NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


                RIOS - CAMINHOS DE ESPERANÇA

Rios são caminhos de águas que levam riqueza a muitas comunidades e esperança de vida para as pessoas de muitas regiões que têm neles a base de suas existências. Atravessando cidades, banhando plantações e carregando nutrientes arrancados da terra por onde passa e vão alimentar as culturas agrícolas que por sua vez alimentam gente e animais. Nascido de um olho d’água, o rio vai se avolumando ao longo do seu percurso ao receber outros veios aquosos que o servem sem nada receber em troca. A Natureza é pródiga ao nos proporcionar o recurso do rio, que pode ser grande como o Amazonas ou apenas um riacho que irriga plantações, mata a sede do homem ou dos animais. Igualmente, o rio pode ser via de transporte de cargas ou de passageiros, como o Mississipi ou o São Francisco. Meio de integração de um Continente ou de aproximação de comunidades distantes em rincões agrestes. Das águas do rio o homem tira o peixe que o sustenta e através  delas participa da construção da riqueza de uma região ou de um País, construindo hidroelétricas que vão acionar as indústrias ou simples barragens que impedem inundações de campos agrícolas  ou destruição de cidades. Uma variada gama de seres vivos tem sua existência assegurada pelas águas mansas ou torrentosas, límpidas ou barrentas dos rios, nas quais nascem e se reproduzem. Importante elo da cadeia alimentar do Planeta, o rio é um ser vivo que precisa de ajuda do homem para manter sua saúde e até para sobreviver.

Quando abandonado, explorado pela ganância humana ou negligenciado pelas comunidades e pelas autoridades, o rio adoece e pode até morrer; morre por perder suas características de caminho da vida ou seca pela inexistência de condições que permitam seu nascimento e sua fluidez. Temporário ou permanente, desde que essas circunstâncias sejam ditadas pela natureza climática da região por onde corre, o rio reedita o milagre da vida ao ressurgir periodicamente das terras tórridas e por entre as pedras que posicionou no seu itinerário ao longo de milhares de anos ou assegura a perenidade da vida fazendo brotar incessantemente do seu leito os elementos que irrigam e nutrem vales e pastos. Nunca é demais apelar para a conservação dos rios, tarefa que é de todos. Conservar o rio é evitar sua poluição ou despoluí-lo quando necessário. Preservar o rio é não desmatar a vegetação que o acompanha em suas margens – mata ciliar. A retirada da mata ciliar desequilibra os códigos naturais de preservação do veio d’água, permitindo que a terra das margens seja levada para o leito caracterizando o que se chama assoreamento. Bancos de areia se formam no leito do rio, diminuindo o volume do meio líquido, reduzindo  sua capacidade de auto regeneração e alterando seu trajeto. As indústrias em geral podem ajudar nessa tarefa de preservação, não jogando nos rios resíduos de processamento contendo materiais poluentes. A população contribui se não jogar em canais ou riachos descartes como garrafas pet e outros poluentes. Principalmente, se não utilizar o rio como despejo sanitário, como ocorre na maioria das cidades. Caixotes, plásticos, restos de móveis e outros descartes somente servem para reduzir o nível de oxigênio das águas dos rios, contaminar suas reservas de nutrientes e encaminhá-los para a morte. Conscientizar é o início desse trabalho gigantesco de proteger os veios d’água, e assegurar a existência dos rios.

 

 

 

 

 

 

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