NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


                                    S U A P E 
     DESEMVOLVIMENTO E PERSPECTIVAS
Faltou investimento na qualidade do ensino, planejamento para atender as necessidades do crescimento econômico e priorização das áreas a treinar. Durante anos, as universidades se preocuparam apenas com o número de matrículas. Em países como o Brasil, quantidade é fundamental para os governantes saírem bem na foto. E de repente veio uma onda de crescimento que se espraiou pelo litoral do Estado. O Litoral Sul, de geografia mais apropriada a esse tipo de empreendimento, cresceu à sombra do Complexo Portuário e Industrial de Suape. Àreas de embarque e desembarque de contêiner, estaleiros, refinaria, indústrias as mais diversas. Um surto de crescimento na construção civil, milhares de empregos, dezenas de canteiros  do obras, centenas de máquinas; uma movimentação intensa de gente, de equipamentos; migração impactando o cenário demográfico, com a chegada de milhares de trabalhadores de todo parte do Nordeste e de outras regiões do País. O Meio Ambiente alterado pelo crescimento econômico. Canaviais dão lugar a indústrias e galpões, casas e alojamentos. O impacto ambiental  era inevitável. E a insuficiência dos acessos e dos meios de transporte, também. Para aliviar a malha rodoviária, uma indústria automobilística cuja área já estava devidamente terraplenada teve que ser transferida para o Litoral Norte, onde as condições de transporte rodoviário são precárias e os meios de embarque marítimo  ainda inexistentes.
Suape mudou o panorama natural e artificial, econômico, político e social  de vários municípios do Litoral Sul. São números colossais. Mais de cincoenta canteiros de obras, cerca de cinco mil viagens diárias de ônibus transportando trabalhadores para os vários empreendimentos que vão sendo implantados. Perto de dois mil veículos particulares levando diretores, gerentes e assessores para supervisionar os trabalhos. Mas os projetos não andam com a velocidade esperada pelos empreendedores. Faltam trabalhadores qualificados para áreas básicas como pedreiros de acabamento, mestres-de-obras, soldadores, encanadores, eletricistas, etc. E para complicar, a implantação dos projetos fica mais demorada, emperra ou é temporariamente adiada porque faltam técnicos de nível superior como engenheiros, químicos, técnicos de petróleo e gás, biólogos e outros mais. Por conta da defasagem de técnicos no mercado local esses profissionais estão vindo de outros estados e até do exterior. Franceses, alemães e de outras nacionalidades com especialização nessas áreas estão aportando no estado para ocuparem vagas existentes em função da falta de cuidados com o planejamento do progresso local. A região de Suape necessita de centenas de engenheiros experientes para tocar o projeto do Complexo Portuário e Industrial. Verdade que crescem os números de matrículas nos cursos de engenharia, mas a quantidade e a qualidade dos formandos ainda por muitos anos serão  insuficiente para atender a demanda. Esperemos que o espírito empreendedor ora registrado no Estado, em particular, e no Nordeste, tenha continuidade e justifique a leva de técnicos de nível superior que sairão de nossas universidades e escolas técnicas.

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