NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 16 de março de 2012




   SÍRIA – UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

O governo da Síria vem desafiando as leis internacionais e o primado da Organização das Nações Unidas (ONU). Ocorre ali um expurgo de ideias contrárias aos interesses de Bashar al-Assad. É a prepotência e a intolerância caminhando jutas. Em pouco tempo mais de oito mil pessoas teriam sido assassinadas pelo ditador Sírio. As cidades da periferia viram escombros sob o bombardeio dos tanques de al-Assad. As informações chegadas  da capital síria são algo ambíguas, para não dizer contraditórias. Quando os despachos são provenientes da agência oficial síria há aquela dúvida em face do massacre  de civis – homens, mulheres e crianças -mostrado diariamente nos noticiários da televisão.  Quando as notícias provêm de fontes “alternativas”, as redes sociais, por exemplo, não há como confirmar a origem e a exatidão das mesmas. A internet é uma terra sem lei onde as pessoas dizem o que querem muitas vezes – ou quase sempre, sem qualquer compromisso com a verdade. Mas será que al-Assad está sozinho nessa empreitada?

Na verdade, o que acontece na Síria é um capítulo a mais dessa onda de insatisfação que varre o Planeta. E muitos líderes de potências ocidentais se aproveitam desse momento perigoso para a paz mundial e manobram em nome dos interesses dessas potências. Al Assad desfila no cenário internacional como quem tem costas largas. E tem! Se não fosse assim as resoluções das Nações Unidas já teriam sido impostas pelos navios, canhões  e foguetes da OTAN. As declarações de líderes ocidentais condenando o massacre sírio têm sido brandas demais para tanta selvageria praticada por um ditador da região mais explosiva do mundo. Aquilo ali envolve interesses econômicos, políticos e militares. Ter aliados na região é de vital importância para as potências ocidentais capitaneadas pelos Estados Unidos que precisam do rico petróleo produzido na área e de meios de fazerem o óleo chegar aos grandes centros consumidores do Ocidente. Israel é a principal cabeça de ponte ocidental naquela região. O Paquistão ainda está sob controle de grupos pró-ocidental. E os palestinos,  divididos e controlados pela política invasiva de Israel, são impotentes para se constituírem numa ameaça real aos interesses norte-americanos  e ocidentais no Oriente Médio.

Dificilmente Bashar al-Assad terá o mesmo destino de Sadan Hussein e do coronel Kadafi. Estes eram aliados dos Estados Unidos e de repente se transformaram em pedras no caminho das potências ocidentais. E tombaram sob o fogo das bombas e dos foguetes da OTAN. A Síria é uma história que ainda será contada em versão mede in USA. Os capítulos que estão sendo escritos serão modificados, e só a posteridade distante contará a verdadeira história do que acontece na Síria de hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário