NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


                                 TERMINA GREVE DOS ÔNIBUS

Finalmente, prevaleceu o bom senso; motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife encerram à meia-noite a greve que começaram dois dias antes. O pleno do Tribunal Regional do Trabalho, em sessão  dessa  5ª-feira, considerou a greve abusiva e determinou o retorno  ao serviço dos trabalhadores do setor. Não vale a pena discutir aqui a questão de mérito envolvida nesse episódio. Os trabalhadores em greve pediam um aumento de 30%, que se efetivado ferraria a população em seu estrato mais carente. Os patrões ofereciam algo em torno de 5%, aumento com certeza irrisório se aprovado. Na audiência de conciliação, no régio Tribunal  do   Trabalho, juízes  propuseram  8%, que foram rejeitados pela categoria. A decisão unânime do TRT, determinando  um percentual de 7% de aumentos dos slários da categoria, pôs ordem na casa.

Apesar da insatisfação que tomou conta da categoria, quando alguns integrantes da mesma exacerbaram os ânimos, tendo alguns deles, num ato tresloucado  ontem à noite se deitando na pista de rolamento em trecho da Avenida Conde da Boa Vista, o sistema voltou a funcionar normalmente  na manhã deste sábado. Depois de uma perda, real ou emocional, registrada nesses 2 dias de greve, todos acabaram ganhando. A população volta a ter seu meio de transporte possível, os trabalhadores tiveram um aumento também possível e os negócios voltam a girar, beneficiando comerciantes e clientes.  Nesse episódio, fomos questionados por pessoas de níveis econômicos diversos. Indagavam porque “só olhávamos o lado dos patrões e ignorávamos o lado dos trabalhadores”. Colocação equivocada. Nunca ficamos ao lado de patrão nenhum, até porque também pertencemos a  uma categoria de trabalhadores. Em todos os casos, sempre nos colocamos ao lado da população como um todo. Aliás, única prejudicada em questões dessa natureza. Cada segmento da população tem seus problemas, que precisam ser resolvidos. Quando um segmento, de forma unilateral e exacerbada privilegia seus  interesses,  cabe ao conjunto restabelecer a ordem. Não de maneira alheatória, ou por processos violentos, mas através dos órgãos institucionais competentes.

É assim que a sociedade e a democracia funcionam.

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