NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


 

                                                OLINDA E RECIFE      

                PAZ ENTRE AS CRIATURAS DE BOA VONTADE 

Há quem  ache que amizade e confraternização só deve existir entre pessoas de uma mesma crença. Já ouvimos de pessoas de determinada fé, que “é bom não se misturar com os do mal”. Esses “do mal” seriam os adeptos de cultos afro-brasileiros. Nada mais intempestiva do que essa declaração de preconceito de quem se diz adepto do Cristo  num mundo que está necessitando de entendimento e paz. O mundo é uma colcha de retalhos ideológicos. Num mesmo País vivem hoje diversas etnias. A integração no cenário social dessas culturas diferentes entre si é uma forma de se materializar  a ideia da convivência pacífica. E um caminho para se alcançar a tão decantada paz. Nesse fim de semana, em Olinda e Recife, evangélicos, católicos, espíritas, muçulmanos, judaicos, adeptos de cultos afro-brasileiros e representantes de outras religiões deram uma lição de como é possível viver em harmonia mesmo tendo formação religiosa e origem étnica diversas. Juntos, e em cortejo aberto sem qualquer resquício de preconceito, participaram de uma Caminhada pela Paz. Em vez do ódio que apequena a alma ou de bombas e foguetes, que matam criancinhas inocentes, usaram e vivenciaram a essência  da palavra solidariedade. Olinda, Patrimônio Cultural da Humanidade e Centro Cultural irradiador de artes e de ideias que atrai gente de todos os continentes é ponto de encontro das várias tendências do pensamento humano. Na diversidade das “tribos” que frequentam Olinda, a unidade do ideal de um mundo melhor.

Colocar essas ideias de convivência pacífica na agenda cultural das cidades da RMR é contribuir para alargar os horizontes de um mundo sem fronteiras ideológicas. Essas manifestações de fé e de boa vontade por certo se multiplicarão pelo Estado e pelo País, desarmando os espíritos da ira e dos preconceitos e rearmando moralmente essa sociedade à deriva ou carente de rumos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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