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domingo, 23 de janeiro de 2011

 AINDA AS CONSEQUÊNCIAS DA TRAGÉDIA

  A imprensa atualiza hoje alguns números da tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro. E adverte para as consequências na área de saúde a que está sujeita a população atingida.
SÃO MAIS DE 860 MORTES E MAIS DE 460 DESAPARECIDOS. Esses números tendem a crescer na medida em que pessoas internadas com ferimentos graves morrem nos hospitais e mais pessoas procuram por seus parentes que não constam nas listas de desaparecidos da Defesa Civil.
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As mortes costumam  crescer em virtude das precárias condições de higiene em que passam a viver as pessoas que estiveram em contato com as águas contaminadas por coliformes fecais e outros tipos de bactérias que se multiplicam em ambientes sujos. Doenças infecto-contagiosas, principalmente as respiratórias como pneumonia, bronquites, tuberculose, etc., são comuns nessas situações. Águas ainda impuras produzem parasitoses que sugam as energias das vítimas; desinterias, vômitos, gastroenterites, cólicas, desidratação, inapetência, entre outras doenças afetam principalmente  as crianças e são causas de mortes pematuras em lugares habitados por segmentos mais pobres. Leptospirose, causada pela contaminação da urina do rato, é um grave problema de saúde pública pelas peculiaridades mórbidas que rondam os portadores da doença. Hepatites, dermatoses, afecções oculares, renais e outras mais formam o plantel de problemas que irão adensar a já sobrecarregada e ineficiente rede de saúde pública do País.
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As doenças agudas produzidas por essas condições de higiene precária complicam as doenças cronico-degenerativas que atingem principalmente os idosos e é exatamente nessa faixa etária que ocorre a maior demanda por atendimento hospitalar e o incremento do número de mortes. Já debilitados pela diabete, pela hipertensão arterial, a gota, complicações de AVC (acidentes cerebrovasculares) e ACR (acidentes cardiorespiratórios), DPOC (doenças pulmonares oclusivas crônicas ), asma, enfisema pulmonar, labirintoses, dietas muito restritivas, desnutrição e outras afecções próprias da idade os idosos se tornam a parcela da população mais vulnerável depois de desastres como esses da Região Serrana do Rio de Janeiro.
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Corpos de animais que sucumbiram à catástrofe tornam a situação mais delicada. Os cemitérios são insuficientes para sepultar tantas pessoas vitimadas por grandes catástrofes. A identificação dos corpos fica difícil pela deficiência da capacidade instalada dos IML e muitas vezes a justiça autoriza sepultamentos coletivos em covas comuns.  A Defesa Civil se vira para responder às demandas, mas faltam investimentos nesse importante setor da administração pública que cuida da prevenção e segurança sociall  de milhares de pessoas afetadas. Como numa guerra, famílias inteiras ainda estão separadas; crianças que não encontram os pais ou adultos em busca dos seus parentes. Ainda serão necessários alguns dias para reagrupar essas famílias.
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Depois da Região Serrana do Rio, onde sete municípios sofrem ainda a ação das chuvas de verão, vem agora inundações em Santa Catarina. Os números, embora expressivos, ainda são vagos, mas a situação parece não ser nada animadora. As inundações atingem vários municípios em muitas regiões do Estado. Estão presentse ali os mesmos problemas que afligem os outros estados vitimados por enchestes, como o isolamento de comunidades, a falta de água para beber, a escassez (ou a falta total) de alimentos prontos para o consumo, carência de medicamentos e de pessoal da área de saúde, como médicos e enfermeiros. A queda de árvores atrapalhando a movimentação dos veículos da Defesa Civil, o corte de energia elétrica, a contaminação do ambiente por bactérias trazidas pelas águas sujas.  A previsão da meteorologia é de mais chuvas fortes para o Sudeste. No Nordeste, os morros correm certo risco, com cenetenas, talvez milhares, de casas apinhas em encostas, côrregos e outras áreas que exigem monitoramento constante da Defesa Civil. A infraestrutura nessa região é bem mais precária do que naquelas já citadas.

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