É ASSIM QUE VOU...
Eu moro na estrada, minha profissão é andar
Voo nas asas do pensamento, me alimento de etéreos manjares
Sou ligeiro como o vento, tenho pressa em chegar
Miro um futuro de paz, em meio às guerras das ruas
E ao rufar dos antigos tambores; não sei o que é bom ou ruim
Não vejo o Bem nem o Mal, vejo condutas repressivas
E cavalos alados a passar, canto como os passarinhos,
Sou inconstante como as andorinhas e cheiro feito gambá;
Nado como as capivaras, vivo nas nuvens cinzentas
E velejo nas ondas do bravo mar; de tanto ir, tenho os
pés feridos
Das pedras do meu caminho, busco enfim uma luz,
Um ponto lá distante, indefinido; não sei como nem quando
alcançar.
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