NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 5 de março de 2011

A paz mundial continua mais ameaçada do que nunca. O quadro político internacional, com os seus desdobramentos militares, aponta para uma incerteza quanto ao que realmente poderá acontecer no Oriente Médio, na Áfria do Norte e em outras partes da Asia. Não faz muito, manobras militares conjuntas entre a Coréia do Sul e os Estados Unidos deram lugar a provocações que foram infantilmente respondidas pela Coréia do Norte. Mais recentemente, navios de guerra do Irã sairam do Mar da Arábia, passaram pelo Golfo de Adem, atravessaram o Mar Vermelho, cruzaram o Canal de Suez e não se sabe se era uma ação de apoio ao Egito revolucionário ou à Síria conturbada por questões internas.
 Essa semana passada Barcos de guerra norte-americanos, inclusive um porta-aviões, singraram o Mediterrâneo e parece fazerem caminho inverso das belonaves iranianas. Estão localizados em áreas estratégicas que lhes permitem bombardear o Irã por água, terra e mar. Bem perto dali fica o Paquistão, que sofre convulsão interna com confrontos políticos entre grupos diversos do islamismo. O Paquistão pode ser a porta de entrada para uma ação militar contra o Taleban, que domina áreas importantes da fronteira com o Afeganistão, ou, por outro lado, uma via de saída para as tropas norte-americanas aquateladas no país do Mulá Omar, o chefe do Taleban, uma organização diretamente ligada à Al Kaeda de Osama Bin Laden.
Toda aquela área da Arábia e àfrica do Norte está conflagrada. A bola da vez, tempo mais importante da grande jogada que se dar nessas regiões hoje, é a Líbia. Kadafi com certeza cairá. Outros já cairam. Mas ainda tem muitos ditadores  que naquelas regiões enfrentam dificuldades internas, já estão se desestabilizando a olhos vistos.
A pergunta que se faz - já se fez ha algum tempo e ecoa agora com mais força- é para onde caminham essas nações. Haverá um realinhamento dessas nações com as potências ocidentais, com novos protocolos de ações e acordos de paz e cooperação ou uma onda de auto-definição de políticas internas e relações externas modificarão o mapa político da região? As potências ocidentais manterão suas influências na região, usufruindo do rico petróleo ali produzido ou terão que se realinhar com um novo conceito de diplomacia independente identificando as nações que sairem dos conflitos internos que as convulcionam?
O Paquistão é o barril de pólvora da região. Com uma parte do seu território sob forte influência do Taleban, suas forças ainda aliadas ao Ocidente temem que o arsenal nuclear do País cai em mãos dos seguidores do mulá Omar ou outros grupos radicais atuantes no País.. Isso equivaleria ao início de  uma guerra de grandes proporções, que envolveria todas as grandes potências do Planeta. Índia, China e Coréia do Norte com certeza faria (ou farão) uso das suas armas atômicas numa tentativa de sebrevivência, conquista de espaço e consolidação dos seus regimes. O Japão corre sérios riscos diante dessas possibilidades. E Israel?
Israel é o centro de atenção de todas essas controvérsias. Cabeça de ponte dos Estados Unidos em toda aquela vasta porção da Terra, o País dos judeus poderá desaparecer do mapa. Ou, inversamente, dominar a
área e tornar a presença ocidental ainda mais ostensiva ali. Cercado de inimigos por todos os lados, Israel, armado até os dentes e portando armas nucleares, será a ilha da salvação ou significará os destrroços de regimes políticos que não consequiram se consolidar, apesar do longo tempo que tiveram para implementar políticas de convivência pacífica entre seus cidadãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário