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NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 24 de março de 2011

       E DEPOIS DA CRISE DO JAPÃO?
  COMO SE COMPORTARÁ A ECONOMIA JAPONESA?  COMO REAGIRÁ O MUNDO DIANTE DO NOVO CENÁRIO?
QUEM SE BENEFICIARÁ NOS RASTRO DESSA CRISE?

   A crise japonesa ainda está longe de terminar e já se conjectura sobre o que virá depois dela.Tremores de terra se sucedem numa frequência tida como normal para um País posicionado nos contornos da chamado Cinturão de Fogo. Mas a instabilidade das instalações infraestruturais do Japão pós-terremoto/tsunami leva apreensão às pessoas que vêm observando os fenômenos ali ocorridos. Até os próprios japoneses já não estão assim tão seguros da estabilidade de suas construções, de suas estruturas tecnológicas e econômicas. Os estrangeiros que visitam o Japão a negócios ou passeio olham para tudo aquilo de soslaio. E os economistas, na sua infindável linguagem de tudo quererem explicar,  perguntam para onde vai o Japão após a crise. Alguns arriscam palpites futuristas extremamente consevadores segundo os quais as coisas vão se arrumando naturalmente, e tudo estará estabilizado num determinado espaço de tempo.
   Não é de se desprezar a apreensão sutilmente revelada por outras correntes de opinião dentro do pensamento dos economistas. As perguntas que se fazem é: o Japão continuará a ser um lugar seguro para se investir em grandes projetos industriais de tecnologia de ponta? A matriz energética do País - no caso, a nuclear - oferece segurança para um desenvolvimento sustentável? O País passou apenas por uma crise de grandes proporções e logo mais se arrumará, como aconteceu depois de ser alvejado por duas bombas atômicas no final da II Guerra Mundial? Ou entrou numa fase de instabilidade fisica que pode levar algum tempo para acabar?
  É dificil responder a qualquer dessas perguntas. Mas não é impossível supor que devido ao clima emocional criado com o volume dos problemas e as proporções da crise ainda vivida pelo Japão novas perspectivas se abrirão para a economia mundial. Investir no Japão pode passar as ser uma operação de risco! E ai, novas alternativas de financiamentos e desenvolvimentos serão pensadas. Os próprios capitalistas japoneses poderão pensar em investir com mais segurança em outros países. E nesse caso, os emergentes serão os mais beneficiados. Brasil no meio.
  Recursos naturais abundantes, como ferro e outros elementos indispensáveis ao processo de insdustrialização, mão-de-obra farta e menos onerosa que nos países ricos, terras em quantidade e qualidade privilegiadas, boas chances de financiamento de grandes projetos estruturadores, portos com boa estrutura e concentração de trabalhadores nas imediações dos prováveis projetos; aeroportos em fase de reformas e ampliação ( ou possíveis contruções) diante da programação de eventos como a Copa Mundial de Futebol e as Olimpíadas; potencial para ampliar a oferta de energia elétrica, e, mais importante, sem riscos de terremotos ou de tsunami. Essas são as credenciais do Brasil para se apresentar como virtual centro captador de grandes investimentos em projetos de tecnologia de ponta. Principalmente, o Nordeste, com boa  estrutura portuária e capacidade de ampliação de vias para atender demandas de escoamento de produtos industrializados de grande porte. Os portos de SUAPE (PE) e Pecém (CE), a ferrovia Transnordestina viabilizando a integração dos grandes portos em mar aberto e o deslocamento de grandes volumes de cargas, a transposição do São Francisco podendo oferta maior volume de água, novas escolas técnicas e novos campos universitários interiorizados, principalmente em Pernambuco, oferecendo maior quantidade e variedades de cursos  técnicos formando profissionais especializados que possam aos poucos atender a essa enorme demanda, tudo isso credencia o Brasil a ser alvo do empreendedor internacional ou japonês  que pretenda áreas estratégicas e seguras para instalação de seus parques industriais.
    Tudo isso é cojecturas. Mas pensar o futuro do Japão abalado por terremotos, tsunami, desastre nuclear e incertezas econômicas e populares também é exercício de conjectura. A economia japonesa sofreu grande abalo com o trremoto e o consequente tsunami, e os últimos episódios físicos e sociais registrados no Império do Sol Nascente indicam, com base em estimativas de órgãos internacionais de desenvolvimento que a retomada do crescimento japonês levará algum tempo. E com certeza o Japão sairá menos rico dessa crise. Já perdeu - com a redução drástica de suas exportações- algumas posições no ranking das nações mais ricas do mundo e a retomada do desenvolvimento do País mostrará sem dúvidas uma perda de posição nesse ranking. Será ultrapassado por países europeus. E isso, repita-se, beneficiará o Brasil. Que pode subir nessa escala de aferição econômica. Outros países latinoamericanos também podem se candidatar a receber esses prováveis investimentos. Mas uma população mais densa e variada, com vocação para o trabalho quando lhe é dada oportunida, como a brasileira, sem disputas internas ou tendências para guerrilhas como nos outros países do Continente são indicadores que favorecem o Brasil. Não precisa repetir porque o Nordeste é prioritário no Brasil; isso já foi dito acima com as devidas qualificações geográfica, infraestruturais e potencial econômico. Todos torcem pela recuperação do Japão. Civilização-espelho, milenar, exportador de bens duráveis e serviços, além de tecnologia de ponta e mão-de-obra técnica altamente especializada.
Mas o investidor quer segurança e vantagem para os seus investimentos, e isso  sem dúvidas ele poderá encontrar aqui no Brasil.

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