A FELICIDADE EXISTE
ELA SE FAZ COM AMOR
A vida é um fenômeno natural. Já a felicidade é uma condição
que se constrói ao longo de um bom tempo. A felicidade tem como base o amor. Só
amando se é feliz. Mas o amor não brota do lótus. O amor é como uma planta que
precisa ser cultivada mesmo antes de nascer. Tem que se selecionar a semente,
escolher a terra onde a semente será lançada. Não pode ser um terreno qualquer,
arenoso, salino, nem pantanoso; a secura espedaçará a semente ou o excesso de água a fermentará,
e ela será destruída. A terra deverá ser fofa, ter irrigação na dose certa, possuir
os nutrientes necessários para fazer a
semente germinar e brotar. Essa é uma sucessão de etapas que devem ser
cumpridas sob a égide da paciência, da abnegação e da persistência. Cada etapa
terá seus cuidados específicos. Começa por erradicar a erva daninha que pode
competir sugando os alimentos que vão nutrir a planta. Regar a planta
criteriosamente, nem mais nem menos água. Eliminar as partes necrosadas, para
que não prejudiquem o crescimento da mesma. Garantir que ela
receba a quantidade de sol suficiente e no tempo certo, para transformar em
alimentos as reações que ela apresentará diante da irradiação solar. Cuidar
para que inseto não depositem ovos cujas larvas vão sugar suas reservas nutricionais, destruindo ou
atrapalhando o desenvolvimento da planta. Vigiar para que fungos não se
desenvolvam no corpo da planta e danifiquem sua saúde. Podá-la nas ocasiões
necessárias, assegurando-lhe reservas de alimentos e crescimento ordenado.
Quando da florada, eliminar os brotos imaturos e proteger os mais saudáveis. As
flores saudáveis têm um papel especial na preservação da espécie; com a ajuda
vos ventos, e de pássaros, polinizam outras flores e asseguram o magnifico
espetáculo do desdobramento da vida. Seu néctar serve de alimento para pássaros
e insetos, numa cadeia multicomplexa que só a Natureza sabe organizar.
A vida é árdua; mas a vida é a própria natureza
em mutação. Nesse meio, a felicidade floresce como uma planta tenra a exigir cuidados
especiais e atenção desdobrada. Felicidade não é aquele momento fugaz em que as
pessoas riem, dançam ou se confraternizam. Isso é emoção passageira que
momentaneamente alegra as pessoas, para depois torna-las tristes. A felicidade,
repita-se, se constrói aos poucos e aos poucos se torna perene. Começa com a
aceitação da própria imagem e a conscientização que nem só de pão vive o homem.
Com o aprendizado da humildade e a construção de uma personalidade equilibrada,
de atitudes fortes, serenas e comedida. A mente é fonte de energia, que se
transforma em força vital. Você passa a dominar suas ações e direcionar suas
atitudes. O que você pensa ser você será. Mas essa atmosfera mental, portanto,
sua felicidade, depende de emanações positivas, você se harmonizando com a
Natureza. No mundo mental, nada negativo prospera. Maus pensamentos são como
erva daninha ou fungos deletérios que sugam a energia da planta, assim como
corroem sua personalidade. Esqueça os percalços da vida, pois eles são etapas
naturais para o aprendizado e o amadurecimento de sua mente. Qualquer que seja
sua religião, não se aprisione ao círculo das paixões. Reflita, ore, reze ou
simplesmente medite. Siga os ditames da sua consciência e da razão. Se sua inclinação
for para a vida reservada, solteira, discreta, que seja. Mas é bem melhor
aprender a conviver com seus semelhantes. A vida isolada pode ser sua receita,
mas o matrimônio pode ser uma relação mais vigorosa, cheia de atrativos que o
encante e o torne mais produtivo. Marido, mulher e filhos, quando harmonizados
na arte da compreensão, da doação e sob a égide da sinceridade, com certeza encontrarão oportunidades de serem felizes. Mas se cuide, tratando sua família com a mesma atenção que se dedica ao acompanhamento do crescimento de uma planta do seu jardim. Você pode ser feliz; pense nisso, e torne tudo isso numa santa realidade.
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