RIOS - CAMINHOS DE ESPERANÇA
Rios são caminhos de águas que
levam riqueza a muitas comunidades e esperança de vida para as pessoas de
muitas regiões que têm neles a base de suas existências. Atravessando cidades,
banhando plantações e carregando nutrientes arrancados da terra por onde passa
e vão alimentar as culturas agrícolas que por sua vez alimentam gente e
animais. Nascido de um olho d’água, o rio vai se avolumando ao longo do seu
percurso ao receber outros veios aquosos que o servem sem nada receber em
troca. A Natureza é pródiga ao nos proporcionar o recurso do rio, que pode ser
grande como o Amazonas ou apenas um riacho que irriga plantações, mata a sede
do homem ou dos animais. Igualmente, o rio pode ser via de transporte de cargas
ou de passageiros, como o Mississipi ou o São Francisco. Meio de integração de
um Continente ou de aproximação de comunidades distantes em rincões agrestes. Das
águas do rio o homem tira o peixe que o sustenta e através delas participa da construção da riqueza de
uma região ou de um País, construindo hidroelétricas que vão acionar as
indústrias ou simples barragens que impedem inundações de campos agrícolas ou destruição de cidades. Uma variada gama de
seres vivos tem sua existência assegurada pelas águas mansas ou torrentosas,
límpidas ou barrentas dos rios, nas quais nascem e se reproduzem. Importante
elo da cadeia alimentar do Planeta, o rio é um ser vivo que precisa de ajuda do
homem para manter sua saúde e até para sobreviver.
Quando abandonado, explorado pela ganância humana ou
negligenciado pelas comunidades e pelas autoridades, o rio adoece e pode até
morrer; morre por perder suas características de caminho da vida ou seca pela
inexistência de condições que permitam seu nascimento e sua fluidez. Temporário
ou permanente, desde que essas circunstâncias sejam ditadas pela natureza
climática da região por onde corre, o rio reedita o milagre da vida ao
ressurgir periodicamente das terras tórridas e por entre as pedras que
posicionou no seu itinerário ao longo de milhares de anos ou assegura a
perenidade da vida fazendo brotar incessantemente do seu leito os elementos que
irrigam e nutrem vales e pastos. Nunca é demais apelar para a conservação dos
rios, tarefa que é de todos. Conservar o rio é evitar sua poluição ou despoluí-lo
quando necessário. Preservar o rio é não desmatar a vegetação que o acompanha
em suas margens – mata ciliar. A retirada da mata ciliar desequilibra os
códigos naturais de preservação do veio d’água, permitindo que a terra das
margens seja levada para o leito caracterizando o que se chama assoreamento.
Bancos de areia se formam no leito do rio, diminuindo o volume do meio líquido,
reduzindo sua capacidade de auto regeneração
e alterando seu trajeto. As indústrias em geral podem ajudar nessa tarefa de
preservação, não jogando nos rios resíduos de processamento contendo materiais
poluentes. A população contribui se não jogar em canais ou riachos descartes
como garrafas pet e outros poluentes. Principalmente, se não utilizar o rio
como despejo sanitário, como ocorre na maioria das cidades. Caixotes,
plásticos, restos de móveis e outros descartes somente servem para reduzir o
nível de oxigênio das águas dos rios, contaminar suas reservas de nutrientes e
encaminhá-los para a morte. Conscientizar é o início desse trabalho gigantesco de
proteger os veios d’água, e assegurar a existência dos rios.
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