NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 3 de julho de 2012


                   GREVE DOS ÔNIBUS

           BANDALHEIRAS SEM LIMITES



Motoristas e cobradores do Sistema de Transporte Coletivo da Região Metropolitana do Recife, depois de uma  paralisação de advertência no fim de semana, programaram uma greve geral por tempo indeterminado. O movimento paredista estava acertado para começar a zero hora dessa 4ª-feira, dia 4. Mas grupos mais exaltados se anteciparam, e já nas primeiras horas da noite desta 3ª-feira começaram a parar o sistema. Algumas lideranças do movimento invadiram as principais vias do centro da Cidade e iniciaram o que se pode chamar de bandalheiras. Esses grevistas começaram a parar os ônibus na Conde da Boa Vista e outras avenidas importantes do centro do Recife; faziam os motoristas desses ônibus descerem dos veículos, furavam os pneus, davam grito de ordem e levavam terror aos passageiros que estavam voltando para suas casas vindos do trabalho, da escola e de outras atividades próprias de uma cidade grande. Não se sabe ainda como está a situação em outras zonas da cidade e em outras cidades da RMR nesta noite de 3ª-feira.

Mulheres, adolescentes, crianças, pessoas idosas pegas de surpresa por um movimento antecipado e abandonados à própria sorte nas ruas perigosas do Recife em meio ao frio que faz nessa Capital. Essa forma de fazer greve é um atestado da falta de cidadania, um abuso do direito de se manifestar assegurado pela Constituição. Confunde-se liberdade com baderna, e em vez de prejudicar os empresários, dos quais os grevistas cobram aumento salarial e melhores condições de trabalho, pune-se uma população que não tem outro meio de locomoção senão o ônibus. Há outras formas de se manifestar contra patrões. Todos sabem quais são. Mas o radicalismo dos grevistas não permite que eles enxerguem isso. Na verdade, os patrões serão os menos penalizados nesse episódio lamentável; mecanismos de compensação viabilizarão os estragos  praticados durante a greve, e a população arcará com os custos operacionais das empresas pagando passagens mais caras; podem esperar os aumentos de tarifas nos próximos dias. Os operadores do sistema enxergam sim o que uma greve de ônibus produz de prejuízos para a população, mas eles querem mesmo é demonstrar poder; e poder político, que com certeza está por trás dessas exacerbações de ânimos.

Vamos esperar a quarta-feira, observar os estragos causados pelos grevistas nesta noite e avaliar o que poderão fazer durante a guerra decretada contra o patrões.

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