NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 23 de março de 2012


              O  TERRORISMO É SISTÊMICO 

Antes endêmico de algumas regiões, o terrorismo se espalhou por todos os continentes. Tornou-se uma grandeza sistêmica. Mas sua maior incidência ocorre exatamente nas áreas onde estão situados os maiores conglomerados econômicos do mundo. Isso tem uma explicação lógica: concentração de riqueza significa maior poder de opressão. Os recentes exemplos do jovem que assassinou sete ou oito pessoas na França antes de ser executado pelas forças de segurança e o alerta da Inglaterra para a possibilidades  de ações terroristas em seu território mostram que há uma relação direta de causa e efeito. Tropas desses países europeus oprimem os povos do Afeganistão e de outras nações da Ásia e África do Norte. Nicolas Sarcozy e David Cameron sabem dos perigos a que  seus países estão expostos. E ambos precisam demonstrar força política para se manterem no poder. As eleições gerais da França estão às portas, e Sarcozy precisa demonstrar competência de gestor para convencer os eleitores a votarem nele. E nessa peleja não pode titubear. Então, a política internacional  e a diplomacia francesas se esforçam em pressionar cada vez mais os seus potenciais adversários; justamente, os países das áreas produtoras de petróleo. Como não podia deixar de ser, a pressão traz a consequente reação. A situação de Cameron não é diferente.

Os norte-americanos vivem permanentemente em vigília; a segurança dos Estados Unidos é mais vigorosa, mais opressora. E por isso, aquele país é alvo predileto dos ativistas islâmicos ligados aos braços armados das suas várias facções. A guerra do Iraque, que nunca acabou, é um divisor de águas, isto é, amacia a fúria dos grupos xiitas e sunitas mais interessados em medir forças entre si e marcar território. Mas ninguém se engane. Toda essa demanda  iraquiana que diariamente abastece com notícias de atos terroristas os noticiários da televisão é um movimento orquestrado por interesses capitalistas, que se aproveitam da rivalidade religiosa das facções daquele País e da desordem  geral no Afeganistão para resguardar sua hegemonia militar e manter abertas as vias de escoamento do petróleo ali produzido. Esse é um panorama visível em todos os continentes, dependendo da capacidade econômica e militar de cada grupo de nações nesses continentes. É um processo sistêmico impossível de ser devidamente avaliado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário