SÍRIA – UMA HISTÓRIA
PARA CONTAR
O governo da Síria vem desafiando as leis internacionais e o
primado da Organização das Nações Unidas (ONU). Ocorre ali um expurgo de ideias
contrárias aos interesses de Bashar al-Assad. É a prepotência e a intolerância
caminhando jutas. Em pouco tempo mais de oito mil pessoas teriam sido
assassinadas pelo ditador Sírio. As cidades da periferia viram escombros sob o
bombardeio dos tanques de al-Assad. As informações chegadas da capital síria são algo ambíguas, para não
dizer contraditórias. Quando os despachos são provenientes da agência oficial
síria há aquela dúvida em face do massacre de civis – homens, mulheres e crianças -mostrado
diariamente nos noticiários da televisão.
Quando as notícias provêm de fontes “alternativas”, as redes sociais,
por exemplo, não há como confirmar a origem e a exatidão das mesmas. A internet
é uma terra sem lei onde as pessoas dizem o que querem muitas vezes – ou quase
sempre, sem qualquer compromisso com a verdade. Mas será que al-Assad está sozinho
nessa empreitada?
Na verdade, o que acontece na Síria é um capítulo a mais
dessa onda de insatisfação que varre o Planeta. E muitos líderes de potências
ocidentais se aproveitam desse momento perigoso para a paz mundial e manobram
em nome dos interesses dessas potências. Al Assad desfila no cenário
internacional como quem tem costas largas. E tem! Se não fosse assim as
resoluções das Nações Unidas já teriam sido impostas pelos navios, canhões e foguetes da OTAN. As declarações de líderes
ocidentais condenando o massacre sírio têm sido brandas demais para tanta
selvageria praticada por um ditador da região mais explosiva do mundo. Aquilo
ali envolve interesses econômicos, políticos e militares. Ter aliados na região
é de vital importância para as potências ocidentais capitaneadas pelos Estados
Unidos que precisam do rico petróleo produzido na área e de meios de fazerem o
óleo chegar aos grandes centros consumidores do Ocidente. Israel é a principal
cabeça de ponte ocidental naquela região. O Paquistão ainda está sob controle
de grupos pró-ocidental. E os palestinos, divididos e controlados pela política invasiva
de Israel, são impotentes para se constituírem numa ameaça real aos interesses
norte-americanos e ocidentais no Oriente
Médio.
Dificilmente Bashar al-Assad terá o mesmo destino de Sadan
Hussein e do coronel Kadafi. Estes eram aliados dos Estados Unidos e de repente
se transformaram em pedras no caminho das potências ocidentais. E tombaram sob
o fogo das bombas e dos foguetes da OTAN. A Síria é uma história que ainda será
contada em versão mede in USA. Os capítulos que estão sendo escritos serão
modificados, e só a posteridade distante contará a verdadeira história do que
acontece na Síria de hoje.
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