E C O L O G I A
S U A P E - O IMPACTO DO DESENVOLVIMENTO ECONÕMICO SOBRE O MEIO AMBIENTE
O Complexo Portuário e Industrial de SUAPE se expande com acentuada celeridade. Quem passa pela PE-60 percebe de ambos os lados de certos trechos da estrada a existência de grandes canteiros de obras a anunciarem volumosos investimentos. E se a incursão for mais direcionada para a área do porto, o observador vai notar que os grandes empreendimentos industriais chegaram para valer. Um complexo rodoviário forma anéis que vão interligando as futuras áreas de produção em larga escala (algumas já em pleno funcionamento). Refinaria, complexo petroquímico, estaleiros, fábricas de automóveis, indústrias de bebidas, alimentos, cerâmica, etc. E há projetos ainda não identificados visualmente pelo grande público, mas que são de grande amplitude.
Pena que ao lado dessas atividades de grande importância econômica para Pernambuco, SUAPE não tenha desenvolvido um programa ambiental capaz de compensar as perdas de matas, mangues, lagoas e outros itens. Por exemplo: o avanço do projeto do Complexo Portuário já atingiu áreas da Usina Salgado e seus arredores. A maioria dos engenhos dessa usina localizados mais na direção do mar e entre as imediações de Porto de Galinhas, bem como o coqueiral, já foram adquiridos pela administrasção de SUAPE. A própria usina terá de mudar de endereço. Ira provavelmente para Camela. A área onde está a usina já pertence ao Complexo de Suape.
A ocupação dessas áreas por projetos industriais implicará na erradicação de algum vestígio de mata porventura ainda existen no entrona da usina, eliminação do canavial, do coqueiral; aterros de grande porte das regiões mais em desnível e uma ação devastadora sobre a fauna nelas ainda restante. Pequenos animais, pássaros, peixes ainda rmanescentes nas lagoas e veios dágua, bem como espécies de macacos encontrados nos trechos onde ainda exitem árvores., tudo isso desaparecerá. Há 30 anos, quando da implementação do Porto, foram prometidas ações que presevassem a fauna e a flora das áreas que seriam ocupadas por SUAPE. Nem 10% (dez por cento) do prometido foi implementado. A situação desagrada os ativistas de proteção do meio ambiente. Em debate recente, o coordenador da Associação Pernambucana de Proteção da Natureza (ASPAN), Marcelo Mesel, protesta conta esse estado de coisas. O ambientalista critica as promessas reeditadas pela administração de SUAPE, e lembra que se não cumpriram em 30 anos nem 10% (dez por cento) do prometido, como acreditar que alguma coisa em termos de conservação ambiental possa ser posta em prática agora quando o projeto deu certo, se expande e consolida. Mesel, que é médico acupunturista, conhece bem a história de SUAPE e tem larga visão do desrespeito ao meio ambiente mundo a fora, estudioso que é da momumental questão.
Os aterros que serão realizados, além de destruirem o meio ambiente, desalojarão pessoas que moram no entorno da Usina Salgado;muitas das pessoas que sairam das ilhas ocupadas pelos projetos do Porto ainda não foram contempladas com moradias prometidas pela administração. E as famílias do entorno da usina têm menos chences de serem atendidas nesse requisito, pois tem pouca capacidade de defesa. Além do mais, a transferência da usina levará consigo outros problemas ambientais para a área da nova sede.
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