NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Depois das catástrofes ocorridas no Sudeste do País, principalmentena Região Serrana do Rio de Janeiro e dos efeitos das fortes chuvas caídas sobre São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e agora também Santa Catarina, é hora de se perguntar: Estão as autoridades municipais da Região Metropolitana do Recife preparadas para enfrentar uma tragédia igual a que aconteceu na Zona da Mata e Agreste de Pernambuco há pouco tempo?
A verdade é que a Defesa Civil do Rio de Janeiro se surpreendeu com a intensidade das chuvas e com as consequências delas sobre a Região Serrana. E a nossa Defesa Civil está aparelhada  para não correr o risco de uma surpresa maior no caso de um romba d'água nas cidades mais populosas da RMR? Á exceção do Recife, que tem sua área territorial quase toda palna, os outros municípios tem perfil mais acidentado em sua maior extensão como é o caso de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, etc.
O caso do Recife não é tão infenso assim, pois suas áreas mais afastadas são de morros apinhados de casas de estrutura precária, Casa Amarela, Água Fria, Beberibe, Ibura e outras áreas que surgiram no rastro da linha ferroviária central.  Jaboatão dos Guararapes é o município que apresenta maior risco para a densa população que habita os suas áreas de morros. Camaragibe e São Lourenço da Mata não fogem muito a esse perfil. Olinda, tem também suas áreas de risco.
Fixemos-nos, porém, nas duas maiores e mais importantes cidades da região. Recife e Jaboatão não tem estrutura para enfrentar um aguaceiro do porte do que caiu na Zona da Mata, como aludido acima. As casas construídas nas encostas dos morros dessas cidades estão sempre  ameaçadas por deslizamentos de barreiras. São na sua maioria barracos sem alicerces, mesmo de alvenaria, à beira de barrancos que não resistem à ação de chuvas fortes. Um deslizamento mais acima pode arrastar as casas que ficam na rota da descida dos entulhos levados pelas águas. A pobreza extrema ou a baixa renda das pessoas ali residentes as obrigam a arriscar suas vidas, vidas de famílias inteiras que não têm outra oportunidade de moradia. E uma tragédia de proporções gigantescas pode levar dor, miséria, mortes e muito sofrimento a centenas de pessoas.
A Defesa Civil dessas duas cidades possuem poucas viaturas, em certas oportunidades apenas um veículo está em condições de uso para atender a uma demanda rotineira. E no caso de uma catástrofe? O Corpo de Bombeiros, pelo que foi visto em recntes reportagens da televisão, também não está preparado para enfrentar uma situação de calamidade. A maioria dos veículos de combate a incêndios está escostada por falta de peças de manutenção; o número de carros do SAMU é insuficiente para atender toda a região no caso de uma calamidade provocada pelas chuvas. Os botes infláveis igualmente não atenderiam a uma situação dessas. E não há hospitais com capacidade instalda para receber a quantidade de feridos que um acontecimento desse porte produz. O número de médicos e enfermeiros e insuficiente. Não há um estoque de alimentos regulador para casos de calamidade. E o IML? Nem é bom falar. Finalmente, é necessário lembrar aos prefeitos da Região Metropolitana do Recife da imperiosidade de se equipar os órgãos da Deesa Cicil para lidarem com os humores do clima que não anda nada tranquilo nestes tempos.

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