UM FERIADÃO COMO AQUELES DE SEMPRE
Feriadão, intensos deslocamentos de pessoas e veículos;
viagens rotineiras, mas ainda assim instigantes. Famílias vão a outras cidades
visitar cemitérios onde estão os restos mortais de entes queridos. Romeiros de
todo o Nordeste, de ônibus, motos, bicicletas, cavalgando ou simplesmente
andando centenas de quilómetros enfrentando as intempéries desse tempo
quente de primavera/verão das estradas
ruins e empoeiradas da Região viajam à
Juazeiro do Norte (CE) a fim de pedir as bênçãos do Padim Ciço, ou depositar no
túmulo do discutido clérigo relíquias com agradecimentos por graças alcançadas.
Dia de Finados, evento tipicamente católico, coincidindo com outras
manifestações culturais, notadamente as ligadas ao axé baiano ou mobilizações artísticas
variadas invadindo cidades de todas as regiões do País, nessa mistura impar do
Povo Brasileiro. Em todas as grandes cidades, provas do Exame Nacional do
Ensino Médio (ENEM), com milhões de jovens buscando a oportunidade de uma vaga
na universidade.
Ações artísticas, sofrimento da alma, divertimentos;
viagens. Ônibus superlotados, ambientes de latas de sardinha, cansaço,
estresse. Esse é o vai e vem da vida. Vida que continua, com ou sem dor. Às
vezes, parece que as pessoas não estão indo, mas sendo levadas. Esse torvelino
de emoções que se repete a cada ano, em cada época específica e anima as
criaturas. Ou as fazem se movimentar por compulsão. Como seria bom se pudéssemos
organizar nossas emoções! E disciplinar a vida nas cidades e no campo. Como
seria agradável se houvesse um lugar por onde as pessoas caminhassem e outro, por onde os carros trafegassem sem o perigo
de atropelar as pessoas. Ou se os
transportes fossem mais humanizados, mais rápidos, acessíveis a todos, com
assentos confortáveis, silenciosos. São
coisas difíceis de serem alcançadas. Mas é preciso continuar sonhando que isso
é possível.
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