TERMINA GREVE DOS ÔNIBUS
Finalmente, prevaleceu o bom
senso; motoristas e cobradores do sistema de transporte coletivo da Região
Metropolitana do Recife encerram à meia-noite a greve que começaram dois dias
antes. O pleno do Tribunal Regional do Trabalho, em sessão dessa 5ª-feira, considerou a greve abusiva e
determinou o retorno ao serviço dos
trabalhadores do setor. Não vale a pena discutir aqui a questão de mérito
envolvida nesse episódio. Os trabalhadores em greve pediam um aumento de 30%,
que se efetivado ferraria a população em seu estrato mais carente. Os patrões ofereciam
algo em torno de 5%, aumento com certeza irrisório se aprovado. Na audiência de
conciliação, no régio Tribunal do Trabalho, juízes propuseram 8%, que foram rejeitados pela categoria. A
decisão unânime do TRT, determinando um
percentual de 7% de aumentos dos slários da categoria, pôs ordem na casa.
Apesar da insatisfação que tomou
conta da categoria, quando alguns integrantes da mesma exacerbaram os ânimos,
tendo alguns deles, num ato tresloucado ontem à noite se deitando na pista de rolamento em
trecho da Avenida Conde da Boa Vista, o sistema voltou a funcionar normalmente na manhã deste sábado. Depois de uma perda,
real ou emocional, registrada nesses 2 dias de greve, todos acabaram ganhando.
A população volta a ter seu meio de transporte possível, os trabalhadores
tiveram um aumento também possível e os negócios voltam a girar, beneficiando
comerciantes e clientes. Nesse episódio,
fomos questionados por pessoas de níveis econômicos diversos. Indagavam porque “só
olhávamos o lado dos patrões e ignorávamos o lado dos trabalhadores”. Colocação
equivocada. Nunca ficamos ao lado de patrão nenhum, até porque também
pertencemos a uma categoria de
trabalhadores. Em todos os casos, sempre nos colocamos ao lado da população
como um todo. Aliás, única prejudicada em questões dessa natureza. Cada
segmento da população tem seus problemas, que precisam ser resolvidos. Quando
um segmento, de forma unilateral e exacerbada privilegia seus interesses, cabe ao conjunto restabelecer a ordem. Não de
maneira alheatória, ou por processos violentos, mas através dos órgãos institucionais
competentes.
É assim que a sociedade e a
democracia funcionam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário