O que é filosofia? É tema para sábios. Criada pelos gregos em tempos bem antigos, a filosofia não tem definição. Se for definida, se esgotará. Filosofar talvez seja perscrutar as profundezas da alma humana. Mas o filósofo, como ser humano, é limitado. As ideias é que se alargam bem além do horizonte visual ou sonhado pelo homem. As ideias deixam de ser obra de um homem ou de um grupo para se transformarem numa válvula impulsora da inteligência cósmica. Inteligência cósmica? O homem – mero ser finito - tem o poder de penetrar no infindável labirinto do Universo? Afinal, que é Universo? Como dimensioná-lo para apreciá-lo em toda sua grandeza? O que se pode dizer é que o Universo não tem fim. Para os astrônomos Universo é a parte do cosmo conhecida através das lentes do telescópio. São bilhões de galáxias compostas por milhares de bilhões de estrelas em torno das quais giram corpos chamados planetas. Para os espiritualistas, o Universo é um conjunto de sistemas hierárquicos onde habitam os espíritos. Para os cientistas, o Universo termina onde finda a capacidade de visualizar qualquer coisa. Para os filósofos antigos, o Universo se restringia a pequenas divagações. Mas a filosofia dos grandes visionários da Humanidade enxerga até onde as lentes potentes dos telescópios não chegam. Os indianos viam bem mais longe. O livro dos Vedas é complexo, mas com paciência se descobre nele a plenitude sem fim do Universo.
A inteligência humana é capaz de perscrutar o que os olhos e
os ouvidos não alcançam. O homem é o único ser vivo que raciocina. E foi
raciocinando que ele descobriu a fórmula de dimensionar o espaço, medir o tempo
e dominar as outras espécies vivas. A matemática é fruto do pensamento dos
filósofos. E a matemática é a base de todo conhecimento racional. Mas a racionalidade
humana muitas vezes esbarra em seus próprios conflitos. É pensando que o homem se
descobre que existe. Mas suas divagações sobre a existência podem torná-lo um ser divorciado da realidade. Talvez o divagador tenha sua própria noção de realidade que
escapa à nossa vã concepção. Muitas vezes o ser humano se descobre animal, que
realmente é. E busca dentro dessa lógica a justificativa de suas divagações. Pode cair na própria armadilha, e
misturar instinto e inteligência.
Eis ai uma caso interessante. Até que ponto a inteligência
está totalmente escoimadas dos impulsos do instinto? Será o instinto uma forma
primária de inteligência? Em outras palavras: será a inteligência uma forma
evoluída do instinto? Custa crer que as manifestações mais puras da
inteligência humana possam estar
contaminadas por pruridos instintivos. E filósofos e
pensadores passam a largo dessa questão. Pensar
a personalidade humana –para não dizer a alma humana, é como mergulhar
nas profundezas do Universo. A parte visível do Universo tem galáxias,
estrelas, planetas, cometas, meteoros. Quando essas grandezas não podem mais
ser visualizadas, se diz que o Universo acabou. Mas além desses corpos celestes
tem bilhões, trilhões (pobre Matemática!) de espaços escuros cujas fronteiras
nunca serão encontradas, porque não existem. E se depois dessa escuridão, a
distâncias impossíveis de serem equacionadas no momento, vierem novos sistemas
solares que os telescópios não alcançam! O cérebro humano é igual. Um número
enorme de neurônios dos quais só um
percentual ínfimo é utilizado e ramais nervosos que levam e trazem impulsos ao
conjunto do corpo humano. Um microuniverso ambulante, contado aos bilhões.
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