NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

domingo, 27 de março de 2011







  CATÁSTROFE NO JAPÃO
CRISE NO ORIENTE MÉDIO
DITADORES QUE QUEREM SE PERPETUAR NO PODER
DISCURSOS DE LÍDERES OCIDENTAIS E ORIENTAIS
COMO EXPLICAR ESSA CONVULSÃO MUNDIAL?
O público do mundo inteiro vem acompanhando com ansiedade o desenrolar da atual situação mundial.É um bombardeio de informações múltiplas ocupando toda a mídia escrita, falada e televisiva.A imprensa ocidental, principalmente a dos Estados Unidos e da Europa, destaca o papel das suas lideranças na busca pela eliminação dos governos ditatoriais do Oriente Médio e da África do Norte e construir a paz nessas regiões. Hoje mesmo o presidente Barack Obama, em pronunciamento para toda a Nação, tentou explicar o papel dos Estados Unidos nessa ação. Chegou a afirmar que os Estados Unidos "não estão envolvidos em nova guerra" e que a atuação das forças armadas dos Estados Unidos fazem parte de uma coalizão que visa "impedir" que ditadores, no caso específico da Líbia - Kadafi, "continuem matando a população civil". Na Alemanha e na França, os líderes foram derrotados nas eleições parciais desse fim de semana e não há como dissociar essas derrotas da atuação das forças armadas desses Países na chamada "Força de Paz" que até agora nem os próprios líderes ocidentais chegaram a um entendimento sobre quem a comanda. Obama afirmou no seu discurso que o comando das ações militares contra os regimes ditatoriais do Oriente Médio passará ao controle da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Note) nos próximos dias. Quer dizer: até agora, pelo critério da lógica, eram os Estados Unidos que estavam no  comando. Ponto negativo para Obama! Ninguém acredita mais em Obama ou em outros líderes ocidentais. A crise do Oriente Médio e norte da África gerou uma crise de credibilidade que abrange o mundo inteiro.
É impressionante que nações do Oriente Médio tenham se aliado ao ocidente fornecendo aviões para combater as forças de Kadafi. A Comunidade Árabe estará se esfacelando? Ocorre naquela região um movimento revisionista buscando restabelecer o espírito islâmico ou há qualquer coisa ainda não identificada acontecendo nos bastidores da política daquela região? No Japão, cada dia uma informação diferente fala da radioatividade vazada a partir da usina nuckear de Fukuchima. A parte norte do País parece ter sofrido instabilidade que ameaça a ordem econômica da grande nação asiática. Já o lado sul do  arquipélago japonês, não diretamente atingido pelo terremoto, aparentemente continua estável do ponto de vista físico e geográfico. Mas só aprentemente. Na verdade, a crise que se instalou no País com o terremoto e o tsunami se espalha por todo o Japão. Tem repercussões sociais e conômicas. Mesmo nas cidades onde os tremores não foram sentidos ou não tiveram efeitos significativos e onde o tsunami não passou, há carências de muitos gêneros. O combustível é escasso, faltam alimentos essenciais e a água mineral estocada está chegando ao fim. A água das torneiras está contaminada por elementos radioativos. Milhares de trabalhadores estrangeiros das indústrias, da agricultura e de outros setores produtivos do Japão deixaram o País. Há, portanto excassez de mão de obra e desabastecimento em todo o País. Os efeitos do vazamento de radiação da usina nuclear de Fukuchima ainda não foram devidamente dimensionados. E há, por parte das autoridades japonesas, o evidente propósito de mascarar as informações, reduzindo-lhes os efeitos psicológicos para para não alarmar a população. Mas do que já está alarmada. Os elementos radioativos encontrados em águas de resfriamento da usina ou em locais próximos a ela são fortemente letais, embora as autoridades japonesas não o digam. E podem ter vazado também para o mar, o que significaria contaminação de peixes e outros frutos marinhos. Dependendo da quantidade, esses elementos radioativos podem representar sérios riscos à população. Alguns deles levam de 50 a 500 anos para se dissiparem completamente.
Energia nuclear é um tema ainda em apreciação. Famoso físico brasileiro respeitado nos meios científicos do mundo inteiro afirma que se sabe pouco sobre os efeitos da desintegração do átomo e de suas consequências no ambiente e nos seres vivos. Afirma categóricament que não se pode dizer que a força dinâmica adquirida através da energia nuclear seja um recurso "limpo e seguro". Na Europa, nos Estados Unidos, na China, na Índia e em outros países os governos estão recomendando revisão do modelo das usinas nucleares lá implantadas. Em em alguns desses paíse - caso da Alemanha - o governo mandou fechar as usinas mais antigas e determinou a suspensão de aval para construção de novas unidades. Os países que estão sujeitos a catástrofes ambientais violentas, caso do Japão, deveriam ter mais cuidado no planejamento e implantação de usinas nucleares. O País é pobre em fontes hidráulicas, mas uma nação que em virtude das adversidades naturais ou provocadas pelo homem aprendeu a acumular grande reservas tecnológicas por certo encontraria outras fontes energética limpas, eficientes e mais seguras para impulsionar seu progresso.
Os líderes, quer ocidentais, quer orientais, não se entendem sobre o que dizem quando tratam da grande crise que se abate sobre o mundo no momento. A cada instante estão a corrigir pronunciamentos feitas oficial ou oficiosamente. É uma confusão quase generalizada. Há uma crise, não se pode negar. Ma ela não parece situada apenas no Oriente Médio ou na África do Norte. O mundo inteiro foi envolvido nessa crise. A questão é saber quem saberá administrá-la internamente, e porquanto tempo.
As nuances dessa crise aparecem desde a refrega que terminou em genocídio para acomodar as várias tendências políticas e religiosas que restaram da antiga Iuguslávia. A amimosidade latente entre os países que formam a Federação Russa é um indicador de que novos e violentos confrontos poderão ocorrer dentro de algum tempo. O Congresso dos Povos Africanos, a Liga Árabe e outros órgãos que congregam os povos árabes e africanos fracassaram nas suas tentativas de unir continentes e tendências. Tudo é muito confuso.
Por enquanto, é difícil acreditar em qualquer um desses líderes que comandam a cena mundial. O caos apresentado por eles é bem maior. Em nome da paz promovem a guerra. E insuflam parcelas da população de muitos países a se insurgirem contra seus líderes. As potências ocidentais conviveram longos anos com tiranos e governos por elas manipulados. O que está acontecendo no momento no Planeta ainda pode parecer uma incógnita. A convulsão envolve o Planeta inteiro. A situação é assombrosa. Pior ainda é imaginar que tudo isso, no fundo, tem interesses econômicos por trás. O petróleo dos países árabes e africanos é, na verdade, a mola que move essas ações de intervenção militar das potências nas bases produtoras da principal fonte energética mundial. Como isso vai acabar, ninguém sabe. Mas é bom que as potências militares ponham suas barbas de molho. Elas podem estar importando convulsões sociais para suas próprias casas. 


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          ÁGUA - O CAMINHO DA VIDA

                                                        Emílio J. Moura

Olhando em nossa volta, vemos enormes coleções de águas. Oceanos, mares, lagos, rios, açudes, etc. Nas calotas polares, principalmente a antártica, concentra-se em estado sólido o maior volume de água doce do Planeta. Qual a importância desse elemento líquido na vida das pessoas e do Planeta? Vejamos!

As florestas tropicais, localizadas em vários continentes e as matas que se destacam nas orlas dos oceanos, em algumas partes do mundo constituem um tapete verde amaciador do clima da Terra. E onde vivem milhares de espécies animais - a fauna terrestre. Essas matas e florestas fornecem insumos para a produção de medicamentos e matéria-prima para várias outras indústrias de transformação. Dos campos, irrigados por rios e canais artificiais, saem produtos que vão alimentar a colossal massa humana.

A Humanidade já comporta mais de seis bilhões de pessoas. Gente demais! O reino vegetal tem um potencial quantitativo ainda não determinado pelos estudiosos. Mas para se ter uma idéia da quantidade de plantas que existe no mundo, independentemente de suas espécies, basta dizer que cerca de 5.000 (cinco mil) estão em risco de extinção. Analogamente, é ainda impossível determinar a quantidade de animais existentes sobre a face da Terra; mas é possível estabelecer parâmetros de preservação das espécies conhecidas. Pelo menos, 2/3 (dois terços) dos animais catalogados podem estar correndo risco de extinção. As causas são as mais variadas, como mudança do clima, a destruição do habitat natural das várias espécies conhecidas, a poluição ambiental, o desmatamento de grandes biomas (como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica), a caça predatória e fatores outros (químicos, físicos e biológicos) que contribuem para reduzir a reprodução e apressar a extinção de muitas espécies.

Se fosse possível espremer até a última gota as florestas, as matas, a fauna e a humanidade inteira, se aumentaria enormemente o volume dos reservatórios de águas doce e salgada do mundo. Porque tudo isso resultaria, na média, em duas porções líquidas e apenas uma porção sólida de tudo que existe sobre a Terra.

Setenta por cento da superfície da terra é coberto pelas águas. Mais de sessenta por cento das árvores são constituídos de água. E os corpos humano e animal são compostos setenta por cento de líquidos. É água que causaria uma catástrofe de proporções colossais caso escapasse dos sólidos onde está retida.

Cada ser humano perde uma considerável porção de água todos os dias. A cada minuto. Essa água é eliminada através do trabalho constante do organismo. Diurese, dejeções, suores. Tudo é perda de líquido. Perda que deve ser reposta. Caso algum fenômeno orgânico acidental – diarréias ou vômitos, por exemplo – seja precipitado, o organismo perde o equilíbrio hídrico natural. Esse fenômeno, chamado desidratação, precisa ser corrigido imediatamente, sob pena de graves danos à saúde.

A água é indispensável como alimento humano e animal; e graças a ela as plantas germinam e crescem; muitas delas servindo como base da cadeia alimentar humana e animal. Por meio das enxurradas produzidas pelas chuvas, as águas carregam nutrientes para os vegetais e quando se abatem sistemicamente suavizam o clima do planeta.

Por tudo o que já se disse a respeito da função da água na ordem fisiológica dos organismos e no equilíbrio biológico da enorme massa viva que existe sobre a Terra, resulta de suma importância a conservação das fontes líquidas da superfície e da atmosfera do planeta. Conservação de volume e de qualidade. Principalmente de qualidade. A poluição do ecossistema aquático põe em risco a saúde da espécie humana. A contaminação dos mananciais que abastecem as casas do mundo inteiro trás perigo à saúde humana. A sujeira dos mares e oceanos causa transtornos ao ambiente e prejudica a economia, ameaçando a estabilidade social humana. Sujar as águas acaba por levar também sujeira ao ar, e dificultar a saúde das pessoas. Tudo, portanto, começa com as águas. Assim, a água é um elemento essencial à vida humana, animal e vegetal. Através dela a vida fenece ou se renova. É a via por onde são transportados os elementos que equilibram o organismo dos seres vivos e estabiliza a biologia do Planeta. É o caminho da vida.

                                                                                                                                            03.03.2007
-Transcorreu no dia 22 deste mes o Dia Mundial de Conservação da Água.

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