NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


       ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS

OBAMA OU ROMNY? GUERRA OU PAZ?  O SOCIAL OU O ECONÔMICO?

A COMPLEXA FÓRMULA DE AFERIÇÃO DE VOTOS DOS NORTE-AMERICANOS

Os eleitores dos Estados Unidos definem amanhã quem os governará por mais quatro anos a partir de 2013. O atual presidente, Barack Obama do Partido Democrata, disputa a reeleição. O senador bilionário Mitt Romny, do Partido Republicano, pretende chegar à Casa Branca, sede do governo americano. A população do gigante americano terá que votar pensando nos seus interesses, sejam os mais prementes, caso dos menos bafejados da sociedade americana ou nos de médio prazo e nas questões da manutenção do status, quando se trata da parcela mais rica. Não é necessariamente uma disputa entre brancos e pretos ou entre pessoas instruídas e gente analfabeta. Tanto Obama quanto Romny conta com eleitores nas diversas camadas da diversificada sociedade norte-americana. Mas há ai um dado bastante  sutil, que é a questão social num País de sociedade complexa, composta de imigrantes de várias partes do mundo, variadas  etnias,  e condições sociais diversas. Uma população perto de 314 milhões de habitantes, onde milhões de eleitores votarão nessas eleições obedecendo ao complexo sistema eleitoral americano. Lá o voto é facultativo, ninguém portanto é obrigado a votar. Os cidadãos nascidos nos Estados Unidos, de maior poder aquisitivo, são mais conservadores, enquanto os imigrantes, sempre dependentes de programas sociais, votam de acordo com as conveniências ou circunstâncias do momento. Obama vem tentando mudar as regras sociais do País, já tendo aprovado no Congresso Americano a reforma da saúde com cobertura através do seguro de saúde para todos os cidadãos residentes no País, fez transferências de renda que beneficiou parte da classe média, principalmente no quesito habitacional, injetou dinheiro na indústria automobilística, reduzindo a taxa de desemprego entre os americanos e tomou outras medidas na área social, que Romny  promete anular caso seja eleito. Obama pôs fim à guerra do Iraque e já repatriou dezenas de milhares de soldados americanos que serviam no Afeganistão – promessa de campanha. Romny, nas entrelinhas dos seus discursos, indica que dará prioridade a manutenção da hegemonia militar dos Estados, o que aponta para mais guerra. A combalida economia norte-americana é o grande trunfo de Romny, que explora esse item como prova do despreparo de Obama para soerguer  economicamente os Estados Unidos, embora toda pessoa medianamente bem informada saiba que a crise econômico do Tio Sam está intimamente associada à crise econômica europeia e mundial. É nesse cipoal de problemas que o eleitor americano está pensando nessas eleições. Milhares deles já votaram, inclusive Obama. Lá, as urnas estão abertas há semanas antes do pleito. Mas o que complica o resultado das eleições americanas é o sistema de delegados eleitos pelos estados. Na verdade, a eleição norte-americana não é direta; um candidato eleito pelo voto majoritário da população pode não levar, se os delegados de estados de peso eleitoral (Colégio Eleitoral) penderem para o outro candidato. Isso aconteceu nas eleições de 2000, quando Bush perdeu no voto, mas ganhou no Colégio Eleitoral. Esperar pra ver.

 

 

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