ALIMENTOS E POPULAÇÃO
A população mundial é hoje estimada em 7 bilhões e 200
milhões de indivíduos. A maior concentração populacional está na Ásia. A China tem mais de 1 bilhão e 300 milhões de
pessoas, enquanto a índia abriga mais de 1 bilhão e 100 milhões de seres
humanos. Essa região – a Ásia, é grande importadora de alimentos. Milho, trigo,
arroz, açúcar, batatas, carnes e leite representam o maior contingente de
produtos com valor agregado que faz parte da alimentação humana. O dado mais
instigante dessa análise é que a projeção de crescimento da população mundial
é que ela atinja 9 bilhões de indivíduos em 70 anos. Haverá condições para uma oferta sustentável de alimentos para uma demanda tão grande? A
produção de alimentos cria vazios sanitários, cujos replantios podem ser afetados
por alterações físicas ou biológicas. Ademais,
a demanda por alimentos traz problemas
de ordem ecológicas, econômicas e sociais.
Haverá cada vez mais necessidades de
terras, água e energia.
A produção mundial de
alimentos é hoje da ordem de 4 bilhões
de toneladas. Devido a fatores variados, cerca de 1 bilhão de pessoas passam
fome no mundo inteiro. Isto, entretanto, não quer dizer que a produção de
alimentos seja insuficiente para atender às demandas mundiais. Pelo menos, no
momento. A má distribuição do PIB
mundial impede que regiões da África, Ásia e America Latina possam adquirir
alimentos suficientes para suprir suas
populações. Mas a situação tende a
piorar. Questões climáticas no geral e
fatores econômicos locais, que acabam
afetando todas as regiões do Planeta, tendem a diminuir áreas de plantio. Falhas no planejamento das
safras de grãos, coleta, armazenamento e transporte de grãos são responsáveis por 30% a 50% de perdas de alimentos, por desperdícios no campo, nos
meios de transporte e nos mercados. Muitos alimentos de origem vegetal são
descartados, por questões estéticas, ainda no campo. O mercado não aceita produtos que não tenham
boa aparência.
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