NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


            1932, 80 ANOS DEPOIS

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

Oitenta anos atrás, ocorria em São Paulo um levante que passou à histórica como Revolução Constitucionalista. Getúlio Vargas, chefiando a revolução de 1930, depôs o presidente Washington Luiz, assumiu o poder da República, fechou o Congresso e silenciou o Judiciário criando o governo provisório depois  chamado Estado Novo, passando a governar através de decretos.  Derrotado nas eleições gerais por Júlio Prestes,  ex-presidente de São Paulo, Vargas impediu a posse do eleito na Presidência da República. Tinha fim a República Velha instituída pela Constituição de  1891, bem como o pacto federativo que dava autonomia aos estados.

A revolução de 1932  durou 87 dias e foi um levante militar de grandes proporções, causando 934 mortes (dados oficiais), embora informações oficiosas contabilizem mais de 2 mil e 200 baixas por mortes nas fileiras litigantes. 1932 foi o último grande conflito armado ocorrido no País.  A luta envolvia  soldados da  polícia militar e civis arregimentados pelas autoridades estaduais de São Paulo, além de ter posto em alerta as tropas auxiliares de Minas Gerais. Esse fato pôs em relevo a posição das elites paulistas, que a pretexto de defenderem a autonomia dos estados, protestar contra o fechamento do Congresso e a mordaça do Judiciário, conseguiu eco para sua pregação legalista. As elites paulistas temiam na verdade perder seus privilégios,  ante as propostas na área social e econômica  de Getúlio Vargas, e, valendo-se de uma propaganda positivista ( um misto de política e religião) sensibilizaram uma parcela da população. A consolidação do Estado Novo estabilizou  o governo de Getúlio Vargas.

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