Durante essa semana você vai assistir a comerciais de rádio e elevisão que mostrarão
a loucura em que se transformou o trânsito nas cidades brasileiras. No
Nordeste, a Região Metropolitana do Recife (RMR) vem registrando altos índices de
acidentes de trânsito, com as consequências decorrentes desses atos. Você
certamente já parou para pensar que o veículo é um importante instrumento de
trabalho, ou de lazer indispensável às descargas das emoções acumuladas durante
extensas horas trabalhadas. E que você é um parceiro nessa luta para evitar acidentes
e suas consequências. Se ainda não parou para pensar nisso, com certeza você
engrossa o contingente dos sem noção que veem no trânsito uma oportunidade de
se exibirem, pouco importando o que disso resulte para suas famílias e para
você mesmo.
Velocidade excessiva, ultrapassagem desnecessária, transitar
pelo acostamento para não perder alguns minutos; capotadas, batidas de
veículos, caídas em abismos ao longo de curvas na estrada; ferimentos
traumáticos, mutilações, mortes, dor, sofrimento, remorsos tardios. Tudo isso
pode ser evitado se você se conscientizar que tem um carro como instrumento de
trabalho e não como uma arma que fere e mata. Acidentes com mortes são
dolorosos para as famílias; acidentes com traumatismos profundos sobrecarregam
a rede pública de saúde, pois os leitos disponíveis para atender aos casos
comuns de traumatologia são ocupados por motoristas impiedosos ou despreparados
e por motoqueiros que em cima de suas máquinas de alta potência perdem a noção
de distância ou do perigo a que se está expondo. Isso se reflete de forma
brutal nos custos da Previdência Social, que tem que desviar recursos
presumíveis para atender a essas emergências e pagar auxílio-doença aos
acidentados. Mais grave do que tudo isso é a dor das famílias, muitas vezes abandonadas
por atos impensados, o número de crianças que perdem seus pais e o triste
quadro de pedaços de corpos espalhados nas estradas ou nos necrotérios, como se
o trânsito fosse uma guerra. Pense um pouco, e se imagine no lugar daquele que
jaz sangrando no acostamento ou interrompendo o trânsito nas ultrapassagens
mal sucedidas.
Você vai viajar ou fazer um percurso maior do que o que faz
costumeiramente? Então obedeça a instruções simples que aprendeu na escola de
formação de condutores de veículos. Verifique os freios do carro; examine os
pneus, a calibragem deles, o nível da água, dos fluidos; olhe as paletas do limpador
de para-brisa, confira os cintos de segurança, abasteça o veículo. Mas, principalmente
isso, não beba. Álcool e direção não combinam. Também não dirija se tiver
dormido mal ou se estiver estressado. Essas duas situações reduzem os reflexos,
e no trânsito décimos/centésimos de segundos são de importância vital para
evitar acidentes. Dirija conscientemente. Direção consciente é um ato
preventivo, e um excelente exercício de cidadania. Ao sair de casa dirigindo
lembre-se que alguém fica esperando sua volta são e e sem qualquer tipo de
pendências. Aqueles rostinhos inocentes e dependentes, bem como sua mulher ou
seus pais fazem parte de uma corrente que tem em você o elo principal. Boa
noite e boa direção.
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