NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 31 de julho de 2012


                 MENSALÃO E VALERIODUTO

O Supremo Tribunal Federal inicia nessa 5ª-feira o julgamento dos réus do processo conhecido como Mensalão. Mais de 40 pessoas serão julgadas por diversos crimes. Peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, entre outros. Mas a lista está incompleta. O valerioduto age no País há décadas. Por isso, muitos denunciados e outros já investigados de participarem do esquema de corrupção não foram citados pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e igualmente ignorados por seu antecessor, Antônio Fernando de Souza, autor da denúncia dos réus. É necessário fazer uma varredura geral nas peças investigatórias produzidas desde os tempos de campanha de Fernando Henrique Cardoso. Ninguém acusa o ex-presidente de ter participado de atos ilícitos, mas o comitê de campanha de FHC  já recebia dinheiro do valerioduto. E não apenas o banco Rural serviu de estrada para trânsito do dinheiro que irrigou esse esquema de corrupção. O Banco Oportunity, de Daniel Dantas, talvez tenha sido o principal fornecedor de dinheiro para o esquema. Mas Daniel Dantas tinha costas largas. Agia impunemente, pois sabia que com Gilmar Mendes no supremo, ele “se entenderia bem”, e foi assim que escapou de muitas ações investigativas, ele e sua esposa. Já durante a campanha de FHC à presidência da República, o esquema atuava fornecendo dinheiro para esquentar a campanha. Mesmo durante o governo de FHC, José Serra, sua filha e o marido dela participaram de esquemas de corrupção, com lavagem de dinheiro levado para o exterior através de empresas fantasmas criadas em paraísos fiscais pela filha de José Serra e sua sócia, a esposa de Daniel Dantas.

É importante que todos os réus já qualificados sejam julgados; mas é indispensável que se vá buscar nos arquivos da Polícia Federal as peças investigatórias onde essas pessoas aqui citadas são denunciadas, indiciadas ou não, mas implicadas no esquema de corrupção. É preciso passar o País a limpo; limpar as esferas públicas do Executivo, Legislativo e Judiciário de pessoas corruptas. O esquema do Mensalão é apenas um fio do novelo de sujeiras que inunda os porões do poder há várias décadas.   O valerioduto vem  abastecendo  o esquema de corrupção, e sua atuação pode ser puxada analisando-se os inquéritos policiais produzidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público em desde a década de noventa. Se essas pessoas desde então citadas e investigadas não forem incluídas no processo  que tem seu julgamento marcado para essa 5ª-feira a Justiça brasileira ficará em falta com a Nação.

A José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, Roberto Jeferson, Fernando Collor de Melo  sejam juntados também José Serra, sua filha e esposa, Daniel Dantas e esposa, e tantas outras pessoas que o Brasil inteiro conhece como agentes da corrupção. E que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicite a inclusão de agentes do Poder Judiciário  nos autos  do esquema de corrupção. A revista Carta Capital desta semana traz longo e pormenorizado histório desse esquema. Este blog, em vários ocasiões (ver índice remissivo) tratou com detalhes essa questão. Esperar o início e decorrer do julgamento, as providências complementares exigidas pela Nação; será um julgamento amplo, justo e imparcial, isso é o que a Nação espera.

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