OLINDA E RECIFE
PAZ ENTRE AS CRIATURAS DE BOA VONTADE
Há quem ache que
amizade e confraternização só deve existir entre pessoas de uma mesma crença. Já
ouvimos de pessoas de determinada fé, que “é bom não se misturar com os do mal”.
Esses “do mal” seriam os adeptos de cultos afro-brasileiros. Nada mais
intempestiva do que essa declaração de preconceito de quem se diz adepto do
Cristo num mundo que está necessitando
de entendimento e paz. O mundo é uma colcha de retalhos ideológicos. Num mesmo
País vivem hoje diversas etnias. A integração no cenário social dessas culturas
diferentes entre si é uma forma de se materializar a ideia da convivência pacífica. E um caminho
para se alcançar a tão decantada paz. Nesse fim de semana, em Olinda e Recife,
evangélicos, católicos, espíritas, muçulmanos, judaicos, adeptos de cultos
afro-brasileiros e representantes de outras religiões deram uma lição de como é
possível viver em harmonia mesmo tendo formação religiosa e origem étnica diversas.
Juntos, e em cortejo aberto sem qualquer resquício de preconceito, participaram
de uma Caminhada pela Paz. Em vez do ódio que apequena a alma ou de bombas e
foguetes, que matam criancinhas inocentes, usaram e vivenciaram a essência da palavra solidariedade. Olinda, Patrimônio
Cultural da Humanidade e Centro Cultural irradiador de artes e de ideias que
atrai gente de todos os continentes é ponto de encontro das várias tendências
do pensamento humano. Na diversidade das “tribos” que frequentam Olinda, a
unidade do ideal de um mundo melhor.
Colocar essas ideias de convivência pacífica na agenda
cultural das cidades da RMR é contribuir para alargar os horizontes de um mundo
sem fronteiras ideológicas. Essas manifestações de fé e de boa vontade por
certo se multiplicarão pelo Estado e pelo País, desarmando os espíritos da ira
e dos preconceitos e rearmando moralmente essa sociedade à deriva ou carente de
rumos.
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