ECONOMIA, PIB E RIQUEZA NACIONAL
O Brasil superou a
Grã-Bretanha, se consolidou como a 6ª economia do mundo. Ainda este ano,
deve ultrapassar a França e ocupar o 5º lugar no ranking econômico mundial. Nessa caminha, deixará o Canadá para trás e em
poucos anos será a 4ª economia. Contudo, PIB é uma forma perversa de se medir a
economia dos países. O crescimento econômico de um país não significa que ele
se tornou um país rico. Rica é aquela
nação que apresenta bons índices de desenvolvimento na área social ( o IDH ). Educação
de qualidade, saúde, habitação condigna, água tratada, energia elétrica e
esgoto sanitário universalizados;
transporte público rápido e seguro, sem desleixar o conforto dos passageiros;
segurança, que assegure ao cidadão o direito de ir e vir, sem aquele malfeitor
espreitando lá na esquina; ruas limpas, espaços públicos bem cuidados onde as
pessoas possam encontrar condições de lazer. Entre outros requisitos básicos.
Infelizmente, o Brasil nunca teve uma liderança que olhasse para o potencial de recursos naturais do nosso
solo e subsolo. E tivesse a coragem de explorá-los com mão de obra, tecnologia
e capital nacionais. É uma balela dizer que o Brasil é um país rico. O Brasil
possui vasto potencial de recursos naturais, como ferro e outros, além de minas
de ouro, prata, diamante, manganês,
urânio, xisto e outros minerais e uma enorme floresta tropical, uma bacia
fluvial ainda não devidamente dimensionada, mas com certeza igual ou superior às maiores do mundo. Todos esses recursos, se devidamente aproveitados pelas nossas
lideranças em favor da população em geral
poderão se transformar em riqueza real.
Nesse momento em que se discute a implantação de um trem de
alta velocidade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e Minas Gerais, é
lamentável que o País esteja subordinado aos interesses das grandes corporações econômicas
internacionais, representadas aqui pelo lobby corporativo junto ao Congresso, ao Judiciário e ao Executivo. Vasculhando as pesquisas de universidades brasileiras, como
a USP e outras, encontram-se projetos
dos chamados trem-bala. Só falta o setor empresarial liberta-se da dominação do
capital estrangeira, e investir na produção do TAV. Para isso, há no País
dinheiro, mão de obra e tecnologia. Só falta decisão política. E coragem para
enfrentar e vencer o lobby. É bom lembrar, que em plena segunda guerra mundial
Getúlio Vargas mandou construir embarcações para patrulhar o litoral
brasileiro. Eram navios construídos em madeira, numa época em que ainda não
havia Volta Redonda nem o colossal parque do Vale do São Francisco.
Os militares privilegiaram o capital estrangeiro, e
destruíram dois grandes projetos automobilísticos brasileiros: A FNM e a Gurgel. Analogamente, depois da
redemocratização se deu pouco valor à Embraer. Privatizada, ela estacionou.
Agora mesmo, está perdendo contrato para fornecer 60 aeronaves aos Estados
Unidos. Os aviões que estão sendo negociados para equipar a Força Aérea
Brasileira (FAB) em substituição aos velhos aparelhos franceses bem que poderiam ser fabricados pela
Embraer. Assim como, uma indústria ferroviária poderia produzir trens e metros
que viessem resolver os problemas de mobilidade urbana e viabilizar o
transporte público de passageiros. País desenvolvido é País sobre trilhos.
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