NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quarta-feira, 4 de julho de 2012


                GREVE DOS ÔNIBUS

       VANDALISMO E IRRESPONSABILIDADE

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus da RMR começada de forma antecipada e irresponsável ontem à noite vai continuar. Audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho não resultou em nenhum acordo entre as partes. Os patrões oferecem um pouco mais de 8%, mas os trabalhadores do setor de transporte de passageiros querem 30%. Houve algumas propostas alternativas oferecidas pelos juízes do Tribunal, também rejeitadas. Há uma contradição entre o que dizem o Consórcio Recife de Transporte e o que se ver nas ruas. Segundo o CRT, 53% da frota de ônibus está circulando. Mas o que as pessoas observam nas ruas da Capital são avenidas vazias de coletivos. Os ônibus deixam as garagens, mas ficam estacionados nos grandes terminais da RMR. A população sofre com ausência de transporte, o comércio amarga perdas no faturamento e muitos trabalhadores perdem seus empregos porque os patrões não querem saber dos problemas deles para chegarem ao trabalho. E as famílias sofrem com isso.

Em alguns terminais troncos da RMR a situação saiu de controle. Enquanto trabalhadores em greve furam os pneus dos ônibus que estão estacionados nas áreas dos terminais, alguns vândalos trasvestidos de passageiros destroem os coletivos, quebrando portas e janelas. A ausência de transporte coletivo prejudica as populações de toda a Região Metropolitana, mas o impacto maior é no Recife, em Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Recife é o centro gerador de emprego e renda de toda a Região,, enquanto os outros municípios são meros dormitórios. As atividades econômicas nesses municípios-dormitórios estão prejudicadas pela greve. Os trabalhadores não conseguem chegar aos locais onde trabalham e os negócios informais sofrem com a ausência da freguesia costumeira. Milhares de trabalhadores não vão às cidades onde trabalham temendo não poderem voltar para casa no fim do horário de trabalho. Essa situação deve perdurar por mais alguns dias, pois interesses outros que não precisam ser identificados aqui se misturam às aspirações dos grevistas. Paciência, atuação das autoridades dentro do limite da lei, é o que se aconselha neste momento.

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