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EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

           O mundo inteiro assiste aos desastres naturais que infelicitam as populações de vários países da Oceania, Ásia e América do Sul. No Brasil essas tragédias se concentram no Sudeste, principalmente na região serrana do Rio de Janeiro. Mas também atingem, em menor escala de destruição, os estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A explicação dada pelos cientistas é de que se trata dos efeitos do fenômenos climáticoa chamados "La Niña" e "El Niño", uma combinação de esfriamento e aquecimento das águas de dois oceanos. Na Austrália, chuvas intensas provocam  enchentes  que levam prejuizos econômicos a determinas regiões do grande país oceânico. Na América do Sul, a Venezuela sofre com o aumento do volume dos rios que transbordam e destroem lavouras e instalações industriais. No Brasil, a fúria das águas se concentra na região serrano do Rio de Janeiro.
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As antigas e renomadas cidades turísticas de Petròpolis e Teresópolis, bem como outras urbes em seu redor, são palco da maior devastãção da história do País. Bairros inteiros dessas cidades foram destruidos pela força das águas que fizeram deslizar serra abaixo a vegetação e as pedras que encontraram pelo caminho. A região apresenta cenário de guerra, como se as cidades tivessem sido alvo de  bombardeio. Milhares de toneladas de barro, lama, árvores e pedras de vários tamanhos ocupam agora os lugares onde antes havia casas, existiam estâncias turísticas, hotéis e forte atividade comercial, além de indústrias. Tudo acabou, foi transformado em escombros.
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O dado mais cruel desse sinistro é o alto número de pessoas mortas (mais de 530 até às 18 horas desta sexta-feira). Pessoas simples que moravam nas áreas mais populosas, trabalhadores que escolheram aquela região para morar e um sem número de turístas ou de pessoas de altas posses que ocupavam condomínios de luxo ou casas luxuosas contruidas na serra. A força das águas arrastou tudo. Rios e riachos transbordaram com o grande volume de chuvas, invadindo as cidades e destruindo sua infraestrutura..
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O solo pouco denso que cobre o serrado de pedras sofreu fissuras, se desestabilizou e deslizou das partes mais altas das montanhas que cincundam as cidades. Tragédias previsíveis, pois fruto da ocupação desordenada das encostas que foram cortadas para construção das moradias. Falta de planejamento, despreparo das autoridades para lidarem com esse tipo de sinistro e irresponsabilidade de gestores que permitiram o avanço das construções sobre áreas de vegetação instável.  Pouco importam  as explicações dadas pelos meteorologistas para a ocorrência desses fenômenos. O que importa agora é enterrar o mortos, assistir as vítimas da catástrofe e pôr em execução um plano de manejo das áreas instáveis e um monitoramento do clima com dados mais precisos e esquema de alarme e ação de emergência para evitar que situação dessa natureza se repita.

           

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