1932, 80 ANOS DEPOIS
REVOLUÇÃO
CONSTITUCIONALISTA
Oitenta anos atrás, ocorria em São
Paulo um levante que passou à histórica como Revolução Constitucionalista.
Getúlio Vargas, chefiando a revolução de 1930, depôs o presidente Washington
Luiz, assumiu o poder da República, fechou o Congresso e silenciou o Judiciário
criando o governo provisório depois chamado Estado Novo, passando a governar
através de decretos. Derrotado nas
eleições gerais por Júlio Prestes, ex-presidente de São Paulo, Vargas impediu a
posse do eleito na Presidência da República. Tinha fim a República Velha instituída
pela Constituição de 1891, bem como o
pacto federativo que dava autonomia aos estados.
A revolução de 1932 durou 87 dias e foi um levante militar de
grandes proporções, causando 934 mortes (dados oficiais), embora informações
oficiosas contabilizem mais de 2 mil e 200 baixas por mortes nas fileiras
litigantes. 1932 foi o último grande conflito armado ocorrido no País. A luta envolvia soldados da polícia militar e civis arregimentados pelas
autoridades estaduais de São Paulo, além de ter posto em alerta as tropas
auxiliares de Minas Gerais. Esse fato pôs em relevo a posição das elites
paulistas, que a pretexto de defenderem a autonomia dos estados, protestar
contra o fechamento do Congresso e a mordaça do Judiciário, conseguiu eco para
sua pregação legalista. As elites paulistas temiam na verdade perder seus
privilégios, ante as propostas na área
social e econômica de Getúlio Vargas, e,
valendo-se de uma propaganda positivista ( um misto de política e religião)
sensibilizaram uma parcela da população. A consolidação do Estado Novo
estabilizou o governo de Getúlio Vargas.
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