PELOS PORÕES DO FUTEBOL
Ricardo Teixeira pediu licença da presidência d CBF. Diante
das denúncias e do quadro de corrupção
identificado na mentora do nosso futebol uma licença é o mesmo que nada. Depois
de 60 dias ( prazo máximo para afastamento por licença), \teixeira reassumirá a
presidência do órgão. Você acredita que ele vai deixar de mandar na CBF, mesmo “afastado”?
Aquilo ali foi transformado num feudo familiar,
para não dizer que é um raposário cercando o galinheiro do nosso
futebol. Veja que o substituto ( você o
conhece?) já convocou os membros das “milícias” estaduais que são os
presidentes de federações. Tem cheiro de podridão!
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Por falar em futebol, mas na verdade falando de política
nacional, o secretário-geral da FIFA Jeróme Valcke, numa declaração
irresponsável feita semana passada disse que as autoridades brasileiras que cuidam dos preparativos para a
Copa precisavam “Tomar um chute no traseiro” para acordar e intensificar as
obras de construção dos estádios ( ou arenas) que receberão jogos das
competições que serão realizadas no Brasil nos próximos anos. Copa é um empreendimento privado. Ou deveria ser. No Brasil, há mais
autoridades oficiais envolvidas na questão do que empresários. Maquiavélicos,
estes estão aguardando a oportunidade em que, prazo esgotado e obras
inacabadas, o dinheiro público vai ser solicitado. Um caso para refletir.
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Ricardo Teixeira não é bobo. Convicto que não tem como disputar
a presidência da FIFA com Michel Pratini, e sabendo que quando deixar a CBF
logo após a Copa terá que responder ao Ministério Público às acusações de
corrupção praticada por ele, seu sogro João Havelange e demais sequazes,
prepara sua mudança para a Europa, onde pretende ficar a salvo da justiça. Ficará?
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Futebol é um campo minado. Cartolas de um lado, clubes no meio e torcedores na outra ponta. O
dinheiro corre frouxo nos cofres das federações, dos clubes bem organizados e,
principalmente, da CBF. A máfia impera nos bastidores dos esportes. Os clubes
menores, explorados por cartolas com intenções eleitoreiras, estes vão mal.
Estão todos no cinzento, perto do vermelho. Enquanto isso, as torcidas
organizadas, financiadas por diretores ou pelos próprios clubes, se digladiam
nas imediações dos estádios. E os torcedores, apaixonados pelo futebol - coitados deles – gastam seus minguados salários
frequentando os campos de futebol.
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