NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 13 de julho de 2012


CRISE ECONÔMICA MASSACRA EUROPA

     CAUSAS DA CRISE SÃO MAIS PROFUNDAS

PRIMAVERA ÁRABE TEM RESULTADOS DIFERENTES DA EXPECTATIVA

A crise econômica mundial pegou pesado nos países ricos da Europa e da América do Norte. Se bem que a poupança nesses países europeus, notadamente Itália e Espanha, tenha crescido  numa relação inversa de maiores juros e menores rendimentos,  a conscientização do europeu da zona do euro assegura  uma certa estabilidade da moeda única. Isso  no que tange à classe média, por que os trabalhadores das atividades básicas amargam severos reveses.  Redução dos salários, aumento da carga horário de trabalho, corte nos programas sociais, principalmente na saúde e na Previdência Social. A população desses dois países está na rua protestando contra as chamadas “medidas de autoridade”. Agitação, enfrentamento com a polícia e outras ações típicas dessas situações  são registradas nas cidades italianas e espanholas. E ninguém garante que essas duas nações continuem na zona do euro, o que poderá lançar por terra a política de poupança acima citada.

Na França, o governo socialista de François Hollande adotou medidas restritivas no âmbito do próprio governo. Os ministros passaram a viajar de trem, houve redução no número de carros oficiais a disposição das autoridades  e até a presidência francesa  só dispões agora de dois veículos antigos para o serviço protocolar. Muitas cidades francesas  tomaram medidas extremas para conter a crise, reduzindo negócios na área industrial e outros setores. Dijon, por exemplo, fechou todas as suas fábricas. O desemprego lá assume proporções assustadoras. A Grã-Bretanha  está no limite de sua capacidade econômica. Á exceção da Alemanha – carro-chefe da economia europeia, todos os países do Continente estão em situação difícil. A discussão sobre como sanear os falidos bandos da União esbarra na oposição da primeira-ministra Angela Merkel, que não quer se nivelar por baixo com os demais parceiros. O que certamente acontecerá se a Alemanha  transferir boa parte de suas reservas para salvar os bancos europeus. Não adiante falar da Grécia, que essa não tem mais jeito. O novo governo ainda não se consolidou, e Samaras terá enormes dificuldades para formar um gabinete que consiga dar respostas aos anseios das ruas, com uma população mais empobrecida, e cada vez  mais carente de comida, assistência média e sem expectativa em termos de Previdência Social.

Mas o leitor pensa que esses problemas estão afetando apenas a velha e tradicional Europa? Nos Estados Unidos, os municípios também estão falindo. Os menores, localizados no deserto, não tardarão a se transformarem em cidades fantasmas.  Um desses municípios, inclusive, chegou ao fundo do poço. O prefeito reduziu os salários dos bombeiros e da polícia (polícia lá é municipalizada). O salário dessas categorias, que na comparação com a nossa moeda era de 600 reais, foram reduzidos para 180 reais. Enquanto isso, no plano nacional, a briga política pela Casa Branca, confronta o milionário conservador Mitt Romney e o atual presidente Barack Obama mostra  a sujeira, que lá como aqui, corre por baixo dos bastidores da política. Sob vaias, Romney  declarou num ato público que “revogará a reforma da saúde” introduzida por Obama. O republicano defende os ricos americanos e a alta classe média, beneficiada pelas leis sociais arcaicas em vigor nos Estados Unidos há muitos anos. A civilização norte-americana, dominada pelas elites compostas de grandes empresários e banqueiros, é fortemente conservadora. Uma mulher pertencente à casse média, comentando a reforma da saúde de Obama, que deve amparar cerca de 30 milhões de trabalhadores  norte-americanos, disse que o presidente quer “socializar” a sociedade américa. Embora as pesquisas de intenções de votos mostrem que Obama cresceu e está num linha ascendente constante e pode definir as eleições ainda no 1º turno, o poder econômico pode dar vitória ao republicano.

Essa crise dos países ricos, aliada às expectativas negativas com relação aos resultados da chamada  Primavera Árabe, pede uma reflexão mais profunda sobre o que está acontecendo neste mundo conturbado do Século XXI. A economia em geral está em dificuldades em todos os países, inclusive na China- locomotiva do atual desenvolvimento econômico  mundial. O que está acontecendo? As nações euroeias e os Estados Unidos torraram seus recursos orçamentários em ação de guerra para assegurar a posse do rico petróleo árabe; interesses políticos e econômicos dos países produtores de armas tornam difícil uma solução razoável para os conflitos armados mundo afora; a indústria produz menos, porque  não tem como ampliar ou manter suas vendas, com a perda de emprego ou capacidade compra dos cidadãos; os bancos estão em crise porque financiaram as loucuras belicistas dos países ricos; a economia global está em recessão. Por quê? Uma observação mais acurada aponta para o esgotamento do sistema capitalista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário