NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 10 de março de 2012


      ECONOMIA, PIB E RIQUEZA NACIONAL



O Brasil  superou a Grã-Bretanha,  se  consolidou  como a 6ª economia do mundo. Ainda este ano, deve ultrapassar a França e ocupar o 5º lugar no ranking econômico mundial.  Nessa caminha, deixará o Canadá para trás e em poucos anos será a 4ª economia. Contudo, PIB é uma forma perversa de se medir a economia dos países. O crescimento econômico de um país não significa que ele se tornou  um país rico. Rica é aquela nação que apresenta bons índices de desenvolvimento na área social ( o IDH ). Educação de qualidade, saúde, habitação condigna, água tratada, energia elétrica e esgoto sanitário  universalizados; transporte público rápido e seguro, sem desleixar o conforto dos passageiros; segurança, que assegure ao cidadão o direito de ir e vir, sem aquele malfeitor espreitando lá na esquina; ruas limpas, espaços públicos bem cuidados onde as pessoas possam encontrar condições de lazer. Entre outros requisitos básicos.

Infelizmente, o Brasil nunca teve uma liderança que olhasse  para o potencial de recursos naturais do nosso solo e subsolo. E tivesse a coragem de explorá-los com mão de obra, tecnologia e capital nacionais. É uma balela dizer que o Brasil é um país rico. O Brasil possui vasto potencial de recursos naturais, como ferro e outros, além de minas de ouro, prata, diamante, manganês,  urânio,  xisto e outros minerais  e uma enorme floresta tropical, uma bacia fluvial ainda não devidamente dimensionada, mas com certeza igual ou superior  às maiores do mundo. Todos esses recursos,  se devidamente aproveitados pelas nossas lideranças em favor da população em geral  poderão se transformar em riqueza real.

Nesse momento em que se discute a implantação de um trem de alta velocidade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e Minas Gerais, é lamentável que o País esteja subordinado aos interesses  das grandes corporações econômicas internacionais, representadas aqui pelo lobby corporativo junto ao Congresso,  ao Judiciário e ao Executivo. Vasculhando  as pesquisas de universidades brasileiras, como a USP e outras, encontram-se  projetos dos chamados trem-bala. Só falta o setor empresarial liberta-se da dominação do capital estrangeira, e investir na produção do TAV. Para isso, há no País dinheiro, mão de obra e tecnologia. Só falta decisão política. E coragem para enfrentar e vencer o lobby. É bom lembrar, que em plena segunda guerra mundial Getúlio Vargas mandou construir embarcações para patrulhar o litoral brasileiro. Eram navios construídos em madeira, numa época em que ainda não havia Volta Redonda nem o colossal parque do Vale do São Francisco.

Os militares privilegiaram o capital estrangeiro, e destruíram dois grandes projetos automobilísticos brasileiros: A  FNM e a Gurgel. Analogamente, depois da redemocratização se deu pouco valor à Embraer. Privatizada, ela estacionou. Agora mesmo, está perdendo contrato para fornecer 60 aeronaves aos Estados Unidos. Os aviões que estão sendo negociados para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB) em substituição aos velhos aparelhos  franceses bem que poderiam ser fabricados pela Embraer. Assim como, uma indústria ferroviária poderia produzir trens e metros que viessem resolver os problemas de mobilidade urbana e viabilizar o transporte público de passageiros. País desenvolvido é País sobre trilhos.




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