P
O B R
E Z A
No frasco a pimenta
ardente
No pratão coletivo o ensopado
Na tigela de barro pirão quente
Sem sal, ganho enforcado.
Depois da cotidiana labuta
No eito, enxada, facão, chapéu
Outra epopéia, outra luta
Sob a inclemência do céu.
Pobre homem, triste família
Mulher e filhos pequenos
Uma noite chuvosa, vigília
Na casa feita de pedaços de pau
Descansam os corpos, serenos
No infame, feio e frio jirau.
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