NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


                                 SOMOS TODOS IGUAIS
REZAS, CHOROS, CANTOS, DANÇAS, PALHAÇOS, CONTORCIONISMO  E MUITAS OUTRAS EMOÇÕES
                                         

Esse começo do mês de novembro mostra a complexidade da mente e das emoções dos pernambucanos e de todos os brasileiros.  É um momento mágico, nostálgico, ansioso e ao mesmo tempo  festiv0. Talvez único  na configuração de um povo. No dia 1 comemora-se o Evento de Todos os Santos. No dia 2, as famílias  se dedicam  a reverenciar seus mortos no  Dia de Finados. Em meio a esse ritual de religiosidade vem, também no inicio do mês, o Dia do Frevo, com clubes, troças,  maracatus e principalmente blocos evocando velhos carnavais em que se homenageia Raul Morais, grande compositor. O Circo vem movimentar essas manifestações culturais da nossa gente, com apresentações em teatros, praças e avenidas da Cidade. E no dia 5, numa mistura de religião, etnia  e folclore, vem o Dia da Consciência Negra.  Aqui, precisamente aqui, é necessário ter muita compreensão e respeito às desigualdades culturais que formam esse mosaico de cores, credos e ritmos que caracterizam  a gente brasileira. Axé, candomblé, Iemanjá, flores, festas no mar, essa miscelânea formada pelos brasileiros descendentes de escravos africanos pede passagem.
O sincretismo religioso desse povo miscigenado, predominante sobretudo na Bahia, não é visto com bons olhos por boa parte da população, notadamente a de formação protestante e assemelhadas. É preciso ter em mente que essas manifestações resgatam as origens desse segmento popular brasileiro. Arrancados de sua terra natal, a Mamãe-África, seus antepassados foram trazidos  a força para trabalharem nos canaviais dos engenhos e nas culturas de cacau do Nordeste e submetidos à servidão nas cidades que iam nascendo por esse País afora. É a reminiscência  de suas origens, a manifestação de sua cultura. E como tal deve ser respeitado. Afinal, forma eles que com trabalho, suas crenças, suas culturas construíram  e ajudam a consolidar a formação de um povo chamado Brasileiro.
Dia de Todos os Santos, Dia de Finados, Dia do Frevo, Semana do Circo, Dia da Consciência Negra se misturam nesse caldeirão de emoções que distingue o brasileiro de qualquer outro povo. Qualquer que seja sua religião, ou se você não tem religião, se associe a essas manifestações distintas nas formas, mas iguais numa  verdade incontestável: brancos, de olhos pretos, azuis, castanhos ou verdes; pretos, de todos os feitios; morenos, pardos; ricos, favelados, esse é o Povo Brasileiro, cujos cidadãos têm correndo em suas veias o mesmo sangue miscigenado. Ninguém é melhor do que ninguém; somo todos iguais.

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