COMIDA-ALIMENTO OU VENENO?
DEFENSIVOS AGRÍCOLAS. PRODUTOS ORGÂNICOS.
QUAIS OS ALIMENTOS SAUDÁVEIS?
No dia dedicado à Educação Alimentar é importante não perder de vista que comer não é necessariamente se alimentar. Uma pessoa pode está consumindo grandes quantidades de produtos rotulados de alimentos e na verdade está desiquilibrando seu metabolismo orgânico, engordando e até se envenenando. A nutrição privilegia os alimentos que agreguem nutrientes básico para os vários órgãos e funções do corpo humano. O que importa não é a quantidade, mas a qualidade do que se come. Mas até essa qualidade pode está mascarada por ingredientes químicos usados na agricultura que melhoram o visual dos alimentos, dão-lhes mais consistência, resistência às pragas e até mais sabor.
Os agrotóxicos, também chamados de defensivos agrícolas, prestam esse serviço à agricultura. E um enorme desserviço ao ser humano. Usados em doses recomendadas pelos órgãos reguladores internacionais, os defensivos agrícolas aprovados pelos testes de toxidade em laboratório podem ser menos ofensivos às pessoas. Mas o que se observa é a quebra de regras pelos agricultores, que em grande parte usam produtos proibidos e utiizam métodos reprovados pelas autoridades. Dosam as porções em grandes concentrações de tóxicos e fazem a borrificação em períodos e frequências não recomendados. O resultado disso são os produtos com boa aparência, mais duráveis e altamente prejudiciais à saúde humana. Quanto mais "vistoso" um produto agrícola, maior a carga de veneno que ele recebeu durante a fase em que foi cultivado.
Mas há os produtos "orgânicos". Que que é isso? São alimentos vegetais produzidos sem o uso de substâncias químicas. Os produtos orgânicos geralmente não têm boa aparência; apresenta coloração menos atraente e pequenos furos nas folhagens feitos pelos insetos do ambiente. Seria a grande oportunidade para uma alimentação sadia. Mas a produção dos orgânicos é mínima, reduzida a alguns pontos de cultura e os produtos só podem ser encontrados em feiras do ramo que começam e terminam muito cedo do dia. Difícil a dona de casa ter condições de ir a uma dessas feiras. Também em alguns supermercados podem ser encontrados os orgânicos. Mas atenção: examine bem os produtos para se certificar de que está levando para casa alimentos saudáveis.
E as carnes? Ai é um terreno perigoso. Principalmente se o produto for adquirido em feira livre ou em locais não recomendados ou não fiscalizados. Você pode está levando para casa carnes de animais abatidos em condições desfavoráveis à saúde, sem inspeção sanitária e podendo ser portadoras de doenças que podem prejudicar a saúde humana. Falamos das carnes bovinas, suinas e caprinas. Mas as carnes de aves também têm seu problemas. Precisam ter boa procedência e serem comercializadas em locais apropriados. Entretanto, por mais que neguem os produtores (as autoridades sanitárias também negam), não é raro se encontrar nesse alimento resíduos de substâncias hormonais. Isso faz mal à saúde.
A Nutrição recomenda uma alimentação balanceada e adequada a cada pessoa e atividade que ela exerça. A melhor dieta é aquela recomendada pela nutricionista ou por seu médico. A alimentação deve conter elementos de contrução, de manutenção e de equilíbrio do organismo. Hidrato de carbono, vitaminas e sais minerais são os mais necessários. Há dietas para emagrecer e dietas para engordar. Seu médico ou sua nutricionista é que devem prescrever essa dieta. Evite as fórmulas e os remédios emagrecedores encontrados no comércio. Todos eles são prejudiciais à sua saude. Os peixes e as carnes de aves são mais recomendadas para quem tem problemas bioquímicos, como colesterol e triglicerideos altos. E para quem apresenta sobrepeso. As carnes vermelhas - recomendam os especialistas - devem ser consumidas com cautela. É prudente limitar ao máximo o uso de sal. E de açúcar também. Cautela com os óleos e os condimentos de lanchonetes. Cuidado com os fest-food; os alimentos servidos nessas lojas se usados por longo tempo causam mal à sua saúde. Evite alimentos industrializados, os enlatados, os refrigerantes. Privilegie a comida feita em casa. Cozida todo dia, limpa e saborosa.
Principalmente as crianças, os idosos, as grávidas e pessoas com problemas digestivos devem ficar atentas para a necessidade de uma dieta equilibrada e apropriada a cada caso. Cuidados especiais com a dieta devem ter os diabéticos, os hipertensos e portadores de outras doenças crônico-degenerativas.
NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;
EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.
quinta-feira, 31 de março de 2011
JOSÉ ALENCAR - UM SÍMBOLO
A GRANDEZA DE UM HOMEM QUE HONROU O PAÍS
José Alencar, ex-vice presidente da República por dois mandatos, morreu. Depois de ter enfrentado 17 cirurgias para tratamento de processos malígnos diversos, o homem que amava a vida e lutava por ela sucumbiu com altivez a um desses processos. Teve vários tipos de cânceres: próstata, rins e intestinos. O câncer que se instalou no intestino delgado do ex-vice presidente era do tipo mutável e refratário a qualquer tratamento. Os tumores se reproduziam, obstruindo as alças do intestino e a quantidade de cirurgias realizadas no paciente produziu bridas, ou seja, dobras contínuas das alças intestinais que acabaram inviabilizando novas cirurgias. O processo malígno terminou por vencer a resistência do bravo homem público.
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José Alencar nasceu em Minas Gerais. Filho de uma família pobre, mas detentor de um espírito empreendedor e decidido, começou a vida fazendo pequenos trabalhos. Aos 14 anos já trabalhava. Ainda adolescente montou um pequeno negócio, onde descobriu sua vocação para a atividade produtiva. Montou uma pequena fábrica de linhas que depois viria a ser um grande empreendimento no ramo textil. A Cotiminas. Participou de outros empreendimentos econômicos e teve teve vida política ativa.
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A morte de José Alencar é uma perda irreparável para a sociedade brasileira. Sua postgura de homem público sério, não abdicando de suas convicções e reprovado aspectos nocivos da política econômica do governo do qual fazia parte atesta a veracidade dessa afirmação. Nãos apenas como empresário, mas também como cidadão, criticou a política de juros praticada no País. Assumindo interinamente a vice-presidência por várias vezes, José Alencar se portou como um estadista que prezava a vida pública como um bem maior do que a politicalha com a qual já estamos acostumados a conviver neste País.
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As homenages prestadas pelas autoridades e povo brasileiros, desde a cessão pela presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto para o velório do ex-presidente às declarações de parlamentares, políticos e empresários, aliadas às emoções vividas por gente do povo ao se referir ao grande homem público agui planteado, indicam que Alencar vai deixar um vazio e muitas saudades. José de Alencar vai ser cremado em Belo Horizonte. Durante todo o evento fúnebre, Alencar será tratado com honras militares e recebe cumprimentos devidos a um estadista, numa justa homenagem ao exemplo de hombredade, amor à vida e resistência física e moral de um simbolo que ficará registrado na história do País.
A GRANDEZA DE UM HOMEM QUE HONROU O PAÍS
José Alencar, ex-vice presidente da República por dois mandatos, morreu. Depois de ter enfrentado 17 cirurgias para tratamento de processos malígnos diversos, o homem que amava a vida e lutava por ela sucumbiu com altivez a um desses processos. Teve vários tipos de cânceres: próstata, rins e intestinos. O câncer que se instalou no intestino delgado do ex-vice presidente era do tipo mutável e refratário a qualquer tratamento. Os tumores se reproduziam, obstruindo as alças do intestino e a quantidade de cirurgias realizadas no paciente produziu bridas, ou seja, dobras contínuas das alças intestinais que acabaram inviabilizando novas cirurgias. O processo malígno terminou por vencer a resistência do bravo homem público.
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José Alencar nasceu em Minas Gerais. Filho de uma família pobre, mas detentor de um espírito empreendedor e decidido, começou a vida fazendo pequenos trabalhos. Aos 14 anos já trabalhava. Ainda adolescente montou um pequeno negócio, onde descobriu sua vocação para a atividade produtiva. Montou uma pequena fábrica de linhas que depois viria a ser um grande empreendimento no ramo textil. A Cotiminas. Participou de outros empreendimentos econômicos e teve teve vida política ativa.
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A morte de José Alencar é uma perda irreparável para a sociedade brasileira. Sua postgura de homem público sério, não abdicando de suas convicções e reprovado aspectos nocivos da política econômica do governo do qual fazia parte atesta a veracidade dessa afirmação. Nãos apenas como empresário, mas também como cidadão, criticou a política de juros praticada no País. Assumindo interinamente a vice-presidência por várias vezes, José Alencar se portou como um estadista que prezava a vida pública como um bem maior do que a politicalha com a qual já estamos acostumados a conviver neste País.
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As homenages prestadas pelas autoridades e povo brasileiros, desde a cessão pela presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto para o velório do ex-presidente às declarações de parlamentares, políticos e empresários, aliadas às emoções vividas por gente do povo ao se referir ao grande homem público agui planteado, indicam que Alencar vai deixar um vazio e muitas saudades. José de Alencar vai ser cremado em Belo Horizonte. Durante todo o evento fúnebre, Alencar será tratado com honras militares e recebe cumprimentos devidos a um estadista, numa justa homenagem ao exemplo de hombredade, amor à vida e resistência física e moral de um simbolo que ficará registrado na história do País.
quarta-feira, 30 de março de 2011
POSTURA SOCIAL
Emílio J. Moura
EU NÃO SOU:
-filiado a nenhum partido político;
-adepto de nenhuma religião organizada;
-defensor de qualquer corrente filosófica;
-simpático à pena de morte;
-apologista da banalização da honra e da moral;
-crítico da ética e dos bons costumes;
-a favor do tráfico ou uso de drogas;
-incentivador da discriminação cultural, étnica e de minorias raciais;
-enaltecedor da infidelidade, do adultério e da conduta dúbia;
-fiador da desonra e da maledicência;
-avalista da omissão e da covardia;
-credor da falsidade, da fraqueza moral ou da zombaria;
-conciliador com aqueles que em nome da paz invadem terras alheias e levam o terror a qualquer nação ou povo;
-destruidor de lares ou da integridade moral das pessoas;
-omisso diante da injustiça contra o ser humano ou da violência contra a mulher;
-defensor do aborto sob qualquer pretexto;
-contrário ao uso de camisinha, como proteção contra AIDS, DST ou como método anticoncepcional consciente e voluntário;
-promotor do sexo desenfreado ou do desregramento sexual que tem levado à prostituição crianças e adolescentes indefesos;
-admirador daqueles que usando argumentos inconsistentes, inadequados ou indecorosos, avançam sobre bens alheios sob o pretexto de estarem passando por necessidades;
-conivente com aqueles que em nome do Ser Supremo propagam a desunião, a discórdia e a competição entre as pessoas da mesma fé ou de fé diferente;
-colaborador dessa licenciosidade "moderna" que inverte valores éticos e morais, perverte crianças e adolescentes de ambos os sexos, e outras criaturas humanas despreparadas ou desavisadas, transformando-os em trapos humanos;
-conformado com a concentração das riquezas do planeta em mãos de alguns, enquanto milhões de pessoas vivem em favelas imundas, não têm emprego nem renda, não dispõem de infra-estruturas básicas como água encanada e luz elétrica, nem escola;
-favorável à frouxidão das leis do País que permitem que bandos organizados infernizem os cidadãos, dominem presídios, e que bandidos enriquecidos pelo tráfico de drogas e armas comandem de dentro dos presídios atentados e atos terroristas sob as vistas impotentes das autoridades constituídas;
-credor de um sistema de segurança que protege as elites, faz pouco caso dos mais humildes e mantém as pessoas acusadas de delitos em presídios que são verdadeiros depósitos de gente, principalmente os chamados centros de reeducação de menores infratores mantidos pela famigerada Febem onde não se reeduca ninguém, mas sim, se "fabrica" ladrões, criminosos e celerados de toda espécie;
-submisso a uma imprensa capciosa, comprometida com o grande capital, omissa na denúncia das barbaridades praticadas por esse capitalismo selvagem, reacionária, sensacionalista quando o sensacionalismo satisfaz aos seus próprios interesses de representante dessa ordem de coisas; que serve de tribuna para causas vis e se omite diante de fatos que necessitam de esclarecimentos;
-aceito uma institucionalização do crime organizado, da mentira e da corrupção imposta por aqueles que deveriam representar os cidadãos ou gerir os negócios públicos, para o que foram eleitos;
-mentor de idéias negativas, como pôr fim à própria vida; ao contrário, incentivo a necessidade de se viver, e viver com alegria e sem medo das adversidades inerentes ao próprio ato de viver;
-chegado a extremismos de nenhuma natureza, pois sei que extremismo é manifestação de insegurança, e insegurança denuncia desespero;
- puritano, porque entendo que Puritanismo é irmão gêmeo de Fundamentalismo, e ambos, como conceito ou prática diária, significam intolerância.
Enfim, eu não sou tão alienado ou desocupado assim que não enxergue os meus próprios defeitos e foque minha atenção nos defeitos alheios.
...PORQUE EU SOU:
-pela paz e pela solidariedade entre as criaturas de qualquer etnia, raça, concepção filosófica ou fé;
pelo desarmamento dos espíritos e pelo rearmamento moral das criaturas; pela convivência pacífica possível entre povos e raças; pela constância das relações matrimoniais, quando motivo de força maior não o desanconselhe; pela busca incessante da paz interior, através da meditação introspectiva e rotineira e da prática mínima das virtudes mais corriqueiras; pelo respeito entre os parentes e pela consistência moral e solidária da família; pela necessidade de se restabelecer o modus vivendi entre pais e filhos, re-introduzindo-se no seio da família uma concepção cristã de vida, sem as imposições de qualquer natureza e sem as imposturas cujas práticas levaram a essa quase dissolução da instituição familiar; PORQUE EU SOU FÃ de um homem chamado Jesus, o Cristo, que há mais de dois mil anos num lugar distante, pobre e manipulado por facções religiosas, pregou a necessidade de se reformar a sociedade humana através de métodos pacíficos porém incisivos, e cujo discurso, em sua essência desprovido dos interesses de sua época, ou daqueles dos tempos modernos, ainda hoje ecoa aos quatro ventos entre os homens.
Sim, porque eu sei que tenho os meus defeitos, que são enormes; conheço as minhas limitações, os meus deveres e direitos, bem como os direitos das demais pessoas; tenho a clara noção de que somente procurando me aperfeiçoar como ser humano posso contribuir para melhorar a face da sociedade da qual faço parte, e, assim, mudar o perfil social da Humanidade..
Confesso-me um franco atirador, porque só assim posso ter liberdade de opinião, e de ação, aceitando o que me parecer correto, rejeitando o que a minha consciência repele.Eu creio nisso!
16.08.1968
domingo, 27 de março de 2011

CATÁSTROFE NO JAPÃO
CRISE NO ORIENTE MÉDIO
DITADORES QUE QUEREM SE PERPETUAR NO PODER
DISCURSOS DE LÍDERES OCIDENTAIS E ORIENTAIS
COMO EXPLICAR ESSA CONVULSÃO MUNDIAL?
O público do mundo inteiro vem acompanhando com ansiedade o desenrolar da atual situação mundial.É um bombardeio de informações múltiplas ocupando toda a mídia escrita, falada e televisiva.A imprensa ocidental, principalmente a dos Estados Unidos e da Europa, destaca o papel das suas lideranças na busca pela eliminação dos governos ditatoriais do Oriente Médio e da África do Norte e construir a paz nessas regiões. Hoje mesmo o presidente Barack Obama, em pronunciamento para toda a Nação, tentou explicar o papel dos Estados Unidos nessa ação. Chegou a afirmar que os Estados Unidos "não estão envolvidos em nova guerra" e que a atuação das forças armadas dos Estados Unidos fazem parte de uma coalizão que visa "impedir" que ditadores, no caso específico da Líbia - Kadafi, "continuem matando a população civil". Na Alemanha e na França, os líderes foram derrotados nas eleições parciais desse fim de semana e não há como dissociar essas derrotas da atuação das forças armadas desses Países na chamada "Força de Paz" que até agora nem os próprios líderes ocidentais chegaram a um entendimento sobre quem a comanda. Obama afirmou no seu discurso que o comando das ações militares contra os regimes ditatoriais do Oriente Médio passará ao controle da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Note) nos próximos dias. Quer dizer: até agora, pelo critério da lógica, eram os Estados Unidos que estavam no comando. Ponto negativo para Obama! Ninguém acredita mais em Obama ou em outros líderes ocidentais. A crise do Oriente Médio e norte da África gerou uma crise de credibilidade que abrange o mundo inteiro.
É impressionante que nações do Oriente Médio tenham se aliado ao ocidente fornecendo aviões para combater as forças de Kadafi. A Comunidade Árabe estará se esfacelando? Ocorre naquela região um movimento revisionista buscando restabelecer o espírito islâmico ou há qualquer coisa ainda não identificada acontecendo nos bastidores da política daquela região? No Japão, cada dia uma informação diferente fala da radioatividade vazada a partir da usina nuckear de Fukuchima. A parte norte do País parece ter sofrido instabilidade que ameaça a ordem econômica da grande nação asiática. Já o lado sul do arquipélago japonês, não diretamente atingido pelo terremoto, aparentemente continua estável do ponto de vista físico e geográfico. Mas só aprentemente. Na verdade, a crise que se instalou no País com o terremoto e o tsunami se espalha por todo o Japão. Tem repercussões sociais e conômicas. Mesmo nas cidades onde os tremores não foram sentidos ou não tiveram efeitos significativos e onde o tsunami não passou, há carências de muitos gêneros. O combustível é escasso, faltam alimentos essenciais e a água mineral estocada está chegando ao fim. A água das torneiras está contaminada por elementos radioativos. Milhares de trabalhadores estrangeiros das indústrias, da agricultura e de outros setores produtivos do Japão deixaram o País. Há, portanto excassez de mão de obra e desabastecimento em todo o País. Os efeitos do vazamento de radiação da usina nuclear de Fukuchima ainda não foram devidamente dimensionados. E há, por parte das autoridades japonesas, o evidente propósito de mascarar as informações, reduzindo-lhes os efeitos psicológicos para para não alarmar a população. Mas do que já está alarmada. Os elementos radioativos encontrados em águas de resfriamento da usina ou em locais próximos a ela são fortemente letais, embora as autoridades japonesas não o digam. E podem ter vazado também para o mar, o que significaria contaminação de peixes e outros frutos marinhos. Dependendo da quantidade, esses elementos radioativos podem representar sérios riscos à população. Alguns deles levam de 50 a 500 anos para se dissiparem completamente.
Energia nuclear é um tema ainda em apreciação. Famoso físico brasileiro respeitado nos meios científicos do mundo inteiro afirma que se sabe pouco sobre os efeitos da desintegração do átomo e de suas consequências no ambiente e nos seres vivos. Afirma categóricament que não se pode dizer que a força dinâmica adquirida através da energia nuclear seja um recurso "limpo e seguro". Na Europa, nos Estados Unidos, na China, na Índia e em outros países os governos estão recomendando revisão do modelo das usinas nucleares lá implantadas. Em em alguns desses paíse - caso da Alemanha - o governo mandou fechar as usinas mais antigas e determinou a suspensão de aval para construção de novas unidades. Os países que estão sujeitos a catástrofes ambientais violentas, caso do Japão, deveriam ter mais cuidado no planejamento e implantação de usinas nucleares. O País é pobre em fontes hidráulicas, mas uma nação que em virtude das adversidades naturais ou provocadas pelo homem aprendeu a acumular grande reservas tecnológicas por certo encontraria outras fontes energética limpas, eficientes e mais seguras para impulsionar seu progresso.
Os líderes, quer ocidentais, quer orientais, não se entendem sobre o que dizem quando tratam da grande crise que se abate sobre o mundo no momento. A cada instante estão a corrigir pronunciamentos feitas oficial ou oficiosamente. É uma confusão quase generalizada. Há uma crise, não se pode negar. Ma ela não parece situada apenas no Oriente Médio ou na África do Norte. O mundo inteiro foi envolvido nessa crise. A questão é saber quem saberá administrá-la internamente, e porquanto tempo.
As nuances dessa crise aparecem desde a refrega que terminou em genocídio para acomodar as várias tendências políticas e religiosas que restaram da antiga Iuguslávia. A amimosidade latente entre os países que formam a Federação Russa é um indicador de que novos e violentos confrontos poderão ocorrer dentro de algum tempo. O Congresso dos Povos Africanos, a Liga Árabe e outros órgãos que congregam os povos árabes e africanos fracassaram nas suas tentativas de unir continentes e tendências. Tudo é muito confuso.
Por enquanto, é difícil acreditar em qualquer um desses líderes que comandam a cena mundial. O caos apresentado por eles é bem maior. Em nome da paz promovem a guerra. E insuflam parcelas da população de muitos países a se insurgirem contra seus líderes. As potências ocidentais conviveram longos anos com tiranos e governos por elas manipulados. O que está acontecendo no momento no Planeta ainda pode parecer uma incógnita. A convulsão envolve o Planeta inteiro. A situação é assombrosa. Pior ainda é imaginar que tudo isso, no fundo, tem interesses econômicos por trás. O petróleo dos países árabes e africanos é, na verdade, a mola que move essas ações de intervenção militar das potências nas bases produtoras da principal fonte energética mundial. Como isso vai acabar, ninguém sabe. Mas é bom que as potências militares ponham suas barbas de molho. Elas podem estar importando convulsões sociais para suas próprias casas.
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ÁGUA - O CAMINHO DA VIDA
Emílio J. Moura
Olhando em nossa volta, vemos enormes coleções de águas. Oceanos, mares, lagos, rios, açudes, etc. Nas calotas polares, principalmente a antártica, concentra-se em estado sólido o maior volume de água doce do Planeta. Qual a importância desse elemento líquido na vida das pessoas e do Planeta? Vejamos!
As florestas tropicais, localizadas em vários continentes e as matas que se destacam nas orlas dos oceanos, em algumas partes do mundo constituem um tapete verde amaciador do clima da Terra. E onde vivem milhares de espécies animais - a fauna terrestre. Essas matas e florestas fornecem insumos para a produção de medicamentos e matéria-prima para várias outras indústrias de transformação. Dos campos, irrigados por rios e canais artificiais, saem produtos que vão alimentar a colossal massa humana.
A Humanidade já comporta mais de seis bilhões de pessoas. Gente demais! O reino vegetal tem um potencial quantitativo ainda não determinado pelos estudiosos. Mas para se ter uma idéia da quantidade de plantas que existe no mundo, independentemente de suas espécies, basta dizer que cerca de 5.000 (cinco mil) estão em risco de extinção. Analogamente, é ainda impossível determinar a quantidade de animais existentes sobre a face da Terra; mas é possível estabelecer parâmetros de preservação das espécies conhecidas. Pelo menos, 2/3 (dois terços) dos animais catalogados podem estar correndo risco de extinção. As causas são as mais variadas, como mudança do clima, a destruição do habitat natural das várias espécies conhecidas, a poluição ambiental, o desmatamento de grandes biomas (como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica), a caça predatória e fatores outros (químicos, físicos e biológicos) que contribuem para reduzir a reprodução e apressar a extinção de muitas espécies.
Se fosse possível espremer até a última gota as florestas, as matas, a fauna e a humanidade inteira, se aumentaria enormemente o volume dos reservatórios de águas doce e salgada do mundo. Porque tudo isso resultaria, na média, em duas porções líquidas e apenas uma porção sólida de tudo que existe sobre a Terra.
Setenta por cento da superfície da terra é coberto pelas águas. Mais de sessenta por cento das árvores são constituídos de água. E os corpos humano e animal são compostos setenta por cento de líquidos. É água que causaria uma catástrofe de proporções colossais caso escapasse dos sólidos onde está retida.
Cada ser humano perde uma considerável porção de água todos os dias. A cada minuto. Essa água é eliminada através do trabalho constante do organismo. Diurese, dejeções, suores. Tudo é perda de líquido. Perda que deve ser reposta. Caso algum fenômeno orgânico acidental – diarréias ou vômitos, por exemplo – seja precipitado, o organismo perde o equilíbrio hídrico natural. Esse fenômeno, chamado desidratação, precisa ser corrigido imediatamente, sob pena de graves danos à saúde.
A água é indispensável como alimento humano e animal; e graças a ela as plantas germinam e crescem; muitas delas servindo como base da cadeia alimentar humana e animal. Por meio das enxurradas produzidas pelas chuvas, as águas carregam nutrientes para os vegetais e quando se abatem sistemicamente suavizam o clima do planeta.
Por tudo o que já se disse a respeito da função da água na ordem fisiológica dos organismos e no equilíbrio biológico da enorme massa viva que existe sobre a Terra, resulta de suma importância a conservação das fontes líquidas da superfície e da atmosfera do planeta. Conservação de volume e de qualidade. Principalmente de qualidade. A poluição do ecossistema aquático põe em risco a saúde da espécie humana. A contaminação dos mananciais que abastecem as casas do mundo inteiro trás perigo à saúde humana. A sujeira dos mares e oceanos causa transtornos ao ambiente e prejudica a economia, ameaçando a estabilidade social humana. Sujar as águas acaba por levar também sujeira ao ar, e dificultar a saúde das pessoas. Tudo, portanto, começa com as águas. Assim, a água é um elemento essencial à vida humana, animal e vegetal. Através dela a vida fenece ou se renova. É a via por onde são transportados os elementos que equilibram o organismo dos seres vivos e estabiliza a biologia do Planeta. É o caminho da vida.
03.03.2007
-Transcorreu no dia 22 deste mes o Dia Mundial de Conservação da Água.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O CHORUME DOS CORPOS DOS MISERÁVEIS
Emílio J. Moura
(emiliojmoura@hotmail.com)
Há duas semanas a sociedade pernambucana assiste estarrecida o drama de dezenas de famílias reclamando do IML a liberação dos corpos dos seus parentes para poderem sepultá-los. Só querem isso: sepultar seus mortos. Mas está difícil conseguir a liberação. Médicos-legistas do IML em campanha salarial iniciaram a chamada Operação padrão, uma espécie de greve não declarada a que se convencionou chamar "greve branca". Com isso, limitam o número de necropsias por dia e o resultado é a retenção indevida e infame dos corpos que chegam para determinação da causa do falecimento dos mesmos. Muitas famílias esperam há mais de uma semana pela boa vontade do médicos-legistas. Essa greve não tem nada de branca, pois negra é a ação de quem impinge tamanho sofrimento a quem já sofre a perda de um ente querido.
Justificando o movimento, médicos-legistas reclamam dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho na sala de necropsias do IML. Arranjaram inclusive uma foto onde corpos jaziam no chão de uma sala imunda; reclamaram do raio-x quebrado, da falta de espaço na câmara frigorífica para acondicionamento dos corpos que iam chegando; as reclamações não param por ai: iluminação deficiente, exaustores que não funcionam para purificação do ar malcheiroso da sala de exames. Entre outras.
A Secretaria de Defesa Social (SDS), através do seu titular delegado federal Wilson Damásio, rebateu algumas das alegações dos grevistas e mostrou um cronograma de obras para revitalização do IML. Informou o secretário que a demora no início das obras se devia ao fato de nenhum empresa aceitar a tarefa proposta. Mas, ainda assim, determinou que os trabalhos começassem na 2ª-feira. Como de fato começaram, e já estão praticamente concluídos. Na tentativa de minimizar os efeitos da greve, entraram em ação duas instituições respeitáveis: o Conselho Regional de Medicina (CREMEPE) e o Ministério Público (MP), além do Sindicato dos Médicos de Pernambuco. O movimento dos legista, de forte conotação corporativa, inibiu esses órgãos no cumprimento dos seus deveres legais. O Ministério Púbico limitou-se a sugerir que os corpos fossem liberados "sem a determinação da causa da morte". E o CREMEPE, aliando-se ao corporativismo dos legistas, determinou a interdição da sala de exames do IML. As atividades de examinar os cadáveres foram transferidas para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), da Faculdade de Medicina da Universidade federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária. O SVO é um serviço destinado a examinar os corpos dos pacientes falecidos no Hospital das Clínicas da UFPE dentro da grade de ensino do Curso Médico dessa universidade onde os alunos estagiam na parte referente à disciplina de Medicina Legal. E, secundariamente, dar suporte ao IML. Não tem, pois, estruturas físicas para atender uma demanda que já abarrota o IML. E os legistas levaram para o campus universitário seu movimento reivindicatório.
Não se nega aos médicos-legistas do IML o direito de reivindicarem melhorias salariais e condições de trabalho mais dignas. Mas não se pode calar diante do sofrimento de dezenas de famílias que querem apenas sepultar seus mortos, e de repente são transformadas em massa de manobra para uma categoria profissional que já tem demonstrado sua força conseguir seus intentos. A Secretaria de Defesa Social (SDS) disponibilizou caminhões-frigoríficos para ajudar no acondicionamento dos corpos que não param de chegar ao IML. Os corpos, amontoados uns sobre os outros, mostram o quanto autoridades e legistas respeitam os sagrados direitos - legais e culturais do nosso povo. Mas de uma gente humilde! Não há entre os cadáveres retidos nenhum que tenha sido um figuração em vida. Não se encontra entre esses cadáveres nenhum que tenha sido deputado, juiz, médico, governador, prefeito ou parentes de qualquer um dessas categorias. Só gente humilde, que não tem recursos para pagar plano saúde, cooperativas médicas ou se beneficiar de um acompanhamento médico particular que lhe conferiria automaticamente um atestado de óbito e isentaria a família desse vexame por que vem passando gente podre de nossa terra.
Aqui, principalmente aqui, se revela a falácia da igualdade de direitos entre os cidadãos. Porque, esses que depois de mortos estão sujeitos aos caprichos corporativos de uma categoria que jogou no lixo seu diploma e faz pouco caso do juramento feito sob o espírito de Hipócrates para defender a vida. Verdade, os cidadãos de classe inferior ali expostos estão mortos! E a sociedade conformada, passiva e acovardada acaba se contentando em usar máscaras para não sentir os odores pútrefos emanados do chorume que escorre como se lixo fosse dos corpos em decomposição dos miseráveis.
NA: a greve dos legista já terminou, mas o CREMEPE informa que a "normalização" das atividades do IML só começa na próxima 2ª-feira, após nova vistoia. Quer dizer, masi sofrimento para quem tem mortos a enterrar. Este fato, pela sua enorme carga emotiva e para que a sociedade vigilante não permita que se repita mais uma vez, deverá ser registrado nas páginas da história.
Emílio J. Moura
(emiliojmoura@hotmail.com)
Há duas semanas a sociedade pernambucana assiste estarrecida o drama de dezenas de famílias reclamando do IML a liberação dos corpos dos seus parentes para poderem sepultá-los. Só querem isso: sepultar seus mortos. Mas está difícil conseguir a liberação. Médicos-legistas do IML em campanha salarial iniciaram a chamada Operação padrão, uma espécie de greve não declarada a que se convencionou chamar "greve branca". Com isso, limitam o número de necropsias por dia e o resultado é a retenção indevida e infame dos corpos que chegam para determinação da causa do falecimento dos mesmos. Muitas famílias esperam há mais de uma semana pela boa vontade do médicos-legistas. Essa greve não tem nada de branca, pois negra é a ação de quem impinge tamanho sofrimento a quem já sofre a perda de um ente querido.
Justificando o movimento, médicos-legistas reclamam dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho na sala de necropsias do IML. Arranjaram inclusive uma foto onde corpos jaziam no chão de uma sala imunda; reclamaram do raio-x quebrado, da falta de espaço na câmara frigorífica para acondicionamento dos corpos que iam chegando; as reclamações não param por ai: iluminação deficiente, exaustores que não funcionam para purificação do ar malcheiroso da sala de exames. Entre outras.
A Secretaria de Defesa Social (SDS), através do seu titular delegado federal Wilson Damásio, rebateu algumas das alegações dos grevistas e mostrou um cronograma de obras para revitalização do IML. Informou o secretário que a demora no início das obras se devia ao fato de nenhum empresa aceitar a tarefa proposta. Mas, ainda assim, determinou que os trabalhos começassem na 2ª-feira. Como de fato começaram, e já estão praticamente concluídos. Na tentativa de minimizar os efeitos da greve, entraram em ação duas instituições respeitáveis: o Conselho Regional de Medicina (CREMEPE) e o Ministério Público (MP), além do Sindicato dos Médicos de Pernambuco. O movimento dos legista, de forte conotação corporativa, inibiu esses órgãos no cumprimento dos seus deveres legais. O Ministério Púbico limitou-se a sugerir que os corpos fossem liberados "sem a determinação da causa da morte". E o CREMEPE, aliando-se ao corporativismo dos legistas, determinou a interdição da sala de exames do IML. As atividades de examinar os cadáveres foram transferidas para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), da Faculdade de Medicina da Universidade federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária. O SVO é um serviço destinado a examinar os corpos dos pacientes falecidos no Hospital das Clínicas da UFPE dentro da grade de ensino do Curso Médico dessa universidade onde os alunos estagiam na parte referente à disciplina de Medicina Legal. E, secundariamente, dar suporte ao IML. Não tem, pois, estruturas físicas para atender uma demanda que já abarrota o IML. E os legistas levaram para o campus universitário seu movimento reivindicatório.
Não se nega aos médicos-legistas do IML o direito de reivindicarem melhorias salariais e condições de trabalho mais dignas. Mas não se pode calar diante do sofrimento de dezenas de famílias que querem apenas sepultar seus mortos, e de repente são transformadas em massa de manobra para uma categoria profissional que já tem demonstrado sua força conseguir seus intentos. A Secretaria de Defesa Social (SDS) disponibilizou caminhões-frigoríficos para ajudar no acondicionamento dos corpos que não param de chegar ao IML. Os corpos, amontoados uns sobre os outros, mostram o quanto autoridades e legistas respeitam os sagrados direitos - legais e culturais do nosso povo. Mas de uma gente humilde! Não há entre os cadáveres retidos nenhum que tenha sido um figuração em vida. Não se encontra entre esses cadáveres nenhum que tenha sido deputado, juiz, médico, governador, prefeito ou parentes de qualquer um dessas categorias. Só gente humilde, que não tem recursos para pagar plano saúde, cooperativas médicas ou se beneficiar de um acompanhamento médico particular que lhe conferiria automaticamente um atestado de óbito e isentaria a família desse vexame por que vem passando gente podre de nossa terra.
Aqui, principalmente aqui, se revela a falácia da igualdade de direitos entre os cidadãos. Porque, esses que depois de mortos estão sujeitos aos caprichos corporativos de uma categoria que jogou no lixo seu diploma e faz pouco caso do juramento feito sob o espírito de Hipócrates para defender a vida. Verdade, os cidadãos de classe inferior ali expostos estão mortos! E a sociedade conformada, passiva e acovardada acaba se contentando em usar máscaras para não sentir os odores pútrefos emanados do chorume que escorre como se lixo fosse dos corpos em decomposição dos miseráveis.
NA: a greve dos legista já terminou, mas o CREMEPE informa que a "normalização" das atividades do IML só começa na próxima 2ª-feira, após nova vistoia. Quer dizer, masi sofrimento para quem tem mortos a enterrar. Este fato, pela sua enorme carga emotiva e para que a sociedade vigilante não permita que se repita mais uma vez, deverá ser registrado nas páginas da história.
quinta-feira, 24 de março de 2011
E DEPOIS DA CRISE DO JAPÃO?
COMO SE COMPORTARÁ A ECONOMIA JAPONESA? COMO REAGIRÁ O MUNDO DIANTE DO NOVO CENÁRIO?
QUEM SE BENEFICIARÁ NOS RASTRO DESSA CRISE?
A crise japonesa ainda está longe de terminar e já se conjectura sobre o que virá depois dela.Tremores de terra se sucedem numa frequência tida como normal para um País posicionado nos contornos da chamado Cinturão de Fogo. Mas a instabilidade das instalações infraestruturais do Japão pós-terremoto/tsunami leva apreensão às pessoas que vêm observando os fenômenos ali ocorridos. Até os próprios japoneses já não estão assim tão seguros da estabilidade de suas construções, de suas estruturas tecnológicas e econômicas. Os estrangeiros que visitam o Japão a negócios ou passeio olham para tudo aquilo de soslaio. E os economistas, na sua infindável linguagem de tudo quererem explicar, perguntam para onde vai o Japão após a crise. Alguns arriscam palpites futuristas extremamente consevadores segundo os quais as coisas vão se arrumando naturalmente, e tudo estará estabilizado num determinado espaço de tempo.
Não é de se desprezar a apreensão sutilmente revelada por outras correntes de opinião dentro do pensamento dos economistas. As perguntas que se fazem é: o Japão continuará a ser um lugar seguro para se investir em grandes projetos industriais de tecnologia de ponta? A matriz energética do País - no caso, a nuclear - oferece segurança para um desenvolvimento sustentável? O País passou apenas por uma crise de grandes proporções e logo mais se arrumará, como aconteceu depois de ser alvejado por duas bombas atômicas no final da II Guerra Mundial? Ou entrou numa fase de instabilidade fisica que pode levar algum tempo para acabar?
É dificil responder a qualquer dessas perguntas. Mas não é impossível supor que devido ao clima emocional criado com o volume dos problemas e as proporções da crise ainda vivida pelo Japão novas perspectivas se abrirão para a economia mundial. Investir no Japão pode passar as ser uma operação de risco! E ai, novas alternativas de financiamentos e desenvolvimentos serão pensadas. Os próprios capitalistas japoneses poderão pensar em investir com mais segurança em outros países. E nesse caso, os emergentes serão os mais beneficiados. Brasil no meio.
Recursos naturais abundantes, como ferro e outros elementos indispensáveis ao processo de insdustrialização, mão-de-obra farta e menos onerosa que nos países ricos, terras em quantidade e qualidade privilegiadas, boas chances de financiamento de grandes projetos estruturadores, portos com boa estrutura e concentração de trabalhadores nas imediações dos prováveis projetos; aeroportos em fase de reformas e ampliação ( ou possíveis contruções) diante da programação de eventos como a Copa Mundial de Futebol e as Olimpíadas; potencial para ampliar a oferta de energia elétrica, e, mais importante, sem riscos de terremotos ou de tsunami. Essas são as credenciais do Brasil para se apresentar como virtual centro captador de grandes investimentos em projetos de tecnologia de ponta. Principalmente, o Nordeste, com boa estrutura portuária e capacidade de ampliação de vias para atender demandas de escoamento de produtos industrializados de grande porte. Os portos de SUAPE (PE) e Pecém (CE), a ferrovia Transnordestina viabilizando a integração dos grandes portos em mar aberto e o deslocamento de grandes volumes de cargas, a transposição do São Francisco podendo oferta maior volume de água, novas escolas técnicas e novos campos universitários interiorizados, principalmente em Pernambuco, oferecendo maior quantidade e variedades de cursos técnicos formando profissionais especializados que possam aos poucos atender a essa enorme demanda, tudo isso credencia o Brasil a ser alvo do empreendedor internacional ou japonês que pretenda áreas estratégicas e seguras para instalação de seus parques industriais.
Tudo isso é cojecturas. Mas pensar o futuro do Japão abalado por terremotos, tsunami, desastre nuclear e incertezas econômicas e populares também é exercício de conjectura. A economia japonesa sofreu grande abalo com o trremoto e o consequente tsunami, e os últimos episódios físicos e sociais registrados no Império do Sol Nascente indicam, com base em estimativas de órgãos internacionais de desenvolvimento que a retomada do crescimento japonês levará algum tempo. E com certeza o Japão sairá menos rico dessa crise. Já perdeu - com a redução drástica de suas exportações- algumas posições no ranking das nações mais ricas do mundo e a retomada do desenvolvimento do País mostrará sem dúvidas uma perda de posição nesse ranking. Será ultrapassado por países europeus. E isso, repita-se, beneficiará o Brasil. Que pode subir nessa escala de aferição econômica. Outros países latinoamericanos também podem se candidatar a receber esses prováveis investimentos. Mas uma população mais densa e variada, com vocação para o trabalho quando lhe é dada oportunida, como a brasileira, sem disputas internas ou tendências para guerrilhas como nos outros países do Continente são indicadores que favorecem o Brasil. Não precisa repetir porque o Nordeste é prioritário no Brasil; isso já foi dito acima com as devidas qualificações geográfica, infraestruturais e potencial econômico. Todos torcem pela recuperação do Japão. Civilização-espelho, milenar, exportador de bens duráveis e serviços, além de tecnologia de ponta e mão-de-obra técnica altamente especializada.
Mas o investidor quer segurança e vantagem para os seus investimentos, e isso sem dúvidas ele poderá encontrar aqui no Brasil.
COMO SE COMPORTARÁ A ECONOMIA JAPONESA? COMO REAGIRÁ O MUNDO DIANTE DO NOVO CENÁRIO?
QUEM SE BENEFICIARÁ NOS RASTRO DESSA CRISE?
A crise japonesa ainda está longe de terminar e já se conjectura sobre o que virá depois dela.Tremores de terra se sucedem numa frequência tida como normal para um País posicionado nos contornos da chamado Cinturão de Fogo. Mas a instabilidade das instalações infraestruturais do Japão pós-terremoto/tsunami leva apreensão às pessoas que vêm observando os fenômenos ali ocorridos. Até os próprios japoneses já não estão assim tão seguros da estabilidade de suas construções, de suas estruturas tecnológicas e econômicas. Os estrangeiros que visitam o Japão a negócios ou passeio olham para tudo aquilo de soslaio. E os economistas, na sua infindável linguagem de tudo quererem explicar, perguntam para onde vai o Japão após a crise. Alguns arriscam palpites futuristas extremamente consevadores segundo os quais as coisas vão se arrumando naturalmente, e tudo estará estabilizado num determinado espaço de tempo.
Não é de se desprezar a apreensão sutilmente revelada por outras correntes de opinião dentro do pensamento dos economistas. As perguntas que se fazem é: o Japão continuará a ser um lugar seguro para se investir em grandes projetos industriais de tecnologia de ponta? A matriz energética do País - no caso, a nuclear - oferece segurança para um desenvolvimento sustentável? O País passou apenas por uma crise de grandes proporções e logo mais se arrumará, como aconteceu depois de ser alvejado por duas bombas atômicas no final da II Guerra Mundial? Ou entrou numa fase de instabilidade fisica que pode levar algum tempo para acabar?
É dificil responder a qualquer dessas perguntas. Mas não é impossível supor que devido ao clima emocional criado com o volume dos problemas e as proporções da crise ainda vivida pelo Japão novas perspectivas se abrirão para a economia mundial. Investir no Japão pode passar as ser uma operação de risco! E ai, novas alternativas de financiamentos e desenvolvimentos serão pensadas. Os próprios capitalistas japoneses poderão pensar em investir com mais segurança em outros países. E nesse caso, os emergentes serão os mais beneficiados. Brasil no meio.
Recursos naturais abundantes, como ferro e outros elementos indispensáveis ao processo de insdustrialização, mão-de-obra farta e menos onerosa que nos países ricos, terras em quantidade e qualidade privilegiadas, boas chances de financiamento de grandes projetos estruturadores, portos com boa estrutura e concentração de trabalhadores nas imediações dos prováveis projetos; aeroportos em fase de reformas e ampliação ( ou possíveis contruções) diante da programação de eventos como a Copa Mundial de Futebol e as Olimpíadas; potencial para ampliar a oferta de energia elétrica, e, mais importante, sem riscos de terremotos ou de tsunami. Essas são as credenciais do Brasil para se apresentar como virtual centro captador de grandes investimentos em projetos de tecnologia de ponta. Principalmente, o Nordeste, com boa estrutura portuária e capacidade de ampliação de vias para atender demandas de escoamento de produtos industrializados de grande porte. Os portos de SUAPE (PE) e Pecém (CE), a ferrovia Transnordestina viabilizando a integração dos grandes portos em mar aberto e o deslocamento de grandes volumes de cargas, a transposição do São Francisco podendo oferta maior volume de água, novas escolas técnicas e novos campos universitários interiorizados, principalmente em Pernambuco, oferecendo maior quantidade e variedades de cursos técnicos formando profissionais especializados que possam aos poucos atender a essa enorme demanda, tudo isso credencia o Brasil a ser alvo do empreendedor internacional ou japonês que pretenda áreas estratégicas e seguras para instalação de seus parques industriais.
Tudo isso é cojecturas. Mas pensar o futuro do Japão abalado por terremotos, tsunami, desastre nuclear e incertezas econômicas e populares também é exercício de conjectura. A economia japonesa sofreu grande abalo com o trremoto e o consequente tsunami, e os últimos episódios físicos e sociais registrados no Império do Sol Nascente indicam, com base em estimativas de órgãos internacionais de desenvolvimento que a retomada do crescimento japonês levará algum tempo. E com certeza o Japão sairá menos rico dessa crise. Já perdeu - com a redução drástica de suas exportações- algumas posições no ranking das nações mais ricas do mundo e a retomada do desenvolvimento do País mostrará sem dúvidas uma perda de posição nesse ranking. Será ultrapassado por países europeus. E isso, repita-se, beneficiará o Brasil. Que pode subir nessa escala de aferição econômica. Outros países latinoamericanos também podem se candidatar a receber esses prováveis investimentos. Mas uma população mais densa e variada, com vocação para o trabalho quando lhe é dada oportunida, como a brasileira, sem disputas internas ou tendências para guerrilhas como nos outros países do Continente são indicadores que favorecem o Brasil. Não precisa repetir porque o Nordeste é prioritário no Brasil; isso já foi dito acima com as devidas qualificações geográfica, infraestruturais e potencial econômico. Todos torcem pela recuperação do Japão. Civilização-espelho, milenar, exportador de bens duráveis e serviços, além de tecnologia de ponta e mão-de-obra técnica altamente especializada.
Mas o investidor quer segurança e vantagem para os seus investimentos, e isso sem dúvidas ele poderá encontrar aqui no Brasil.
sexta-feira, 18 de março de 2011
QUESTÃO DE GÊNERO
Quando na década de oitenta ouvimos pela primeira vez a palavra tsunami perguntamos a um professor que havia abandonado o magistério para se dedicar ao jornalismo o que era aquilo. E ele, didaticamente, nos disse que se tratavam de "ondas gigantes" que ao atingirem o continente se espraiavam com velocidade levando destruição às regiões mais baixas. Como eram "ondas", entendemos tratamento gramatical apropriado, isto é, estavamos lidando com substantivo feminino bem caracterizado por ser antecipado do artigo feminino definido "a". E assim continuamos a grafar o substantivo. Desde o terremoto de 1995, que arrazou com cidades de vários países do pacífico, temos visto a palavra ter um tratamento masculino. Consultando um professor de matemática e física, aposentado e desde algum tempo se aprofundando nos estudos do inglês e do alemão, este concordou com nossa tese, mas nos aconselhou a seguir a norma oposta que se generalizou, o que "evitaria polêmica". Sendo assim, a partir de agora, quando nos referirmos às ondas gigantes que atualmente ocupam o noticiário da imprensa internacional sobre o Japáo, trataremos o termo como "masculino".
Analogamente, quando nos referimos a um bairro do Recife espremido entre a Rua Imperial e a bacia do Pina, dizemos "a Cabanga". Mais uma vez, consultamos famoso historiador já falecido sobre essa questão de gênero, e ele endossou integralmente nossa tese. "Cabanga", sabem todos os apaixonados pela história, era uma bebida fermentada fabricada pelos indígenas que habitavam aquela faixa de terra
banhada pelo braço morto do Capibaribe. E bebida é uma palavra de gênero feminino, sendo pois regida pelo artigo feminido definido "a". Depois da fundação do Cabnga Iate Clube, e de uma rua de barro batido que depois veio a se chamar Avenida José Estelita, ambos na década de 40 e para cuja construção foram destruídos os últimos vestígios da existência da tribo que ali viveu, é comum a imprensa dá tratamento masculino à palavra Cabanga, na verdade, confundindo o bairro com o clube de velas frequentado pela elite pernambucana. Por tudo isso, continuaremos tratando o bairro como a Cabanga, dando-lhe a devida conotação feminina.
Quando na década de oitenta ouvimos pela primeira vez a palavra tsunami perguntamos a um professor que havia abandonado o magistério para se dedicar ao jornalismo o que era aquilo. E ele, didaticamente, nos disse que se tratavam de "ondas gigantes" que ao atingirem o continente se espraiavam com velocidade levando destruição às regiões mais baixas. Como eram "ondas", entendemos tratamento gramatical apropriado, isto é, estavamos lidando com substantivo feminino bem caracterizado por ser antecipado do artigo feminino definido "a". E assim continuamos a grafar o substantivo. Desde o terremoto de 1995, que arrazou com cidades de vários países do pacífico, temos visto a palavra ter um tratamento masculino. Consultando um professor de matemática e física, aposentado e desde algum tempo se aprofundando nos estudos do inglês e do alemão, este concordou com nossa tese, mas nos aconselhou a seguir a norma oposta que se generalizou, o que "evitaria polêmica". Sendo assim, a partir de agora, quando nos referirmos às ondas gigantes que atualmente ocupam o noticiário da imprensa internacional sobre o Japáo, trataremos o termo como "masculino".
Analogamente, quando nos referimos a um bairro do Recife espremido entre a Rua Imperial e a bacia do Pina, dizemos "a Cabanga". Mais uma vez, consultamos famoso historiador já falecido sobre essa questão de gênero, e ele endossou integralmente nossa tese. "Cabanga", sabem todos os apaixonados pela história, era uma bebida fermentada fabricada pelos indígenas que habitavam aquela faixa de terra
banhada pelo braço morto do Capibaribe. E bebida é uma palavra de gênero feminino, sendo pois regida pelo artigo feminido definido "a". Depois da fundação do Cabnga Iate Clube, e de uma rua de barro batido que depois veio a se chamar Avenida José Estelita, ambos na década de 40 e para cuja construção foram destruídos os últimos vestígios da existência da tribo que ali viveu, é comum a imprensa dá tratamento masculino à palavra Cabanga, na verdade, confundindo o bairro com o clube de velas frequentado pela elite pernambucana. Por tudo isso, continuaremos tratando o bairro como a Cabanga, dando-lhe a devida conotação feminina.
terça-feira, 15 de março de 2011
JAPÃO EM ESFORÇO DE GUERRA
EMBORA NEGUEM A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO NAS USINAS NUCLEARES, AUTORIDADES AGEM COMO NUM ESTADO DE GUERRA.
Cenário de devastação, medidas governanmentais que só ocorrem num esforço concentrado de estado de guerra, o Japão vive o pior momento de sua história desde a II Guerra Mundial, quando teve duas de suas cidades destroçadas por duas bombas atômicas desnecessariamente jogada pelos Estados Unidos. A situação é aterradora, e quem pode procura deixar o País. Problemas é que não tem voo disponível para uma demanda dessas. As listas de espera apontam para uma demora superior a 10 dias.
O que acontece na usina nuclear de Fukushima é algo ainda não inteiramente explicado pela autoridades japonesas. Todos os 4 reatores foram duramente atingidos, e o nível de radiação é extremamente preocupante. As explosões ocorridas nos reatores não estão sendo devidamente dimensionadas pelas autoridades e o intuito dessa contenção de informações de dados é não alarmar a população do grande País dos Samurais. Mas os experts em situações de riscos ambientais já estão com um pé atrás. Percebem que houve em Fukushima mais do que uma explosão "sem maiores consequências" seguida de incêndios nos reatores. A exlosão comum dispersa suas ondas em linha horizontal, enquanto uma explosão radioativa se propaga em linha vertical, em forma de cogumelo, e projeta para baixo, num curto espaço de tempo, restos da massa explodida. E foi exatamente isso o que se viu na manhã de ontem num dos reatores da usina nuclear de Fukushima. Com certeza as varetas contendo combustível nuclear nesse reator explodiram devido ao hiperaquecimento interno das caixas onde estão as estruturas de processamento do combutível. O confinamento em suas residências das pessoas que num raio de mais de 20/30 quilómetros não deixaram suas casas e a evacuação em massa de populações em áreas de supostos riscos de contaminação indicam essa apreensão da comunidade internavional. Falta, por parte das autoridades japonesas, transfarência nas informações. É natural que isso aconteça num País de tradições seculares como o Japão.
A destruição de muitas cidades do Nordeste do Japão pela tsunami que se seguiu ao terremoto dessa sexta-feira mostra a fúria da Natureza em sua devastação incontrolável. É impossível dimensionar por enquanto o volume dessa devastação. Os tremores de magnitude até 6 continuam ocorrendo em quase todo o Japão. E não se sabe quanto tempo isso vai durar. O número de mortos nessas catástrofe é um item de informações desencontradas. Enquanto uma vila de pescadores de 17 mil habitantes tem mais da metade dos seus habitantes desaparecidos, corpos e mais corpos são encontrados nas praias japoneses todos os dias. Corpos também são diariamente resgatados dos escombros da catástrofe, embora como num milagre algumas pessoas sobrevivem durante dias em meio aos destroços deixados pela tsunami, como aconteceu hohe com uma criança arrancada dos braços da mãe pela fúria das águas e uma anciã de mais de 80 anos que resistiu ao frio e à fome durante vários dias misturada à lama e aos detritos que cobrem a maior parte da superfície das áreas atingidas pelas ondas gigantes.
Recuperar a economia que já vinha desgastada é tarefa que aguarda a capacidade se sobrevivência do povo japonês. Reconstruir a infraestrutura, reerguer as cidades ou as partes afetadas de outras talvez seja um trabalho difícil de se concretizar nos próximos anos. Remover todo o entulho, limpar as áreas destruídas, trazer as pessoas de volta às suas vilas e cidades exigirão vultosas verbas, que o Japão, abalado pela crise econômica mundial certamente não dispõe neste momento. Esse fenônemo natural, no qual o homem não teve participação direta, é dificil de prever. Autoridades da União Européia já tomam providências para reverem o modelo de usinas nucleares instalados nessa comunidade. A China, a Rússia, a Índia, a Suíça, a Coréia do Norte e outros países, inclusive o Brasil, também já adotam medidas idênticas. Impedir terremotos e tsunami é impossível. Mas é viável planejar uma cidade, sobretudo em áreas de risco, onde catástrofes naturais não deixam em seu rastro de destruição montanhas de lixo, casas destruídas e arrastadas pelas ondas, carros empilhados uns sobre os outros ou em cima de edifícios, conteineres às centenas e aviões misturaos ao monturo.
EMBORA NEGUEM A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO NAS USINAS NUCLEARES, AUTORIDADES AGEM COMO NUM ESTADO DE GUERRA.
Cenário de devastação, medidas governanmentais que só ocorrem num esforço concentrado de estado de guerra, o Japão vive o pior momento de sua história desde a II Guerra Mundial, quando teve duas de suas cidades destroçadas por duas bombas atômicas desnecessariamente jogada pelos Estados Unidos. A situação é aterradora, e quem pode procura deixar o País. Problemas é que não tem voo disponível para uma demanda dessas. As listas de espera apontam para uma demora superior a 10 dias.
O que acontece na usina nuclear de Fukushima é algo ainda não inteiramente explicado pela autoridades japonesas. Todos os 4 reatores foram duramente atingidos, e o nível de radiação é extremamente preocupante. As explosões ocorridas nos reatores não estão sendo devidamente dimensionadas pelas autoridades e o intuito dessa contenção de informações de dados é não alarmar a população do grande País dos Samurais. Mas os experts em situações de riscos ambientais já estão com um pé atrás. Percebem que houve em Fukushima mais do que uma explosão "sem maiores consequências" seguida de incêndios nos reatores. A exlosão comum dispersa suas ondas em linha horizontal, enquanto uma explosão radioativa se propaga em linha vertical, em forma de cogumelo, e projeta para baixo, num curto espaço de tempo, restos da massa explodida. E foi exatamente isso o que se viu na manhã de ontem num dos reatores da usina nuclear de Fukushima. Com certeza as varetas contendo combustível nuclear nesse reator explodiram devido ao hiperaquecimento interno das caixas onde estão as estruturas de processamento do combutível. O confinamento em suas residências das pessoas que num raio de mais de 20/30 quilómetros não deixaram suas casas e a evacuação em massa de populações em áreas de supostos riscos de contaminação indicam essa apreensão da comunidade internavional. Falta, por parte das autoridades japonesas, transfarência nas informações. É natural que isso aconteça num País de tradições seculares como o Japão.
A destruição de muitas cidades do Nordeste do Japão pela tsunami que se seguiu ao terremoto dessa sexta-feira mostra a fúria da Natureza em sua devastação incontrolável. É impossível dimensionar por enquanto o volume dessa devastação. Os tremores de magnitude até 6 continuam ocorrendo em quase todo o Japão. E não se sabe quanto tempo isso vai durar. O número de mortos nessas catástrofe é um item de informações desencontradas. Enquanto uma vila de pescadores de 17 mil habitantes tem mais da metade dos seus habitantes desaparecidos, corpos e mais corpos são encontrados nas praias japoneses todos os dias. Corpos também são diariamente resgatados dos escombros da catástrofe, embora como num milagre algumas pessoas sobrevivem durante dias em meio aos destroços deixados pela tsunami, como aconteceu hohe com uma criança arrancada dos braços da mãe pela fúria das águas e uma anciã de mais de 80 anos que resistiu ao frio e à fome durante vários dias misturada à lama e aos detritos que cobrem a maior parte da superfície das áreas atingidas pelas ondas gigantes.
Recuperar a economia que já vinha desgastada é tarefa que aguarda a capacidade se sobrevivência do povo japonês. Reconstruir a infraestrutura, reerguer as cidades ou as partes afetadas de outras talvez seja um trabalho difícil de se concretizar nos próximos anos. Remover todo o entulho, limpar as áreas destruídas, trazer as pessoas de volta às suas vilas e cidades exigirão vultosas verbas, que o Japão, abalado pela crise econômica mundial certamente não dispõe neste momento. Esse fenônemo natural, no qual o homem não teve participação direta, é dificil de prever. Autoridades da União Européia já tomam providências para reverem o modelo de usinas nucleares instalados nessa comunidade. A China, a Rússia, a Índia, a Suíça, a Coréia do Norte e outros países, inclusive o Brasil, também já adotam medidas idênticas. Impedir terremotos e tsunami é impossível. Mas é viável planejar uma cidade, sobretudo em áreas de risco, onde catástrofes naturais não deixam em seu rastro de destruição montanhas de lixo, casas destruídas e arrastadas pelas ondas, carros empilhados uns sobre os outros ou em cima de edifícios, conteineres às centenas e aviões misturaos ao monturo.
segunda-feira, 14 de março de 2011
AINDA A DEVASTAÇÃO NO JAPÃO
Passados quatro dias do terremoto que provocou a tsunami devastadora que destruiu muitas cidades do Nordeste Japonês, as autoridades daquele País ainda não têm cifras definitivas da catástrofe. Até por, neste 4º dia, a terra continua tremendo em praticamente todo o Japão. E não há nada que possa indicar quando os abalam vão cessar. Abalos de grande magnitude, claro, porque terremotos são endêmicos no Japão.
No momento, a principal procupação das autoridades japonesas e mundiais reside na instabilidade de duas usinas nucleares localizadas no Nordeste do País. Informações oficiais acautelam a população, mas o mundo inteiro está alarmado com o que acontece no Japão. Ainda estão vivas na memória das pessoas as consequências dos acidentes ocorridos em usinas nucleares nos Estados Unidos e na Antiga União Soviética. Foram milhares de mortes imediatas ou em escala residual em virtude da radioatividade que vazou dessas usinas nucleares e continuo agindo no meio ambiente em várias países europeus, no caso do acidente de Chernobyl (Ucrânia). Rosemberg, o maior físico brasileiro e mais respeitado técnico pela comunidade científica mundial chama a atenção para o fato de se estar subestimando o vazamento de material radioativo nas usinas nucleares japonesas. Segundo ele, o "conhecimento que se tem dessa força da Natureza" ainda é insuficiente para se fazer afirmações taxativas sobre o que está e pode vir a acontecer no Japão. Tanto isso é verdade, que autoridades e cientistas da China e da Alemanha já falam em repensar o modelo de usina nuclear instalado em seus países.
No noticiário internacional de hoje, as agências procurarm atualizar seus dados sobre as consequências dos eventos sísmicos e deslocamentos de ondas gigantes registrados desde sexta-feira no Japão. Em praias do Nordeste do Japonês foram encontrados mais de 2 mil corpos; o número de mortos já pode passar de 10 mil e o de desaparecidos se contam às dezenas de milhares. A crise do Japão se acentua a cada dia, havendo, inclusive em Toquio, racionamento de cosbustível, alimentos e água. Nas regiões mais afetadas, essas coisas já se esgotaram. Um País rico tem parte do seu povo com fome, com frio e sem condições de abrigo adequado para todas as vítimas. O racionamento de energia elétrica já começou hoje, também na Capital. Um quarto da energia elétrica do Japão tem origem nas usinas Nucleares, agora sob rigorosa observação depois do terremoto. E as outras fontes de energia também não podem ajudar muito, pois as linhas de transmissão - interligadas - foram duramente afetadas pela tsunami em todo o País e praticamente destruídas nas partes mais afetadas pela catástrofe.
A infratrutura dessas regiões mais afetadas não existe mais. Em Sendai, o aeroporto foi totalmente destuído pela tsunami, e a parte mais litorânea talvez nunca seja reconstruída. Mas de 500 bilhões de dólares é o que projetam as autoridades japonesas e órgãos da ONU para a reconstrução do País dos Samurais. A terra tremeu, liberou do fundo do mar energia superior a de dezenas de bombas atômicas, provocando ondas gigantes que em chegando ao continente atingiam velocidade de até 800 quilómetros (velocidade de um avião comercial a jato). Passando perto de fontes energéticas, ou fazendo reagir as fontes de energia domésticas, a tsunami provocou incêndios em larga escala que destruíram casas, campos e indústrias. Essa combinação de água e fogo, nas proporções e na forma como aconteceu no Japão, cria novas situações para as quais certamente as autoridades mundiais ainda não contam com manuais capazes de prevê-las e combatê-las.
Passados quatro dias do terremoto que provocou a tsunami devastadora que destruiu muitas cidades do Nordeste Japonês, as autoridades daquele País ainda não têm cifras definitivas da catástrofe. Até por, neste 4º dia, a terra continua tremendo em praticamente todo o Japão. E não há nada que possa indicar quando os abalam vão cessar. Abalos de grande magnitude, claro, porque terremotos são endêmicos no Japão.
No momento, a principal procupação das autoridades japonesas e mundiais reside na instabilidade de duas usinas nucleares localizadas no Nordeste do País. Informações oficiais acautelam a população, mas o mundo inteiro está alarmado com o que acontece no Japão. Ainda estão vivas na memória das pessoas as consequências dos acidentes ocorridos em usinas nucleares nos Estados Unidos e na Antiga União Soviética. Foram milhares de mortes imediatas ou em escala residual em virtude da radioatividade que vazou dessas usinas nucleares e continuo agindo no meio ambiente em várias países europeus, no caso do acidente de Chernobyl (Ucrânia). Rosemberg, o maior físico brasileiro e mais respeitado técnico pela comunidade científica mundial chama a atenção para o fato de se estar subestimando o vazamento de material radioativo nas usinas nucleares japonesas. Segundo ele, o "conhecimento que se tem dessa força da Natureza" ainda é insuficiente para se fazer afirmações taxativas sobre o que está e pode vir a acontecer no Japão. Tanto isso é verdade, que autoridades e cientistas da China e da Alemanha já falam em repensar o modelo de usina nuclear instalado em seus países.
No noticiário internacional de hoje, as agências procurarm atualizar seus dados sobre as consequências dos eventos sísmicos e deslocamentos de ondas gigantes registrados desde sexta-feira no Japão. Em praias do Nordeste do Japonês foram encontrados mais de 2 mil corpos; o número de mortos já pode passar de 10 mil e o de desaparecidos se contam às dezenas de milhares. A crise do Japão se acentua a cada dia, havendo, inclusive em Toquio, racionamento de cosbustível, alimentos e água. Nas regiões mais afetadas, essas coisas já se esgotaram. Um País rico tem parte do seu povo com fome, com frio e sem condições de abrigo adequado para todas as vítimas. O racionamento de energia elétrica já começou hoje, também na Capital. Um quarto da energia elétrica do Japão tem origem nas usinas Nucleares, agora sob rigorosa observação depois do terremoto. E as outras fontes de energia também não podem ajudar muito, pois as linhas de transmissão - interligadas - foram duramente afetadas pela tsunami em todo o País e praticamente destruídas nas partes mais afetadas pela catástrofe.
A infratrutura dessas regiões mais afetadas não existe mais. Em Sendai, o aeroporto foi totalmente destuído pela tsunami, e a parte mais litorânea talvez nunca seja reconstruída. Mas de 500 bilhões de dólares é o que projetam as autoridades japonesas e órgãos da ONU para a reconstrução do País dos Samurais. A terra tremeu, liberou do fundo do mar energia superior a de dezenas de bombas atômicas, provocando ondas gigantes que em chegando ao continente atingiam velocidade de até 800 quilómetros (velocidade de um avião comercial a jato). Passando perto de fontes energéticas, ou fazendo reagir as fontes de energia domésticas, a tsunami provocou incêndios em larga escala que destruíram casas, campos e indústrias. Essa combinação de água e fogo, nas proporções e na forma como aconteceu no Japão, cria novas situações para as quais certamente as autoridades mundiais ainda não contam com manuais capazes de prevê-las e combatê-las.
domingo, 13 de março de 2011
CATÁSTROFE SE ABATE SOBRE O JAPÃO
Terremoto de magnitude 8.9 na Escala Richter abalou o Japão nesse final de semana. O abalo ocorrido a uma profundidade de 24 quilómetros perto da cidade de Sandai e provocou uma tsunami que devastou grandes áreas urbanas, destruindo várias cidades e devastando importantes áreas industriais, agrícolas e de serviços do País mais rico da Asia. A força desse abalo sísmico se fez sentir em outros países situados dentro do chamado Cinturão de Fogo, uma extensa área que abrange várias nações banhadas pelo Oceano Pacífico na Asia, America do Sul e do Norte e Europa. A foto acima mostra essa ação destruidora, é uma estrada de grande importância para o escoamento do forte trânsito de uma cidade japonesa e cuja pista lateral direita afundou mais de um metro. Outros prejuizos causados pela tsunami em causa inclcuem mais de mil e quinhentas mortes, vinte e sete mil desaparecidos e milhares de desalojados de suas casas. Os prejuizos econômicos são incalculáveis, e será necessário esperar um bom tempo para se fazer uma estimativa de quando o Japáo se redimirá dessa catástrofe. Vejamos outras consequências desse terremoto e da tsunami que produziu.
O elevado número de mortes, ainda não finalizado mesmo se tratando de um país próspero, rico e preparado para enfrentar situações de crises extremas como é o Japão, é um indicador da seriedade do evento sísmico em discussão. A estrutura de produção agrícola e industrial do Império do Sol Nascente
foi duramente atingida. E a organização social drásticamente abalada. O desenvolvimento industrial do Japão depende em grande escala da energia fornecida pela usinas nucleares instaladas no País. São 55, um número fabuloso se considerarmos que o Japáo é um país de pequenas proporções geográficas, cuja superfície é composta por muitas ilhas. Na cidade mais atingida pelo terremoto - Sedai - um complexo energético nuclear sofreu muitos danos, tendo uma das usinas com problemas em 3 reatores. Um reator superaqueceu e por medida de segurança foi liberada grande quantidade de vapor da parte interna de sua estrutura física. Esse vapor é radioativo, já contaminou dezenas de pessoas e as autoridades japonesas resolveram retirar a população localizada num raio de 20 quilómetros em torno da usina. Segundo notícias pescadas das informações desencontradas (ou conroladas) vindas do Japão, um outro reator estaria derretendo e um terceiro poderia explodir. Essas notícias são péssimas, pois vazamento de material radioativo, além de significar mortes de muitas pessoas, traz grandes prejuizos para o Meio Ambiente. Contaminará o ar, as águas, os campos de produção agrícola e a vegetação mais densa. Essas coisas , ao serem consumidas pelo ser humano, podem provocar doenças malígnas e mortes de muitas pessoas. As explicações dadas pelos especialistas do setor visam acautelar a população, de lá e do mundo inteiro. Mas não se pode dizer nada definitivo sobre as consequências da radiação no ambiente e no ser humano, pois o que se sabe a respeito dos efeitos da desintegração do átomo ainda é muito pouco.
A devastação produzida nas áreas diretamente atingidas pela tsunami incluem perdas de vidas, destruição de milhares de casas, carros, barcos, aviões e um número ainda incalculável de itens que irão sendo examinados pelas autoridades japonesas, com a ajuda de especialistas estrangeiros. O fogo se misturou à água, destruindo as casas, as indústrias e a infraestrutura do País. Aviões ficaram em meio ao lixo deixado pela tsunami no seu recuo para o mar. A lama acumulada nas cidades pelas águas em retorno ao oceano, de mistura com troncos de árvores, carros destroçados, casas em chamas e uma população sem comida, sem água pra beber, sem luz elétrica, com telefones já restabelecidos mas quase impraticáveis pelo enorme congestionamento das linhas, tudo isso dá um retrato real e cruel da situação por que passa aquele País desde o terremoto. E terremoto no Japão é coisa corriqueira. Eles são frequentes, diários, mas de pouca intensidade, impercepitíveis para as pessoas. Diferente desse que destruiu nesse fim de semana a parte lotarânea da cidade de Sendai. Quando um terremoto dessa magnitude ocorre, desencadeia uma onda de abalos de menor intensidade, mas igualmente perigosos para uma estrutura civil já ameaçada em suas bases.
Esses abalos podem durar vários dias.
Aviões, conteneres, carros, casas, tudo no lixo. Esses são os efeitos de uma tsunami violenta sobre um país desenvolvido. Atualizando as informações, já se fala em mais de 10 mil mortes e milhares de desaparecidos, além dos desabrigados. Isso num País rico como o Japão. Vamos aguardar o andar dos acontecimentos no Império do Sol Nascente, e esperar novas informações, novas estimativas sobre os efeitos da catástrofe, para termos uma idéia da real extensão dos danos provocados pelo terremoto e sua consequente tsunami na terra dos samurais.
Terremoto de magnitude 8.9 na Escala Richter abalou o Japão nesse final de semana. O abalo ocorrido a uma profundidade de 24 quilómetros perto da cidade de Sandai e provocou uma tsunami que devastou grandes áreas urbanas, destruindo várias cidades e devastando importantes áreas industriais, agrícolas e de serviços do País mais rico da Asia. A força desse abalo sísmico se fez sentir em outros países situados dentro do chamado Cinturão de Fogo, uma extensa área que abrange várias nações banhadas pelo Oceano Pacífico na Asia, America do Sul e do Norte e Europa. A foto acima mostra essa ação destruidora, é uma estrada de grande importância para o escoamento do forte trânsito de uma cidade japonesa e cuja pista lateral direita afundou mais de um metro. Outros prejuizos causados pela tsunami em causa inclcuem mais de mil e quinhentas mortes, vinte e sete mil desaparecidos e milhares de desalojados de suas casas. Os prejuizos econômicos são incalculáveis, e será necessário esperar um bom tempo para se fazer uma estimativa de quando o Japáo se redimirá dessa catástrofe. Vejamos outras consequências desse terremoto e da tsunami que produziu.
O elevado número de mortes, ainda não finalizado mesmo se tratando de um país próspero, rico e preparado para enfrentar situações de crises extremas como é o Japão, é um indicador da seriedade do evento sísmico em discussão. A estrutura de produção agrícola e industrial do Império do Sol Nascente
foi duramente atingida. E a organização social drásticamente abalada. O desenvolvimento industrial do Japão depende em grande escala da energia fornecida pela usinas nucleares instaladas no País. São 55, um número fabuloso se considerarmos que o Japáo é um país de pequenas proporções geográficas, cuja superfície é composta por muitas ilhas. Na cidade mais atingida pelo terremoto - Sedai - um complexo energético nuclear sofreu muitos danos, tendo uma das usinas com problemas em 3 reatores. Um reator superaqueceu e por medida de segurança foi liberada grande quantidade de vapor da parte interna de sua estrutura física. Esse vapor é radioativo, já contaminou dezenas de pessoas e as autoridades japonesas resolveram retirar a população localizada num raio de 20 quilómetros em torno da usina. Segundo notícias pescadas das informações desencontradas (ou conroladas) vindas do Japão, um outro reator estaria derretendo e um terceiro poderia explodir. Essas notícias são péssimas, pois vazamento de material radioativo, além de significar mortes de muitas pessoas, traz grandes prejuizos para o Meio Ambiente. Contaminará o ar, as águas, os campos de produção agrícola e a vegetação mais densa. Essas coisas , ao serem consumidas pelo ser humano, podem provocar doenças malígnas e mortes de muitas pessoas. As explicações dadas pelos especialistas do setor visam acautelar a população, de lá e do mundo inteiro. Mas não se pode dizer nada definitivo sobre as consequências da radiação no ambiente e no ser humano, pois o que se sabe a respeito dos efeitos da desintegração do átomo ainda é muito pouco.
A devastação produzida nas áreas diretamente atingidas pela tsunami incluem perdas de vidas, destruição de milhares de casas, carros, barcos, aviões e um número ainda incalculável de itens que irão sendo examinados pelas autoridades japonesas, com a ajuda de especialistas estrangeiros. O fogo se misturou à água, destruindo as casas, as indústrias e a infraestrutura do País. Aviões ficaram em meio ao lixo deixado pela tsunami no seu recuo para o mar. A lama acumulada nas cidades pelas águas em retorno ao oceano, de mistura com troncos de árvores, carros destroçados, casas em chamas e uma população sem comida, sem água pra beber, sem luz elétrica, com telefones já restabelecidos mas quase impraticáveis pelo enorme congestionamento das linhas, tudo isso dá um retrato real e cruel da situação por que passa aquele País desde o terremoto. E terremoto no Japão é coisa corriqueira. Eles são frequentes, diários, mas de pouca intensidade, impercepitíveis para as pessoas. Diferente desse que destruiu nesse fim de semana a parte lotarânea da cidade de Sendai. Quando um terremoto dessa magnitude ocorre, desencadeia uma onda de abalos de menor intensidade, mas igualmente perigosos para uma estrutura civil já ameaçada em suas bases.
Esses abalos podem durar vários dias.
Aviões, conteneres, carros, casas, tudo no lixo. Esses são os efeitos de uma tsunami violenta sobre um país desenvolvido. Atualizando as informações, já se fala em mais de 10 mil mortes e milhares de desaparecidos, além dos desabrigados. Isso num País rico como o Japão. Vamos aguardar o andar dos acontecimentos no Império do Sol Nascente, e esperar novas informações, novas estimativas sobre os efeitos da catástrofe, para termos uma idéia da real extensão dos danos provocados pelo terremoto e sua consequente tsunami na terra dos samurais.
sexta-feira, 11 de março de 2011
RECIFE DOS MEUS SONHOS
Emílio J. Moura
(emiliojmoura@hotmail.com)
O Recife da minha infância ainda não tinha aeroporto nem BRs. Nem tinha esses gaiolões de concreto e vidros onde hoje a classe média se protege da violência a campear lá fora. Os hidroaviões desciam nas águas mansas da bacia do Pina, e taxiavam deslizando até ao cais de Santa Rita, onde ficava a agência da Panair. Aí ocorriam os embarques e desembarques de passageiros. O transporte marítimo prevalecia. Cargas vindas da parte sul do estado com destino à parte norte passavam pela rua imperial, então único acesso nessa direção. Recife era uma cidade acolhedora, a um só tempo mística e mítica. Encantava por suas belezas naturais, pela singeleza de sua gente e por seus contrastes. O alagado de São José, com seu manguezal em cujas bordas casebres acobertavam as camadas mais pobres da cidade, e impedia o crescimento da urbe. Quando a maré alta chegava, as águas causavam estragos à linha do trem e salpicavam os fundos das casas da rua imperial. Os habitantes dos casebres não conseguiam chegar às suas casas, porque as águas tinham invadido tudo. Quando do aterro do grande alagado, a dragagem retirou milhares de toneladas de areia do braço morto do Capibaribe. E destruiu um ecossistema marinho onde se multiplicavam moluscos e crustáceos e os peixes se reproduziam. Os mocambos já se avolumavam nos bairros centrais, nos córregos e encostas dos morros da cidade.
Recife do Chupa e dos depósitos de lixo no bairro de São José, cuja fumaça produzida pela queima do entulho incomodava os habitantes da rua imperial. Recife do portuga, seu Manoel – “o pai do Chupa” -, pobre homem abandonado por seus patrícios e que trazia os dedos cheios de anéis garimpados ao lixo, várias vezes revirado e de onde recolhia até a comida que o sustentava; criatura estranha, de roupas sujas e fétidas, com calças remendadas, que não desprezava um paletó nem um chapéu; que carregava num saco às costas todos os seus bens e pertences: tenda feita com sobras de lona por ele mesmo costuradas, pratos, canecos, facas, colheres, panelas e caçarolas. Tudo tirado do lixo. Que não tinha o hábito de tomar banho, e o grude incrustado na pele largava aos pedaços.
Recife dos trens urbanos e interurbanos. Jaboatão, Cabo, Maceió. As locomotivas fumacentas, barulhentas e vagarosas, em estrada de ferro de bitola estreita, arrastando vagões de assentos duros transportando muitos passageiros. A Estação Central, marco arquitetônico de uma época, era uma referência no nordeste. O transporte de massas concentrado no trem, como convém a uma cidade que se presa. Mas faltava muito para ser um serviço de excelência. Recife dos bondes, de luxo ou populares - estes com reboques - que interligavam quase todos os pontos da cidade. Costumava viajar aos domingos na linha Pedro II, e descia em frente do hospital para assistir aos jogos do time do Colônia no campo do Boa Idéia, numa ampla área de sítios hoje ocupada pelo bairro de classe alta da Ilha do Leite. A quebra do sistema de bondes complicou a vida da Capital. A Pernambuco Autoviária Ltda. e a João Tude de Melo (Progresso), iniciavam o serviço rodoviário de passageiros com veículos modernos contando com bus-moças e equipados com serviço de rádio de comunicação. A concorrência inviabilizou essas empresas. Outras empresas surgiram. Esse serviço logo se degenerou, e cedo os carros luxuosos das duas primeiras concessionárias foram substituídos por ônibus apertados e imundos. Automóveis era uma raridade nas ruas da cidade.
Recife, outrora cidade-mãe acolhedora, limpa e pacífica. Recife da Rua de Jangada, da Gameleira, do Bode, do areal (hoje Brasília Teimosa), de Fernandinho, Engenhoca e Coque. Dos córregos de Casa Amarela, Água Fria e outros bairros. Dos bairros nobres do Espinheiro, Graças, Aflitos, Torre-Madalena e outros. E dos arrabaldes bem estruturados. De ruas arborizadas por oitizeiros e acácias. As casas parede-meia onde à noite os moradores instalavam cadeiras nas calçadas e conversavam como se fossem uma família só. Das meninas-moças jogando academia e brincando de dança de roda nas largas calçadas em frente de suas casas. Lembro quando, num intervalo de jogo no Chupa, bati na porta de uma casa da rua imperial e pedi água. A distinta velhinha apareceu e me viu sem camisa, descalço e suado. “Coitadinho, ele tem fome!”, disse com olhar piedoso. Enquanto eu tomava a água servida pela empregada, a bondosa anciã me trazia um prato com biscoitos, doce e um copo de ponche. Ela queria que eu descansasse um pouco mais, mas eu tinha pressa em partir. Voltar ao jogo. Hoje, crianças abandonadas perambulam esmolambadas pelas ruas da cidade, cheirando cola. E há autoridades e instituições a afirmarem que criança tem o direito de estar onde quiser e fazer o que quiser; idosos sofrem nos transportes mal cuidados e nas filas dos hospitais e dos bancos.
Recife, menina pudica que se tornou mulher escrachada; perdeste a virgindade e te tornaste prostituta. E, qual mãe desalmada, abandonas tuas crianças à própria sorte. Esqueces que direito de criança é estar na escola, de boa qualidade e em tempo integral. Ignoras que velhinhos necessitam de aconchego familiar, alimentação balanceada, transporte público de qualidade e de fácil acesso; de lazer e assistência médica. Merecem respeito! Pelo muito que fizeram na construção dessa “cidade cruel” que hoje os sataniza. Recife do porto fervilhando de trabalhadores carregando os sacos do açúcar que fazia tua riqueza de terceira cidade do Brasil. Recife de Nascimento Grande, Cícero da Gameleira, Otacílio da Rua de Jangada e tantos outros “brabos” que não espreitavam o cidadão na calada da noite; enfrentavam seus adversários de peito aberto e sob a luz do sol. Avenida Saturnino de Brito (hoje resta um pedaço), berço da elite da Cabanga e da zona sul da cidade, por onde os bondes passavam antes de atravessar os setecentos metros da velha ponte de ferro. Dos manguezais do Pina e de Boa Viagem, aterrados nos anos quarenta e onde hoje reside a elite da cidade; dos morros de Casa Amarela e Água Fria, quando os baixo-falantes (toscas máquinas receptoras com um imã e um auto-falante feito de cartolina, e que necessitavam de antenas quilométricas para funcionar) tocavam músicas populares através das ondas sonoras da PRA-8, então única emissora de rádio do estado. Recife dos sambas e das canções de Roberto Silva, Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira, Orlando Silva e Francisco Alves, cantadas em meio à chiadeira dos pesados discos de dois lados. Recife, de Banhistas do Pina, Batutas de São José, Lira da Noite, Madeira do Rosarinho; dos Clubes de Alegorias os Quatro Diabos e Anjos Rebeldes; de Pão-Duro, Pão da Tarde, Prato Misterioso, Rebeldes Imperial e de tantos outros clubes, troças e blocos; dos caboclinhos; de mateus e catarinas; dos maracatus; de dona Santa. De pregoeiros e vendedores excêntricos (“chá preto e pente”; “menooooooor”). Recife, de Nelson Ferreira, Pádua Walfrido, Capiba e tantos outros músicos cujos nomes a cidade sequer lembra que existiram.
Recife antiga, de gente simples, população sem escola, sem emprego e sem renda certa, mas, assim mesmo, feliz. Quando a gente andava a pé pelo prazer de fazê-lo. Diferente de hoje, quando se anda a pé por falta de condições para pagar o transporte. Recife das histórias de assombrações; do lobisomem, do papafigo, do zamurim, da porca preta com seus cem porquinhos, da mula sem cabeça e de tantas outras excentricidades da cultura de um povo ainda em processo de formação. Recife das visitas do Zepelin, pairando sobre a cúpula do prédio do Diário de Pernambuco; do matadouro da Cabanga, cujo toque de búzio, tarde da noite, anunciava aos mais pobres que as carnes não vendidas podiam ser retiradas do balcão; de graça; Recife dos lamaçais perto do matadouro, onde ninguém se atrevia penetrar e carcaças de cabeças bovinas exibindo grandes chifres eram vistas na superfície escura quando a maré baixava. E nesse atoleiro uma criança caiu e foi salva pelos bombeiros somente quando sua cabeça já estava preste a afundar na lama. Recife dos incêndios que destruíram a Rua de Jangada. Recife dos tempos da segunda grande guerra, quando a cidade vivia às escuras temendo um bombardeio aéreo nazista à noite. Recife moderna, de povo sem trabalho, sem transporte condigno, sem saúde e sem segurança, por isso mesma com medo; de bispo-santo, feito Dom Helder Câmara. Apesar de toda essa crônica de sofrimento e horrores, Recife, tua história visita meus sonhos e ainda me apaixona; tuas pontes e teus rios, teus contrastes e teu povo exercem sobre mim indescritível fascínio.
Ó, Recife ingrata, se algo de mística e de mítica sobrou de ti, devolve-me à minha infância!
Crônica escrita em 10.03.1980
*Recife e Olinda, cidades gêmeas, comemoram nesta data, 12.03.2011, 474 (quatrocentos e setenta e quatro) anos.
03.03.2006.
quinta-feira, 10 de março de 2011
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011
" A V I D A D A T E R R A"
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil abriu a Campanha da Fraternidade 2011 com ênfase para a proteção do ambiente terrestre. E a escolha do tema do evento não poderia ter sido mais feliz: A Vida da Terra. Em discussão temas da mais alta importância para o momento que estamos vivendo. O aquecimento global, a conduta dos empresários ao lidarem com as fontes de produção indstrial, a postura dos cidadãos em exigir uma vida "mais confortável", usando automóveis, geladeiras, aquecedores, chuveiros elétricos, sugar e outros quesitos mais; a política de saneamento das cidades, permitindo a poluição dos rios e do ar que respiramos, não levando em conta a preservação ambiental; a pecuária de corte ou leiteira em escala cada vez mais crescente lançando elementos poluentes na atmosfera; o desmatamento e as queimadas para formação de pasto.
Tudo que se disse até agora sobre o aquecimento global é muito pouco diante do que realmente está acontecendo com as transformações climáticas produzidas pelo homem. A Natureza também tem produzido elementos nocivos, talvez como resposta às agressões humanas, mas a Natureza sabe se recompor. O homem é que, na sua fúria de expansão da riqueza, não tem limites para agir de forma devastadora e agredir o Meio Ambiente.
Parabéns aos bispos e à CNBB.
" A V I D A D A T E R R A"
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil abriu a Campanha da Fraternidade 2011 com ênfase para a proteção do ambiente terrestre. E a escolha do tema do evento não poderia ter sido mais feliz: A Vida da Terra. Em discussão temas da mais alta importância para o momento que estamos vivendo. O aquecimento global, a conduta dos empresários ao lidarem com as fontes de produção indstrial, a postura dos cidadãos em exigir uma vida "mais confortável", usando automóveis, geladeiras, aquecedores, chuveiros elétricos, sugar e outros quesitos mais; a política de saneamento das cidades, permitindo a poluição dos rios e do ar que respiramos, não levando em conta a preservação ambiental; a pecuária de corte ou leiteira em escala cada vez mais crescente lançando elementos poluentes na atmosfera; o desmatamento e as queimadas para formação de pasto.
Tudo que se disse até agora sobre o aquecimento global é muito pouco diante do que realmente está acontecendo com as transformações climáticas produzidas pelo homem. A Natureza também tem produzido elementos nocivos, talvez como resposta às agressões humanas, mas a Natureza sabe se recompor. O homem é que, na sua fúria de expansão da riqueza, não tem limites para agir de forma devastadora e agredir o Meio Ambiente.
Parabéns aos bispos e à CNBB.
quarta-feira, 9 de março de 2011
M U N I C I P A L
As últimas inserções dos partidos de oposição na TV local mostram um lado ridículo da política partidária. PSDB e DEM se alternam em críticas ao prefeito João da Costa procurando desconstruir sua imagem como administrador. Priscila Krause, Mendonça Filho e outros fazem amargas críticas ao edil recifense. Reclamam do trânsito caótico, dos engarrafamentos, da sujeira da cidade e caem na contradição de comparar a Capital pernambucana ao Estado; ai falam do desenvolvimento que Pernambuco atravessa no momento, e esquecem que foi a falta de planejamento deles quando estiveram no poder por décadas que gerou essa situação.
**************************************
O que essa gente da oposição pretende é criar um clima que favoreça o retorno da oposição ao governo municipal. Segundo Raul Henry, o modelo político e administrativo do PT "está esgotado". Esgotada está a paciência do eleitorado que vem dando sinais claros de que não deseja o retorno dessa gente ao poder. Não foi por acaso que esse eleitorado deletou da vida pública figuras como Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, só para citar os mais importantes próceres da oposição. E se o PT esgotou sua "capacidade administrativa", o mesmo não acontece com o PSB, que desbancou Jarbas e Marco Maciel. nas últimas eleições. A oposição não se enxerga, pois o eleitorado a ver bem pequeninhinha como força capaz de alterar a atual composição política municipal do Recife.
***************************************
O prefeito João da Costa é um técnico, mais do que político. Está realizando uma gestão voltada para a solução dos problemas da cidade. Quando esteve no governo do município, essa oposição que hoje esperneia não teve a capacidade de planejar uma cidade mais viável e mais humana. Maqueou a Cidade, usando o cosmético da mesma demagogia que utiliza hoje para satanizar a administração municpal. Nos últimos 10 anos foram construídos vários prédios de apartamentos, criando-se moradias dignas para significativas parcelas da população que viviam em baixo de viadutos, à beira de mangues e em outras condições adversas. Há projetos, alguns já em execução, que visam melhorar a condição de mobilidade da cidade. Tudo começou com João Paulo, e tem continuidade com João da Costa. Na verdade, é difícil desatar os nós deixados pela oposição quando governo municipal. Mas alguma coisa está sendo feita nesse sentido.
As últimas inserções dos partidos de oposição na TV local mostram um lado ridículo da política partidária. PSDB e DEM se alternam em críticas ao prefeito João da Costa procurando desconstruir sua imagem como administrador. Priscila Krause, Mendonça Filho e outros fazem amargas críticas ao edil recifense. Reclamam do trânsito caótico, dos engarrafamentos, da sujeira da cidade e caem na contradição de comparar a Capital pernambucana ao Estado; ai falam do desenvolvimento que Pernambuco atravessa no momento, e esquecem que foi a falta de planejamento deles quando estiveram no poder por décadas que gerou essa situação.
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O que essa gente da oposição pretende é criar um clima que favoreça o retorno da oposição ao governo municipal. Segundo Raul Henry, o modelo político e administrativo do PT "está esgotado". Esgotada está a paciência do eleitorado que vem dando sinais claros de que não deseja o retorno dessa gente ao poder. Não foi por acaso que esse eleitorado deletou da vida pública figuras como Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, só para citar os mais importantes próceres da oposição. E se o PT esgotou sua "capacidade administrativa", o mesmo não acontece com o PSB, que desbancou Jarbas e Marco Maciel. nas últimas eleições. A oposição não se enxerga, pois o eleitorado a ver bem pequeninhinha como força capaz de alterar a atual composição política municipal do Recife.
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O prefeito João da Costa é um técnico, mais do que político. Está realizando uma gestão voltada para a solução dos problemas da cidade. Quando esteve no governo do município, essa oposição que hoje esperneia não teve a capacidade de planejar uma cidade mais viável e mais humana. Maqueou a Cidade, usando o cosmético da mesma demagogia que utiliza hoje para satanizar a administração municpal. Nos últimos 10 anos foram construídos vários prédios de apartamentos, criando-se moradias dignas para significativas parcelas da população que viviam em baixo de viadutos, à beira de mangues e em outras condições adversas. Há projetos, alguns já em execução, que visam melhorar a condição de mobilidade da cidade. Tudo começou com João Paulo, e tem continuidade com João da Costa. Na verdade, é difícil desatar os nós deixados pela oposição quando governo municipal. Mas alguma coisa está sendo feita nesse sentido.
terça-feira, 8 de março de 2011
E C O L O G I A
S U A P E - O IMPACTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÕMICO SOBRE O MEIO AMBIENTE
O Complexo Portuário e Industrial de SUAPE se expande com acentuada celeridade. Quem passa pela PE-60 percebe de ambos os lados de certos trechos da estrada a existência de grandes canteiros de obras a anunciarem volumosos investimentos. E se a incursão for mais direcionada para a área do porto, o observador vai notar que os grandes empreendimentos industriais chegaram para valer. Um complexo rodoviário forma anéis que vão interligando as futuras áreas de produção em larga escala (algumas já em pleno funcionamento). Refinaria, complexo petroquímico, estaleiros, fábricas de automóveis, indústrias de bebidas, alimentos, cerâmica, etc. E há projetos ainda não identificados visualmente pelo grande público, mas que são de grande amplitude.
Pena que ao lado dessas atividades de grande importância econômica para Pernambuco, SUAPE não tenha desenvolvido um programa ambiental capaz de compensar as perdas de matas, mangues, lagoas e outros itens. Por exemplo: o avanço do projeto do Complexo Portuário já atingiu áreas da Usina Salgado e seus arredores. A maioria dos engenhos dessa usina localizados mais na direção do mar e entre as imediações de Porto de Galinhas, bem como o coqueiral, já foram adquiridos pela administrasção de SUAPE. A própria usina terá de mudar de endereço. Ira provavelmente para Camela. A área onde está a usina já pertence ao Complexo de Suape.
A ocupação dessas áreas por projetos industriais implicará na erradicação de algum vestígio de mata porventura ainda existen no entrona da usina, eliminação do canavial, do coqueiral; aterros de grande porte das regiões mais em desnível e uma ação devastadora sobre a fauna nelas ainda restante. Pequenos animais, pássaros, peixes ainda rmanescentes nas lagoas e veios dágua, bem como espécies de macacos encontrados nos trechos onde ainda exitem árvores., tudo isso desaparecerá. Há 30 anos, quando da implementação do Porto, foram prometidas ações que presevassem a fauna e a flora das áreas que seriam ocupadas por SUAPE. Nem 10% (dez por cento) do prometido foi implementado. A situação desagrada os ativistas de proteção do meio ambiente. Em debate recente, o coordenador da Associação Pernambucana de Proteção da Natureza (ASPAN), Marcelo Mesel, protesta conta esse estado de coisas. O ambientalista critica as promessas reeditadas pela administração de SUAPE, e lembra que se não cumpriram em 30 anos nem 10% (dez por cento) do prometido, como acreditar que alguma coisa em termos de conservação ambiental possa ser posta em prática agora quando o projeto deu certo, se expande e consolida. Mesel, que é médico acupunturista, conhece bem a história de SUAPE e tem larga visão do desrespeito ao meio ambiente mundo a fora, estudioso que é da momumental questão.
Os aterros que serão realizados, além de destruirem o meio ambiente, desalojarão pessoas que moram no entorno da Usina Salgado;muitas das pessoas que sairam das ilhas ocupadas pelos projetos do Porto ainda não foram contempladas com moradias prometidas pela administração. E as famílias do entorno da usina têm menos chences de serem atendidas nesse requisito, pois tem pouca capacidade de defesa. Além do mais, a transferência da usina levará consigo outros problemas ambientais para a área da nova sede.
S U A P E - O IMPACTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÕMICO SOBRE O MEIO AMBIENTE
O Complexo Portuário e Industrial de SUAPE se expande com acentuada celeridade. Quem passa pela PE-60 percebe de ambos os lados de certos trechos da estrada a existência de grandes canteiros de obras a anunciarem volumosos investimentos. E se a incursão for mais direcionada para a área do porto, o observador vai notar que os grandes empreendimentos industriais chegaram para valer. Um complexo rodoviário forma anéis que vão interligando as futuras áreas de produção em larga escala (algumas já em pleno funcionamento). Refinaria, complexo petroquímico, estaleiros, fábricas de automóveis, indústrias de bebidas, alimentos, cerâmica, etc. E há projetos ainda não identificados visualmente pelo grande público, mas que são de grande amplitude.
Pena que ao lado dessas atividades de grande importância econômica para Pernambuco, SUAPE não tenha desenvolvido um programa ambiental capaz de compensar as perdas de matas, mangues, lagoas e outros itens. Por exemplo: o avanço do projeto do Complexo Portuário já atingiu áreas da Usina Salgado e seus arredores. A maioria dos engenhos dessa usina localizados mais na direção do mar e entre as imediações de Porto de Galinhas, bem como o coqueiral, já foram adquiridos pela administrasção de SUAPE. A própria usina terá de mudar de endereço. Ira provavelmente para Camela. A área onde está a usina já pertence ao Complexo de Suape.
A ocupação dessas áreas por projetos industriais implicará na erradicação de algum vestígio de mata porventura ainda existen no entrona da usina, eliminação do canavial, do coqueiral; aterros de grande porte das regiões mais em desnível e uma ação devastadora sobre a fauna nelas ainda restante. Pequenos animais, pássaros, peixes ainda rmanescentes nas lagoas e veios dágua, bem como espécies de macacos encontrados nos trechos onde ainda exitem árvores., tudo isso desaparecerá. Há 30 anos, quando da implementação do Porto, foram prometidas ações que presevassem a fauna e a flora das áreas que seriam ocupadas por SUAPE. Nem 10% (dez por cento) do prometido foi implementado. A situação desagrada os ativistas de proteção do meio ambiente. Em debate recente, o coordenador da Associação Pernambucana de Proteção da Natureza (ASPAN), Marcelo Mesel, protesta conta esse estado de coisas. O ambientalista critica as promessas reeditadas pela administração de SUAPE, e lembra que se não cumpriram em 30 anos nem 10% (dez por cento) do prometido, como acreditar que alguma coisa em termos de conservação ambiental possa ser posta em prática agora quando o projeto deu certo, se expande e consolida. Mesel, que é médico acupunturista, conhece bem a história de SUAPE e tem larga visão do desrespeito ao meio ambiente mundo a fora, estudioso que é da momumental questão.
Os aterros que serão realizados, além de destruirem o meio ambiente, desalojarão pessoas que moram no entorno da Usina Salgado;muitas das pessoas que sairam das ilhas ocupadas pelos projetos do Porto ainda não foram contempladas com moradias prometidas pela administração. E as famílias do entorno da usina têm menos chences de serem atendidas nesse requisito, pois tem pouca capacidade de defesa. Além do mais, a transferência da usina levará consigo outros problemas ambientais para a área da nova sede.
sábado, 5 de março de 2011
A paz mundial continua mais ameaçada do que nunca. O quadro político internacional, com os seus desdobramentos militares, aponta para uma incerteza quanto ao que realmente poderá acontecer no Oriente Médio, na Áfria do Norte e em outras partes da Asia. Não faz muito, manobras militares conjuntas entre a Coréia do Sul e os Estados Unidos deram lugar a provocações que foram infantilmente respondidas pela Coréia do Norte. Mais recentemente, navios de guerra do Irã sairam do Mar da Arábia, passaram pelo Golfo de Adem, atravessaram o Mar Vermelho, cruzaram o Canal de Suez e não se sabe se era uma ação de apoio ao Egito revolucionário ou à Síria conturbada por questões internas.
Essa semana passada Barcos de guerra norte-americanos, inclusive um porta-aviões, singraram o Mediterrâneo e parece fazerem caminho inverso das belonaves iranianas. Estão localizados em áreas estratégicas que lhes permitem bombardear o Irã por água, terra e mar. Bem perto dali fica o Paquistão, que sofre convulsão interna com confrontos políticos entre grupos diversos do islamismo. O Paquistão pode ser a porta de entrada para uma ação militar contra o Taleban, que domina áreas importantes da fronteira com o Afeganistão, ou, por outro lado, uma via de saída para as tropas norte-americanas aquateladas no país do Mulá Omar, o chefe do Taleban, uma organização diretamente ligada à Al Kaeda de Osama Bin Laden.
Toda aquela área da Arábia e àfrica do Norte está conflagrada. A bola da vez, tempo mais importante da grande jogada que se dar nessas regiões hoje, é a Líbia. Kadafi com certeza cairá. Outros já cairam. Mas ainda tem muitos ditadores que naquelas regiões enfrentam dificuldades internas, já estão se desestabilizando a olhos vistos.
A pergunta que se faz - já se fez ha algum tempo e ecoa agora com mais força- é para onde caminham essas nações. Haverá um realinhamento dessas nações com as potências ocidentais, com novos protocolos de ações e acordos de paz e cooperação ou uma onda de auto-definição de políticas internas e relações externas modificarão o mapa político da região? As potências ocidentais manterão suas influências na região, usufruindo do rico petróleo ali produzido ou terão que se realinhar com um novo conceito de diplomacia independente identificando as nações que sairem dos conflitos internos que as convulcionam?
O Paquistão é o barril de pólvora da região. Com uma parte do seu território sob forte influência do Taleban, suas forças ainda aliadas ao Ocidente temem que o arsenal nuclear do País cai em mãos dos seguidores do mulá Omar ou outros grupos radicais atuantes no País.. Isso equivaleria ao início de uma guerra de grandes proporções, que envolveria todas as grandes potências do Planeta. Índia, China e Coréia do Norte com certeza faria (ou farão) uso das suas armas atômicas numa tentativa de sebrevivência, conquista de espaço e consolidação dos seus regimes. O Japão corre sérios riscos diante dessas possibilidades. E Israel?
Israel é o centro de atenção de todas essas controvérsias. Cabeça de ponte dos Estados Unidos em toda aquela vasta porção da Terra, o País dos judeus poderá desaparecer do mapa. Ou, inversamente, dominar a
área e tornar a presença ocidental ainda mais ostensiva ali. Cercado de inimigos por todos os lados, Israel, armado até os dentes e portando armas nucleares, será a ilha da salvação ou significará os destrroços de regimes políticos que não consequiram se consolidar, apesar do longo tempo que tiveram para implementar políticas de convivência pacífica entre seus cidadãos.
Essa semana passada Barcos de guerra norte-americanos, inclusive um porta-aviões, singraram o Mediterrâneo e parece fazerem caminho inverso das belonaves iranianas. Estão localizados em áreas estratégicas que lhes permitem bombardear o Irã por água, terra e mar. Bem perto dali fica o Paquistão, que sofre convulsão interna com confrontos políticos entre grupos diversos do islamismo. O Paquistão pode ser a porta de entrada para uma ação militar contra o Taleban, que domina áreas importantes da fronteira com o Afeganistão, ou, por outro lado, uma via de saída para as tropas norte-americanas aquateladas no país do Mulá Omar, o chefe do Taleban, uma organização diretamente ligada à Al Kaeda de Osama Bin Laden.
Toda aquela área da Arábia e àfrica do Norte está conflagrada. A bola da vez, tempo mais importante da grande jogada que se dar nessas regiões hoje, é a Líbia. Kadafi com certeza cairá. Outros já cairam. Mas ainda tem muitos ditadores que naquelas regiões enfrentam dificuldades internas, já estão se desestabilizando a olhos vistos.
A pergunta que se faz - já se fez ha algum tempo e ecoa agora com mais força- é para onde caminham essas nações. Haverá um realinhamento dessas nações com as potências ocidentais, com novos protocolos de ações e acordos de paz e cooperação ou uma onda de auto-definição de políticas internas e relações externas modificarão o mapa político da região? As potências ocidentais manterão suas influências na região, usufruindo do rico petróleo ali produzido ou terão que se realinhar com um novo conceito de diplomacia independente identificando as nações que sairem dos conflitos internos que as convulcionam?
O Paquistão é o barril de pólvora da região. Com uma parte do seu território sob forte influência do Taleban, suas forças ainda aliadas ao Ocidente temem que o arsenal nuclear do País cai em mãos dos seguidores do mulá Omar ou outros grupos radicais atuantes no País.. Isso equivaleria ao início de uma guerra de grandes proporções, que envolveria todas as grandes potências do Planeta. Índia, China e Coréia do Norte com certeza faria (ou farão) uso das suas armas atômicas numa tentativa de sebrevivência, conquista de espaço e consolidação dos seus regimes. O Japão corre sérios riscos diante dessas possibilidades. E Israel?
Israel é o centro de atenção de todas essas controvérsias. Cabeça de ponte dos Estados Unidos em toda aquela vasta porção da Terra, o País dos judeus poderá desaparecer do mapa. Ou, inversamente, dominar a
área e tornar a presença ocidental ainda mais ostensiva ali. Cercado de inimigos por todos os lados, Israel, armado até os dentes e portando armas nucleares, será a ilha da salvação ou significará os destrroços de regimes políticos que não consequiram se consolidar, apesar do longo tempo que tiveram para implementar políticas de convivência pacífica entre seus cidadãos.
quarta-feira, 2 de março de 2011
M E T E O R O L O G I A
FORTES CHUVAS CAIRÃO SOBRE A RMR E ZM DE PE
Fortes chuvas poderão cair sobre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata (ZM) de Pernambuco. A informação em forma de advertência saiu de uma reunião na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) esta semana entre autoridades de Defesa Civil do Estado e pesquisadores do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) subordinado ao Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). A meterologista Francis Lacerda, coordenadora do Lamepe, disse que as chuvas ocorrerão no trimestre que compreenderá março, abril e maio e cuja intensidade dependerá "do comportamento dos ventos no Oceano Atlântico".
Segundo a meteorologista as chuvas nesse período poderão estar na média ou acima dela. Essa variabilidade "é causada pela oscilação da Zona de Covergência Intertropical (ZCIT)". Esse fenômeno poderá ocorrer ora na linha do Equador, ora nas regiões mais ao sul. As chuvas oscilarão entre 700 e 800 milímetros no Grande Recife e região da Zona da Mata. Enquanto isso, o índice pluviométrico estmado para o semiárido ficará entre 100 e 300 milímetros.
Ainda segundo Francis Lacerda prevê-se que durante o carnaval poderá haver chuvas apenas no fim do período. O aquecimento das águas superficiais do Atlântico com viés de 2 graus favorece a aproximação da ZCIT. A advertência da meteorologista deve ser examinada com bastante cuidado pelos prefeitos da Região Metropolitana do Recife (RMR) que devem investir em material e pessoal do Esquema de Defesa Civil de Pernambuco cujos Municípios dentro do perímetro visualizado pela meteorologia deverão estar preparados para atender às demandas de pedidos de SOS vindas de ocupações não planejadas onde moram cerca de dois terços da população alvo, principalmente nos morros do Recife e Jaboatão dos Guararapes, mas também de Olinda, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, etc. Igualmente, os edis das cidades da Zona da Mata devem ficar alertas para o grande volume de água que poderá cair sobre as áreas por onde passam os rios da região. O alerta é importante na medida em que providências pertinentes e urgentes da parte das autoridades competentes poderão evitar a repetição da tagédia ocorrida em junho passado nessa área de grandes rios e cultivadora de cana-de-açúcar e os transtornos econômicos e de mobilidade causados à população da RMR.
É importante destacar que 1 milímetro de chuva equivale a 1 litro de água em metro quadrado de superfície; 2 graus é a medida de aquecimento da temperatura na superfície do Atlântico Sul, e esse aumento favorece a ocorência de chuvas fortes direcionadas para o continente. Para entender os perigos que esses números representam para a segurança e mobilidade da Região Metropolitana do Recife basta multiplicar por 800 a unidade de milímetros de chuvas projetadas para cairem no trimestre aludido.
FORTES CHUVAS CAIRÃO SOBRE A RMR E ZM DE PE
Fortes chuvas poderão cair sobre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata (ZM) de Pernambuco. A informação em forma de advertência saiu de uma reunião na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) esta semana entre autoridades de Defesa Civil do Estado e pesquisadores do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) subordinado ao Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). A meterologista Francis Lacerda, coordenadora do Lamepe, disse que as chuvas ocorrerão no trimestre que compreenderá março, abril e maio e cuja intensidade dependerá "do comportamento dos ventos no Oceano Atlântico".
Segundo a meteorologista as chuvas nesse período poderão estar na média ou acima dela. Essa variabilidade "é causada pela oscilação da Zona de Covergência Intertropical (ZCIT)". Esse fenômeno poderá ocorrer ora na linha do Equador, ora nas regiões mais ao sul. As chuvas oscilarão entre 700 e 800 milímetros no Grande Recife e região da Zona da Mata. Enquanto isso, o índice pluviométrico estmado para o semiárido ficará entre 100 e 300 milímetros.
Ainda segundo Francis Lacerda prevê-se que durante o carnaval poderá haver chuvas apenas no fim do período. O aquecimento das águas superficiais do Atlântico com viés de 2 graus favorece a aproximação da ZCIT. A advertência da meteorologista deve ser examinada com bastante cuidado pelos prefeitos da Região Metropolitana do Recife (RMR) que devem investir em material e pessoal do Esquema de Defesa Civil de Pernambuco cujos Municípios dentro do perímetro visualizado pela meteorologia deverão estar preparados para atender às demandas de pedidos de SOS vindas de ocupações não planejadas onde moram cerca de dois terços da população alvo, principalmente nos morros do Recife e Jaboatão dos Guararapes, mas também de Olinda, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, etc. Igualmente, os edis das cidades da Zona da Mata devem ficar alertas para o grande volume de água que poderá cair sobre as áreas por onde passam os rios da região. O alerta é importante na medida em que providências pertinentes e urgentes da parte das autoridades competentes poderão evitar a repetição da tagédia ocorrida em junho passado nessa área de grandes rios e cultivadora de cana-de-açúcar e os transtornos econômicos e de mobilidade causados à população da RMR.
É importante destacar que 1 milímetro de chuva equivale a 1 litro de água em metro quadrado de superfície; 2 graus é a medida de aquecimento da temperatura na superfície do Atlântico Sul, e esse aumento favorece a ocorência de chuvas fortes direcionadas para o continente. Para entender os perigos que esses números representam para a segurança e mobilidade da Região Metropolitana do Recife basta multiplicar por 800 a unidade de milímetros de chuvas projetadas para cairem no trimestre aludido.
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