaram calados quando verbas do tesouro foram usadas para salvar instituições financeiras da falência. Isso era bom para a classe média, que dessa forma via asseguradas suas poupanças e o futuro de suas famílias.
A verdade é que a dívida interna norte-americana subiu ao espaço no governo Obama. Premido por interesses corporativos, o presidente americano tá tendo dificuldade para cumprir outras promessas de campanhas, como retirar as tropas americanas do Iraque e do Afeganistão. Guerra é coisa que faz bem a certos setores da economia americana. Mas casas para os mais pobres e sobretudo saúde para uma boa parcela da população sem assistência médcia, ah isso não pode não. Isso é socializar a economia. E os Estados Unidos são capitalistas e conservadores. Pelos déficits registrados no orçamento americano, em virtude da má gestão dos seus antesssores, o presidente americano está sendo apelidado pela classe média do País de Buraco Obama. E assim, a grande classe média norte-americana, maior parcela de consumidores do mundo ineiro, demonstra continuar conservadora e recionária.

domingo, 23 de janeiro de 2011

 AINDA AS CONSEQUÊNCIAS DA TRAGÉDIA

  A imprensa atualiza hoje alguns números da tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro. E adverte para as consequências na área de saúde a que está sujeita a população atingida.
SÃO MAIS DE 860 MORTES E MAIS DE 460 DESAPARECIDOS. Esses números tendem a crescer na medida em que pessoas internadas com ferimentos graves morrem nos hospitais e mais pessoas procuram por seus parentes que não constam nas listas de desaparecidos da Defesa Civil.
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As mortes costumam  crescer em virtude das precárias condições de higiene em que passam a viver as pessoas que estiveram em contato com as águas contaminadas por coliformes fecais e outros tipos de bactérias que se multiplicam em ambientes sujos. Doenças infecto-contagiosas, principalmente as respiratórias como pneumonia, bronquites, tuberculose, etc., são comuns nessas situações. Águas ainda impuras produzem parasitoses que sugam as energias das vítimas; desinterias, vômitos, gastroenterites, cólicas, desidratação, inapetência, entre outras doenças afetam principalmente  as crianças e são causas de mortes pematuras em lugares habitados por segmentos mais pobres. Leptospirose, causada pela contaminação da urina do rato, é um grave problema de saúde pública pelas peculiaridades mórbidas que rondam os portadores da doença. Hepatites, dermatoses, afecções oculares, renais e outras mais formam o plantel de problemas que irão adensar a já sobrecarregada e ineficiente rede de saúde pública do País.
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As doenças agudas produzidas por essas condições de higiene precária complicam as doenças cronico-degenerativas que atingem principalmente os idosos e é exatamente nessa faixa etária que ocorre a maior demanda por atendimento hospitalar e o incremento do número de mortes. Já debilitados pela diabete, pela hipertensão arterial, a gota, complicações de AVC (acidentes cerebrovasculares) e ACR (acidentes cardiorespiratórios), DPOC (doenças pulmonares oclusivas crônicas ), asma, enfisema pulmonar, labirintoses, dietas muito restritivas, desnutrição e outras afecções próprias da idade os idosos se tornam a parcela da população mais vulnerável depois de desastres como esses da Região Serrana do Rio de Janeiro.
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Corpos de animais que sucumbiram à catástrofe tornam a situação mais delicada. Os cemitérios são insuficientes para sepultar tantas pessoas vitimadas por grandes catástrofes. A identificação dos corpos fica difícil pela deficiência da capacidade instalada dos IML e muitas vezes a justiça autoriza sepultamentos coletivos em covas comuns.  A Defesa Civil se vira para responder às demandas, mas faltam investimentos nesse importante setor da administração pública que cuida da prevenção e segurança sociall  de milhares de pessoas afetadas. Como numa guerra, famílias inteiras ainda estão separadas; crianças que não encontram os pais ou adultos em busca dos seus parentes. Ainda serão necessários alguns dias para reagrupar essas famílias.
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Depois da Região Serrana do Rio, onde sete municípios sofrem ainda a ação das chuvas de verão, vem agora inundações em Santa Catarina. Os números, embora expressivos, ainda são vagos, mas a situação parece não ser nada animadora. As inundações atingem vários municípios em muitas regiões do Estado. Estão presentse ali os mesmos problemas que afligem os outros estados vitimados por enchestes, como o isolamento de comunidades, a falta de água para beber, a escassez (ou a falta total) de alimentos prontos para o consumo, carência de medicamentos e de pessoal da área de saúde, como médicos e enfermeiros. A queda de árvores atrapalhando a movimentação dos veículos da Defesa Civil, o corte de energia elétrica, a contaminação do ambiente por bactérias trazidas pelas águas sujas.  A previsão da meteorologia é de mais chuvas fortes para o Sudeste. No Nordeste, os morros correm certo risco, com cenetenas, talvez milhares, de casas apinhas em encostas, côrregos e outras áreas que exigem monitoramento constante da Defesa Civil. A infraestrutura nessa região é bem mais precária do que naquelas já citadas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

             CHUVAS, TRENS E AVIÕES




Com mais de 760 mortes confirmadas e 430 pessoas desaparecidas sobe para 1190 o cálculo oficial das vítimas das enxurradas na Região Serrana do Rio de Janeiro. Cálculos aquém da realidade que se descortina diante dos olhos dos telespectadores que assistem aos noticiários da televisão e percebem a extensão da tragédia que se abateu sobre aquela região. Só ontem, 6ª-feira, as autoridades do Rio confirmaram ter chegado a todos os recantos atingidos pela avalanche de terra, árvores, destroços de casas e todo tipo de monturo descido dos morros tangidos pela violência das águas. Será que chegaram mesmo? Há na cultura brasileira a tendência de minimizar os efeitos das tragédias, reduzindo o número de vítimas. A expectativa hoje é que a quantidade de vítimas não seja inferior a 1.500 mortos e a mais de 300 desaparecidos, muitos dos quais jamais serão encontrados. É a lição que têm deixado eventos catastróficos dessa magnitude em várias regiões de um País sem tradição em planejamento de risco e despreparado para fazer face às necessidades decorrentes desses eventos naturais.

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O caso da compra do caças pela FAB viveu mais um capítulo novelesco. Parece que ninguém no governo se entende a respeito de que avião militar em observação é melhor para o Brasil. A Aeronáutica tem uma opinião, o ministro da defesa outra e a presidente Dilma Rousseff, além de incluir na lista dos prováveis fornecedores dos caças novas fábricas e modelos, resolveu adiar a decisão. Claro que o menor preço é o desejável dentro do critério de licitação. Mas a qualidade do produto, a transferência de tecnologia de produção, de transmissão de dados para controle das aeronaves e instalação de estações de rastreamento das mesmas deve pesar na hora da decisão. Pena que possuindo tecnologia própria (EMBRAER), técnicos de reconhecida capacidade e com certeza recursos para a produção dos caças aqui mesmo no Brasil, não se tenha feito um esforço para prestigiar esse setor da indústria nacional. Associação com um fabricante renomado seria uma boa saída.

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O trem de alta velocidade que deverá sair de Campinas (SP) com destino ao Rio de Janeiro já está com atraso de algumas décadas. Uma indústria ferroviária nacional impulsionaria o desenvolvimento do País e abriria um mercado de trabalho de grande monta, além de colocar o Brasil na pauta das grandes exportações mundiais. O lobby da indústria automobilística tem impedido que a questão seja colocada em pauta pelas autoridades brasileiras. O bicho-papão do trem aterrorizou setores do governo com o alarme de que milhares, talvez milhões de brasileiros trabalhadores do setor de transporte fossem jogados ao desemprego. O metrô, que já existia ma Europa desde meados do século 19; na Argentina o transporte por ferrovia leva décadas de vantagem sobre o Brasil. Temos grandes construtoras que estão presentes em grandes obras de engenharia no mundo inteiro. E que serão capazes de escavar túneis para interligar por trem as grandes metrópoles brasileiras. Falta coragem, decisão política, patriotismo e planejamento adequado para virar essa página da nossa história de transportes de massa.

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Falando em transporte, a malha aérea do Brasil escolheu em relação ao crescimento demográfico e econômico do País. Os motivos são bem conhecidos: falta de investimentos em aeroportos e um precário quadro de empresas aéreas brasileiras. Foram-se a Varig, a Vasp, a Transbrasil e chegaram empresas sem a qualidade das que sumiram. Reduziram-se as viagens domésticas, e as internacionais em muitos casos só podem ser viabilizadas a partir do Rio de Janeiro ou São Paulo. Pernambuco deixou de ser ponto de escala de muitos voos internacionais. Embora o aumento dos voos fretados, o Estado, pela sua atual importância econômica e política, necessitaria de mais rotas domésticas e internacionais partindo ou fazendo escalas no Recife. O Aeroporto Internacional dos Guararapes necessita de ampliação, melhoria de sua infraestrutura e de um conjunto de lojas à altura de sua importância.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

                A  T  U  A  L  I  D  A  D  E  S
             
            CHUVAS DE VERÃO, MORROS E ENCOSTAS
      
        A DEFESA CIVIL DA RMR  ESTÁ PREPARADA?
Depois das catástrofes ocorridas no Sudeste do País, principalmentena Região Serrana do Rio de Janeiro e dos efeitos das fortes chuvas caídas sobre São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e agora também Santa Catarina, é hora de se perguntar: Estão as autoridades municipais da Região Metropolitana do Recife preparadas para enfrentar uma tragédia igual a que aconteceu na Zona da Mata e Agreste de Pernambuco há pouco tempo?
A verdade é que a Defesa Civil do Rio de Janeiro se surpreendeu com a intensidade das chuvas e com as consequências delas sobre a Região Serrana. E a nossa Defesa Civil está aparelhada  para não correr o risco de uma surpresa maior no caso de um romba d'água nas cidades mais populosas da RMR? Á exceção do Recife, que tem sua área territorial quase toda palna, os outros municípios tem perfil mais acidentado em sua maior extensão como é o caso de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, etc.
O caso do Recife não é tão infenso assim, pois suas áreas mais afastadas são de morros apinhados de casas de estrutura precária, Casa Amarela, Água Fria, Beberibe, Ibura e outras áreas que surgiram no rastro da linha ferroviária central.  Jaboatão dos Guararapes é o município que apresenta maior risco para a densa população que habita os suas áreas de morros. Camaragibe e São Lourenço da Mata não fogem muito a esse perfil. Olinda, tem também suas áreas de risco.
Fixemos-nos, porém, nas duas maiores e mais importantes cidades da região. Recife e Jaboatão não tem estrutura para enfrentar um aguaceiro do porte do que caiu na Zona da Mata, como aludido acima. As casas construídas nas encostas dos morros dessas cidades estão sempre  ameaçadas por deslizamentos de barreiras. São na sua maioria barracos sem alicerces, mesmo de alvenaria, à beira de barrancos que não resistem à ação de chuvas fortes. Um deslizamento mais acima pode arrastar as casas que ficam na rota da descida dos entulhos levados pelas águas. A pobreza extrema ou a baixa renda das pessoas ali residentes as obrigam a arriscar suas vidas, vidas de famílias inteiras que não têm outra oportunidade de moradia. E uma tragédia de proporções gigantescas pode levar dor, miséria, mortes e muito sofrimento a centenas de pessoas.
A Defesa Civil dessas duas cidades possuem poucas viaturas, em certas oportunidades apenas um veículo está em condições de uso para atender a uma demanda rotineira. E no caso de uma catástrofe? O Corpo de Bombeiros, pelo que foi visto em recntes reportagens da televisão, também não está preparado para enfrentar uma situação de calamidade. A maioria dos veículos de combate a incêndios está escostada por falta de peças de manutenção; o número de carros do SAMU é insuficiente para atender toda a região no caso de uma calamidade provocada pelas chuvas. Os botes infláveis igualmente não atenderiam a uma situação dessas. E não há hospitais com capacidade instalda para receber a quantidade de feridos que um acontecimento desse porte produz. O número de médicos e enfermeiros e insuficiente. Não há um estoque de alimentos regulador para casos de calamidade. E o IML? Nem é bom falar. Finalmente, é necessário lembrar aos prefeitos da Região Metropolitana do Recife da imperiosidade de se equipar os órgãos da Deesa Cicil para lidarem com os humores do clima que não anda nada tranquilo nestes tempos.
                                    P O L Í T I C A
               A   NOVA  FACE DE JABOATÃO
O prefeito Elias Gomes está transformando a face política, estética, econômica e social de Jaboatão dos Guararapes. O mandatário municipal pegou a cidade em estado de petição de miséria. Administrações anteriores, descomprometidas com a imagem da cidade que é a um só tempo litorânea e rural, bela e rústica não tiveram o cuidado de promover a coisa mais importante que a representava: sua gente. E há nomunicípio gente de todo perfil, nível  social  e condições de habitabilidade. Há na cidade, como já se disse, uma extensa região praiana, rica, pontilhada de edifícios; contrastando, há também uma área rural onde se encontram usina de cana-de-açúcar, fábrica de papel e outras industrias de transformação. O Município tem uma geografia acidentada, com grande número de morros onde reside uma parcela significatia de sua população, exatamente o segmento menos favorecido.
Ao receber o Município para gerir seus destinos, Elias encontrou uma infraestrutura precária e desarticulada. Uma rede escolar aos frangalhos. Um sistema de sáude pública em estado de caos generalizado. Um serviço de transporte público que não atendia às necessidades mínimas dos  usuários da cidade.E uma evasão de receita que inviabilizava o pleno exercício da gestão. Receita baixa e assim mesmo comprometida com empenhos de serviços que nunca foram executados, um montão de dívidas institucionais de difícil quitação. INSS, FGTS, dívidas bancárias, salários do funcionalismo em atraso. Jaboatão era um caos!
Ao completar um ano de gestão, Elias ainda enfrentava a difícil tarefa de arrumar a casa para começar a trabalhar. Na verdade, em muitas áreas foi necessário "derrubar a  casa" para reconstruí-la em condições de aproveitar pelo menos o terreno e tocar a atividade. 2ª maior arrecadação do Estado, Jaboatão vivia como mendigo, a cidade exposta ao descalabro administrativo, à prostituição e à falta de oportunidades para as pessoas.
Implantando um nova forma de governar, dialogando com a população e replanejando com sabedoria o crescimento da cidade, Elias mudou Jaboatão. Há muito ainda o que fazer, tal o elenco de problemas encontrado pelo novo gestor. Necessita-se  de ações urgentes e mais intensas sobretudo na área de saúde e de transporte. É preciso romper com o corporativismo que impera em alguns setores do funcionalismo, principalmente na área de saúde. Apresenta-se como prioridade viária a abertura  no centro litorâneo de saídas  da Avenida Bernardo Vieira de Melo para a BR 101, a fim de viabilizar o aproveitamento das novas opções de acesso às prais da zono zul do Estado, considerando que Jaboatão é importante corredor de transporte da Região Metropolitana. O prefeito Elias Gomes conta com o apoio da população. E isso é um passo muito importante para um gestor que quer acertar.
                  L  I  T  E  R  A  T  U  R  A
                                       ECOS DE MINHA MENTE ESTÉTICA


                                                     Emílio J. Moura

Provavelmente é uma das mulheres mais bonitas que conheci. Tudo nela soma com beleza. A voz doce e carinhosa suavizando os tímpanos de quem a escute dando conselhos e repassando orientação. O corpo esbelto, de cintura bem proporcionada ao quadril perfeito. Pernas longas e bonitas, com as coxas roliças e anatomicamente proporcionais aos joelhos burilados e panturrilhas musculosas. Busto delicado, com os seios salientes, mas sem adiposidade. Rosto lindo de pele esticada, lisa e úmida onde um nariz como que esculpido realça uma boca de lábios finos, naturalmente avermelhados como se cobertos de carmim. Olhos azulados se mexendo lentamente numa órbita pequena de cílios curtos e negros. Cabelos castanhos, de cor natural, cujo penteado em ondulações induzidas realçava o corte profissional feito por suas próprias mãos. Sua pele morena clara e exuberante expõe um organismo sadio, expurgado de toxinas. O conjunto é como se fosse um quadro de traços perfeitos pintado por algum mestre barroco. E realçado por vestes bem acabadas, de seda ou outros tecidos finos, dentro das quais ela, em cima de saltos altos, simplesmente desliza com a suavidade da leveza do seu corpo.

Quase menina, vinte e um anos. Mas com a cabeça de mulher experiente. Personalidade firme, estribada na formação cristã. Nada de noitadas profanas regadas a álcool ou nicotina. Família estruturada, pai médico, mãe professora, ambos bem sucedidos na profissão. Terminava seu curso de graduação e já se descortinava diante de si um horizonte de possibilidades sonhadas por muitos, mas disponíveis para uns poucos. Casar não estava nos seus planos. No entanto, tinha uma filhinha de um ano e meio. Ainda não tinha completado dezenove anos quando engravidou. Foi um ato consciente; queria um filho para com ele conviver desde jovem. Só com ele. O pai da criança sabia desse seu projeto, e debalde insistia num relacionamento. Desenganado, mudou-se para outra região. Formada, fez especialização na capital, para depois se transferir para o interior dos seus pais. Além do mercado de trabalho garantido pelo prestígio paterno, uma fazenda constituía o futuro do seu patrimônio. Seu jeito reservado se coadunava com uma vida interiorana, distante dos ruídos e badalações da cidade grande. Jamais abandonaria a profissão, mas seu intento era nos fins de semana despojar-se das vestes que caracterizavam seu status social, envergar um macacão e cavalgar pelas Campinas.

Tratava-me com o carinho de uma filha, e em momentos de alguma folga vinha conversar comigo. Dizia admirar minha visão da vida e procurava se aconselhar comigo para aclarar temas mais íntimos cujos reflexos em sua vida de mulher ela ainda não conseguia vislumbrar bem. Particularmente, eu sentia um enorme prazer em conversar com ela. Tinha a oportunidade de aprender com a sinceridade imatura de uma jovem inteligente que se abria perante mim, e ao mesmo tempo me era dado o prazer de ser uma pessoa confiável, sem desconsiderar o ensejo de poder admirar de perto aquela mulher bonita, fina e amável cujo perfume discreto recarregava minhas energias ao me tocar levemente. Invadia-me uma sensação de poder e prazer, mas também me dominava a consciência de que diante de mim estava não apenas uma mulher sedutora, mas acima de tudo uma moça que me tinha como se seu pai eu fora. Seu nome? Que importa! Importa, sim, o fato de na minha memória ter ficado gravado para sempre aquele relacionamento cordial, e a certeza de que posso ser útil ao próximo sem a costumeira desfaçatez de um exercício mental erótico.   13
                                                                                                                                      13.10.2006

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

            AINDA A CATÁSTROFE DO RIO
       
                  QUANDO BAIXAREM AS ÁGUAS, AS DOENÇAS

             ESTARÃO AS AUTORIDADES PREPARADAS?
Além dos sete municípios da Zona Seerana do Rio de Janeiro, há problemas de desabamentos de casas, desalojamento e desabrigo de pessoas, mortes, enchentes, dificuldades com a segurança de barragens e outras questões relacionadas com as chuvas em São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Como dissemos no tópico anterior, a aparente normalidade de algumas da cidades não esconde o perigo de recorrências da catástrofe da semana passada.Um equilibrado oficial do Corpo de Bombeiro do Rio disse anteontem que os trabalhos de normalização das atividades de algumas cidades levará "uns seis meses ainda". Até lá, não se sabe o que vai acontecer. Aliás, esse prazo pode se estender por mais tempo de vez que será necessário reconstruir pontes, centenas de moradias, recuparar a infraestrutura de saúde, educação, abastecimento, segurança, etc.
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O mais reprovável em toda essa tragédia é a notícia veiculada ontem, 4ª-feira, de que uma rede de monitoramento do tempo que poderia prever a catástrofe, armazenando dados e repassando informações para as autoridades locais, apesar de já instalada, não funciona porque ninguém assume a gestão do equipamento de alto custo de manutenção; o Estado empurra para o Município e este devolve para o estado a responsabilidade pela rede de prevenção de catástrofes. E foi nesse empurra-empurra de uma autoridade para outra que o sistema não transmitiu os dados que acumulou em seus sensores e o resultado foi o que se viu. Com a palavra o Ministério Público.
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Com a baixa das águas (coisa que pelomenos em Nova Fiburgo é temerária), é que o bicho vai pegar. É a fase das doenças de ocorrência após inundações. Leptospirose, Hepatite, dermatoses, verminoses e outras doenças mais empastelarão de doentes o precário serviço de saúde pública daquela área conflagrada da Zona Serrana do Rio. Será que as autoridades locais já estão preparadas para enfrentar essa avalanches que vivá com força desproporcional à capacidade instalada nessa área? Deus proteja principalmente as criancinhas e os idosos que ficaram sem casa, sem bens e agora sem saúde!
A calamidade que se abateu sobre o Sudeste do País, principalmente sobre a Zona Serrana do Rio de Janeiro, continua  ocupando o noticiaário da impresa como matéria predominante. Não podia ser diferente. Sete municípios da Serra Fluminense ainda estão sob decreto de calamidade. E a situação não muda muito desde que a enxurrada  de uma semana atrás arrastou encosta abaixo tudo que existia em seu caminho, principalmente gente, e suas casas. A cada dia a imprensa atualiza o número de vítimas fatais, mas a verdade é que esse número jamais será exato, porque coropos soterrados dezenas de metros abaixo do que eram povoados jamais serão resgatados. A cena humana e viária das cidades atingidas, passado o período mais crítico da catástrofe, aparentemente voltou à normalidade. No centro de algumas cidades já funcionam transporte público, a energia foi restabelecida em algumas áreas, mas a agua potável ainda é um problema sério. Vamos atualizar as informações, e procurar nos situar da real  situação daqueles municípios.

domingo, 16 de janeiro de 2011

        DESTRUIÇÃO E MISÉRIA NO RIO
O cenário de guerra em que se transformou a região serrana do Rio de Janeiro só continua a piorar. E por falar em guerra, só com  o concurso das forças armadas doi possível se ter uma idéia da catástrofe que se abateu sobre as cidades conflagradas. Os Corpos de Bombeiros de várias cidades vizinhas também contribuiram para viabilizar a ajuda às vítimas da catástrofe. Nova Friburgo é a cidade mais arrazada. E há locais distantes, lá acima da serra, onde provavelmente ainda não foi possível chegar ajuda. Pessoas de todas as idades e classes sociais padecem nesses lugares. Falta água pra beber, comida, roupa, agasalhos e teto para grande número de pessoas. Milhares dessas pessoas estão desalojadas, desabrigadas. E mortos ainda estão so os escombros nas áreas de mais difícil acesso.
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O blog procurou entender o que realmente aconteceu naquelas cidades serranas e áreas contíguas do Rio deJneiro. Procurou ajuda da biologia e da meteorologia. O resultado não é muito animador! Segundo os geólogos, as serras fluminenes são formadas por enorme sequência de pedras. Areias foram levadas para cima dessas montanhas de pedras pelos ventos em milhões de anos. De mistura com a neve rala que cae ali, formou-se uma camada de solo de pouca densidade. Sobre essa camada, ainda sobre a ação dos ventos, sementes foram lançadas e se formou uma vegetação a princípio rarefeita, para com o tempo se transformar em florestas. Que foi se tornando cada vez mais densa. Como o solo é de pouca densidade, o terreno é naturalmente instável. Mas permaneceu ali durante milhares de anos sem ser agredida por mãos humanas.
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Com a chegada  do homem ao local, foram ocupadas de frma desordenadas extensas áreas de mata. Para isso, foi feito corte no solo para as contruções das casas. Isso tirou a sequência física do terreno, tornando cada vez mais instável. E as  casas foram subindo as montanhas, as serras. O que aumentou a instabilidade do terreno. Quando as chuvas caem o solo instável sofre fissuras que vão se agravando na medida em que a vegetação vai se deslocando lentamente. Esses deslocamentos aumentam de intensidade em áreas mais povoadas na parte baixa, e por falta de estrutura de sustentação e sob a ação de chuvas fortes, ocorrem os deslizamentos que forammostrados ao vivopela televisão.
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As áreas de serras cobertas de vegetação são um atrativo para núvens; esse é um fenômeno comum às regiões de grande altitude.Com vegetação a concentração de nuvens é maior. A vegetação daquelas serras é milenar, original. O calibre das árvores depende da profundidade do solo.Assim, em alguns lugares a mata é mais rarefeitas, já em outros é densa. Se não for agredida pelas mãos do homem esses ecossistemas permanecem incólumes e se desenvolvem de acordo com a capacidade de expansão das raízes.Área assim costumam ficar perto de veioa d'águas. E estão mais sujeitas a ocorrências de fenômenos naturais, como chuvas mais fortes, transbordamentode rios, etc.
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A tragédia ocorrida no Rio de Janeiro era previsível. Não é a primeira vez que acontece. Mas as autoridades rsponsáveis e os setores ávidos por lucros permitiram que se instalassem ali condomínios de luxo, casas luxuosas e moradias para a população menos favorecida. Além do mais, para abastecer essas populações, construíram barragens nos rios da região. Quando o nível das barragens está chegando ao limite e ameaça a estabilidade da contenção das águas, é permitida a abertura de comportas para aliviar a estrutura de concreto que represa as águas do rio. Juntando o volume copioso das chuvas próprias dessas regiões com as águas liberadas das represas ocorrem o aumento de intensidade das inundações, levando destruição e morte às cidades epovoados das proximidades.
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Tanta insensatez, associada ao despreparo das autoridades para lidar com tragédias desse porte, o que está nas montanas rolam abaixo, levando árvores, casas, animais, pessoas e tudo mais de roldão. As cidades desaparecem, suas ruas são ocupadas por montanhas de terras que são levadas pelos rios ou vieram das montanhas agredidas em suas estruturas naturais. Cidades inteiras podem ficar debaixo d'água, o que significa a destruição da infraestrutura desses centros urbanos. Acabam o comércio, a insdústria, os serviços e a população fica sem emprego e o municípiosem renda. Essa mistura macabra tá sendo acompanhada pela população brasileira através da televisão.
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Helicópteros das forças armadas, da polícia e de alguns estados estão ajudando na tarefa de se socorrer as populações castigadas pela catástrofe do Rio deJaneiro. É necessário um esforço enorme para coletar bens de consumo, como alimentos, água mineral, reopas, agasalhos, lençóis, sapatos e utensílios domésticos para minorar o sofrimento de tanta gente vitimada não pela natureza mas pela falta de planejamento na ocupação do solo bem como pela irresponsabilidade de autoridades municipais a quem cabe fiscalizar essas coisas. Até às 18 horas deste domingo o númerode vítimas dessa catástrofe já passava de 620. O problema também é recorrente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo . Vamos continuar acompanhando o trabalho de assistência às vítimas, ao tempo em que apelamos para que a população semobilize no sentido de ajudar àquelas pessoas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

       A GRANDE TRAGÉDIA DO RIO
           O mundo inteiro assiste aos desastres naturais que infelicitam as populações de vários países da Oceania, Ásia e América do Sul. No Brasil essas tragédias se concentram no Sudeste, principalmente na região serrana do Rio de Janeiro. Mas também atingem, em menor escala de destruição, os estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A explicação dada pelos cientistas é de que se trata dos efeitos do fenômenos climáticoa chamados "La Niña" e "El Niño", uma combinação de esfriamento e aquecimento das águas de dois oceanos. Na Austrália, chuvas intensas provocam  enchentes  que levam prejuizos econômicos a determinas regiões do grande país oceânico. Na América do Sul, a Venezuela sofre com o aumento do volume dos rios que transbordam e destroem lavouras e instalações industriais. No Brasil, a fúria das águas se concentra na região serrano do Rio de Janeiro.
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As antigas e renomadas cidades turísticas de Petròpolis e Teresópolis, bem como outras urbes em seu redor, são palco da maior devastãção da história do País. Bairros inteiros dessas cidades foram destruidos pela força das águas que fizeram deslizar serra abaixo a vegetação e as pedras que encontraram pelo caminho. A região apresenta cenário de guerra, como se as cidades tivessem sido alvo de  bombardeio. Milhares de toneladas de barro, lama, árvores e pedras de vários tamanhos ocupam agora os lugares onde antes havia casas, existiam estâncias turísticas, hotéis e forte atividade comercial, além de indústrias. Tudo acabou, foi transformado em escombros.
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O dado mais cruel desse sinistro é o alto número de pessoas mortas (mais de 530 até às 18 horas desta sexta-feira). Pessoas simples que moravam nas áreas mais populosas, trabalhadores que escolheram aquela região para morar e um sem número de turístas ou de pessoas de altas posses que ocupavam condomínios de luxo ou casas luxuosas contruidas na serra. A força das águas arrastou tudo. Rios e riachos transbordaram com o grande volume de chuvas, invadindo as cidades e destruindo sua infraestrutura..
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O solo pouco denso que cobre o serrado de pedras sofreu fissuras, se desestabilizou e deslizou das partes mais altas das montanhas que cincundam as cidades. Tragédias previsíveis, pois fruto da ocupação desordenada das encostas que foram cortadas para construção das moradias. Falta de planejamento, despreparo das autoridades para lidarem com esse tipo de sinistro e irresponsabilidade de gestores que permitiram o avanço das construções sobre áreas de vegetação instável.  Pouco importam  as explicações dadas pelos meteorologistas para a ocorrência desses fenômenos. O que importa agora é enterrar o mortos, assistir as vítimas da catástrofe e pôr em execução um plano de manejo das áreas instáveis e um monitoramento do clima com dados mais precisos e esquema de alarme e ação de emergência para evitar que situação dessa natureza se repita.

           

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

                                 COISAS DA POLÍTICA BRASILEIRA




O ministro das comunicações Paulo Bernardo em entrevista à Folha de São Paulo disse da intenção do governo acabar com as concessões de rádio e TV aos parlamentares. Se realmente adotada, essa medida vai acabar com a farra dos parlamentares que de posse de uma rádio ou de uma estação de TV levam nítida vantagem sobre os outros candidatos com os quais disputam uma eleição. A benesse, estimulada no Congresso por Antônio Carlos Magalhães (já falecido) e José Sarney, o homem dos Marimbondos de fogo, é um acinte aos cidadãos deste País.

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O caso dos passaportes diplomáticos continua ocupando lugar de destaque na mídia. É bom frisar que não é nenhum "Caso insignificante" como insinuo certo ministro. È também uma farra que privilegia muitas pessoas que não têm nada a ver. Praticamente não há parlamentares e ministros cujas famílias (esposas, filhos, noras, genros, aderentes) não possuam o passaporte vermelho. Essa campanha da mídia tem origem certa: o claudicante PSDB e o já falido PPS, e visa desconstruir a imagem do ex-presidente Lula esculpida em dezenas de anos de caminhadas através das várias regiões do País e consolidada no exercício da Presidência da República.

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Quem tem amigo como Michel Temer não precisa de inimigo. Vice-presidente da República, Temer se comporta como adversário da presidente Dilma, tal é seu comportamento na disputa por cargos nos vários escalões da administração pública federal. Cínico, voraz, de discurso fácil, o jurista e professor Michel Temer aparenta diante das câmeras um perfil que não possui. Chefe de uma das facções do PMDB, apossou-se da presidência do partido usando expedientes sórdidos e, mesmo eleito vice-presidente, continua manobrando o partido sob a aparente capa de "presidente licenciado".

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O governador Eduardo Campos aparentemente teria perdido prestígio junto à presidente Dilma Rousseff, depois de ter sido um dos principais artífices de sua vitória no Nordeste. Só aparentemente. Cravou dois cargos importantes no ministério de Dilma, principalmente o da integração nacional. Colocou lá Fernando Bezerra Coelho que tem demonstrado competência no encaminhamento das questões de sua pasta. E de quebra, tem sido prestigiado pela presidente da República; tanto é que já anuncia a visita da primeira mandatária ao Estado, para vistoriar obras do PAC, como a transposição do rio São Francisco e a rodovia da integração nordestina. Há promessas de continuidade dos investimentos na área do complexo industrial-portuário de Suape. Estão asseguradas obras como a refinaria, a fábrica de carros e outros empreendimentos estruturadores no Estado e no Nordeste.

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O PSDB, apesar do discurso super-otimista do seu presidente nacional, Sérgio Guerra, está à deriva. Sem rumo nacional, não sabe se é governo ou oposição, até porque o PSDB nunca conseguiu viver longe do poder. O DEM (ex-PFL) não fica por menos. Como o blog já especulava antes mesmo de começar a campanha nacional para a presidência da República, os dois partidos caminham para uma fusão, dando origem a uma nova sigla que acolherá os membros das duas agremiações amigas do poder. O problema é que ambos os partidos temem que uma fusão dê motivos para evasão de quadros. De certo, muita gente aproveitaria essa oportunidade para se movimentar para fora do partido que viesse a ser criado com a fusão. Mas, do jeito que as coisas andam, algo devem os partidos citados fazerem como medida de sobrevivência de suas lideranças.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O BRASIL  E  SEUS NOVOS RUMOS
Nestes últimos 8 dias o blog ficou inativo por motivos alheios à nossa vontade. Ao reiniciar nossas atividades, esperamos que esses motivos não prevaleçam e assim possamos continuar alimentando nossas páginas.
A primeira palavra neste reinício é de expecttiva positiva em relação ao que se vai fazer aqui no Estado e no País. Pernambuco se transformou num canteiro de obras, abrangendo várias regiões do estado, principalmente a área do Complexo Portuário de Suape. Quatro estaleiros, um de grande porte em plena atividade, outro de médio porte em fase de instalçaoão e dois outros menores em processos de elaboração de projetos. Navios, iates, lanchas, tudo que se importa nesse ramos deve ser produzido aqui. Uma montadora já está planejada, e as obras de sua implantação devem começar logo. Isso significa um aporte formidável de emprego no Estado. A montadora exigirá uma extensa rede auxiliar de indústrias especializadas na produção dos componentes do produto final - o carro. E essas rede auxiliar de indústria não deverá ter suas unidade concentradas apenas em Suape ou Ipojuca, mas contemplar outros munícípios e até outras regiões do Estado. Ainda tem o Complexo Petroquímico, que ofertará muitas vagas ao mercado de trabalho local e exigirá um esforço enorme das autoridades governamentais no sentido de ampliar a rede de ensino técnico para preparar ´pessoal qualificado para essa atividade prevista. Vem também a Hemobrás e outros grandes projetos em fase de implantação. Esse é o trabalho desenvolvido em Pernambuco pelo jovem governador Eduardo Campos, reeleito para seu 2º mandato.
No plano federal, a presidente Dilma Rousseff dá sinais de que pretende imprimir rumos seguros ao País. Suas primeiras decisões apontam para o restabelecimento da ordem institucional com moralização dos costumes do entes eleitos ou nomeados para governar o Brasil. Embora o fisiologismo do principal partido aliado - o PMDB, do vice Micher Temer, o que parece é que a presidente tem capacidade de liderança para dá rumos ao governo. As medidas anunciadas pelo 1º escalão de governo interpretando o pensamento da presidente apontam para uma política social visando melhorar as condições de vida da população menos providas de recursos. E projetam investimentos em áreas estruturadosras, como a indústria; atenções também para melhorar a educação, a segurança e outras áreas estratégicas. Esperemos mais um pouco para termos certeza de que tudo isso acontecerá. O novo governo promete!

sábado, 1 de janeiro de 2011

             BEM-VINDA, PRESIDENTE  DILMA
Começa hoje o governo da primeira mulher eleita presidente da República do Brasil. Termina o governo do ex-retirante, ex-biscateiro e ex-metalúrgico Lula. O primeiro operário a chegar à presidência da República é substituído pela primeira mulher a galgar o cargo de suprema magistrada da Nação. Pouco importa o sexo do ocupante da presidência da República a exercer o mandato a partir de hoje. Importa destacar os desafios que a mandatária-mor terá de enfrentar.

Primeira grande expectativa é como a presidente Dilma superará as grandes dificuldades econômicas, sociais, infraestruturais, os problemas das drogas e da violêncio urbana. A economia brasileira vai bem se comparada com as economias oscilantes e com tendência de queda a médio prazo da União Européia e dos Estados Unidos.Na área social é onde estão os maiores desafios. Educação de má qualidade com baixa produtividade escolar e com professores desmotivados por salários irrisórios e condições de trabalho que deixam a desejar. Baixa demanda de matrículas no ensino médio e insuficiência de vagas na pré-escola. Essa situação é extremamente preocupante para um País que cresceu economicamente, ampliou seu parque industrial e continuamente alarga sua capacidade instalada de produção. Se não houver uma ação imediata para melhorar a educação, preparar técnicos para atenderem à crescente demanda tecnológica e industrial haverá com certeza um estrangulamento dos programas de produção, sucateando a capacidade instalada do País.

Na saúde, o caos é generalizado. Falta tudo, a começar por médicos especialistas, enfermeiros capacitados e unidades hospitalares em áreas fora das capitais aparelhadas para atenderem às demandas de saúde da população. Com o aumento da expectativa de vida, há mais idosos necessitando de atendimento especializados. Só que o número de médicos geriatras é insignificante, e a Previdência Social não está aparelhada para atender a demanda de doenças próprias da idade avançada. Nem mesmo os planos de saúde têm estrutura para isso. A segurança das pessoas é algo inaceitável. Em cada rua, cada esquina tem sempre um bandido a espera do cidadão para assaltá-lo, violentá-lo ou matá-lo. A violência foi banalizada e parece que as autoridades não estão muito empenhadas em ações concretas para reduzí-la. Leis frouxas, permissivas, beneficiam os bandidos em detrimento da segurança do cidadão. A impunidade que realimenta o crime campeia sob às vistas grossas das autoridades de segurança.

A fome ainda não foi completamente debelada do País, apesar dos programas sociais do governo federal. As camadas mais necessitadas da população - que sofrem com a falta de comida são exatamente as de menor nível de escolaridade. A par da fome, há uma deficiência de moradias para essas pessoas. Milhares delas moram em casas construídas em encostas, barreiras, morros ou alagados.Não têm nenhum tido de saneamento básico (nem mesmo fossas),padecem com a falta d'água, ausência de transporte coletivo e quando possuem energia elétrica esta é "puxada" da rede convencional através de gambiarras. Falta trabalho para grande número de brasileiros em idade economicamente ativa. E esses são - mais uma vez - os de menor escolaridade.Como se trata de uma mulher, mãe e que conhece as necessidades do povo, esperamos que a nova presidente tenha a sensibilidade de olhar para esses brasileiros ainda socialmente desprotegidos. Bem-vinda, presidente Dilma.