NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O cenário de guerra em que se transformou a região serrana do Rio de Janeiro só continua a piorar. E por falar em guerra, só com  o concurso das forças armadas doi possível se ter uma idéia da catástrofe que se abateu sobre as cidades conflagradas. Os Corpos de Bombeiros de várias cidades vizinhas também contribuiram para viabilizar a ajuda às vítimas da catástrofe. Nova Friburgo é a cidade mais arrazada. E há locais distantes, lá acima da serra, onde provavelmente ainda não foi possível chegar ajuda. Pessoas de todas as idades e classes sociais padecem nesses lugares. Falta água pra beber, comida, roupa, agasalhos e teto para grande número de pessoas. Milhares dessas pessoas estão desalojadas, desabrigadas. E mortos ainda estão so os escombros nas áreas de mais difícil acesso.
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O blog procurou entender o que realmente aconteceu naquelas cidades serranas e áreas contíguas do Rio deJneiro. Procurou ajuda da biologia e da meteorologia. O resultado não é muito animador! Segundo os geólogos, as serras fluminenes são formadas por enorme sequência de pedras. Areias foram levadas para cima dessas montanhas de pedras pelos ventos em milhões de anos. De mistura com a neve rala que cae ali, formou-se uma camada de solo de pouca densidade. Sobre essa camada, ainda sobre a ação dos ventos, sementes foram lançadas e se formou uma vegetação a princípio rarefeita, para com o tempo se transformar em florestas. Que foi se tornando cada vez mais densa. Como o solo é de pouca densidade, o terreno é naturalmente instável. Mas permaneceu ali durante milhares de anos sem ser agredida por mãos humanas.
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Com a chegada  do homem ao local, foram ocupadas de frma desordenadas extensas áreas de mata. Para isso, foi feito corte no solo para as contruções das casas. Isso tirou a sequência física do terreno, tornando cada vez mais instável. E as  casas foram subindo as montanhas, as serras. O que aumentou a instabilidade do terreno. Quando as chuvas caem o solo instável sofre fissuras que vão se agravando na medida em que a vegetação vai se deslocando lentamente. Esses deslocamentos aumentam de intensidade em áreas mais povoadas na parte baixa, e por falta de estrutura de sustentação e sob a ação de chuvas fortes, ocorrem os deslizamentos que forammostrados ao vivopela televisão.
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As áreas de serras cobertas de vegetação são um atrativo para núvens; esse é um fenômeno comum às regiões de grande altitude.Com vegetação a concentração de nuvens é maior. A vegetação daquelas serras é milenar, original. O calibre das árvores depende da profundidade do solo.Assim, em alguns lugares a mata é mais rarefeitas, já em outros é densa. Se não for agredida pelas mãos do homem esses ecossistemas permanecem incólumes e se desenvolvem de acordo com a capacidade de expansão das raízes.Área assim costumam ficar perto de veioa d'águas. E estão mais sujeitas a ocorrências de fenômenos naturais, como chuvas mais fortes, transbordamentode rios, etc.
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A tragédia ocorrida no Rio de Janeiro era previsível. Não é a primeira vez que acontece. Mas as autoridades rsponsáveis e os setores ávidos por lucros permitiram que se instalassem ali condomínios de luxo, casas luxuosas e moradias para a população menos favorecida. Além do mais, para abastecer essas populações, construíram barragens nos rios da região. Quando o nível das barragens está chegando ao limite e ameaça a estabilidade da contenção das águas, é permitida a abertura de comportas para aliviar a estrutura de concreto que represa as águas do rio. Juntando o volume copioso das chuvas próprias dessas regiões com as águas liberadas das represas ocorrem o aumento de intensidade das inundações, levando destruição e morte às cidades epovoados das proximidades.
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Tanta insensatez, associada ao despreparo das autoridades para lidar com tragédias desse porte, o que está nas montanas rolam abaixo, levando árvores, casas, animais, pessoas e tudo mais de roldão. As cidades desaparecem, suas ruas são ocupadas por montanhas de terras que são levadas pelos rios ou vieram das montanhas agredidas em suas estruturas naturais. Cidades inteiras podem ficar debaixo d'água, o que significa a destruição da infraestrutura desses centros urbanos. Acabam o comércio, a insdústria, os serviços e a população fica sem emprego e o municípiosem renda. Essa mistura macabra tá sendo acompanhada pela população brasileira através da televisão.
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Helicópteros das forças armadas, da polícia e de alguns estados estão ajudando na tarefa de se socorrer as populações castigadas pela catástrofe do Rio deJaneiro. É necessário um esforço enorme para coletar bens de consumo, como alimentos, água mineral, reopas, agasalhos, lençóis, sapatos e utensílios domésticos para minorar o sofrimento de tanta gente vitimada não pela natureza mas pela falta de planejamento na ocupação do solo bem como pela irresponsabilidade de autoridades municipais a quem cabe fiscalizar essas coisas. Até às 18 horas deste domingo o númerode vítimas dessa catástrofe já passava de 620. O problema também é recorrente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo . Vamos continuar acompanhando o trabalho de assistência às vítimas, ao tempo em que apelamos para que a população semobilize no sentido de ajudar àquelas pessoas.

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