AINDA A DEVASTAÇÃO NO JAPÃO
Passados quatro dias do terremoto que provocou a tsunami devastadora que destruiu muitas cidades do Nordeste Japonês, as autoridades daquele País ainda não têm cifras definitivas da catástrofe. Até por, neste 4º dia, a terra continua tremendo em praticamente todo o Japão. E não há nada que possa indicar quando os abalam vão cessar. Abalos de grande magnitude, claro, porque terremotos são endêmicos no Japão.
No momento, a principal procupação das autoridades japonesas e mundiais reside na instabilidade de duas usinas nucleares localizadas no Nordeste do País. Informações oficiais acautelam a população, mas o mundo inteiro está alarmado com o que acontece no Japão. Ainda estão vivas na memória das pessoas as consequências dos acidentes ocorridos em usinas nucleares nos Estados Unidos e na Antiga União Soviética. Foram milhares de mortes imediatas ou em escala residual em virtude da radioatividade que vazou dessas usinas nucleares e continuo agindo no meio ambiente em várias países europeus, no caso do acidente de Chernobyl (Ucrânia). Rosemberg, o maior físico brasileiro e mais respeitado técnico pela comunidade científica mundial chama a atenção para o fato de se estar subestimando o vazamento de material radioativo nas usinas nucleares japonesas. Segundo ele, o "conhecimento que se tem dessa força da Natureza" ainda é insuficiente para se fazer afirmações taxativas sobre o que está e pode vir a acontecer no Japão. Tanto isso é verdade, que autoridades e cientistas da China e da Alemanha já falam em repensar o modelo de usina nuclear instalado em seus países.
No noticiário internacional de hoje, as agências procurarm atualizar seus dados sobre as consequências dos eventos sísmicos e deslocamentos de ondas gigantes registrados desde sexta-feira no Japão. Em praias do Nordeste do Japonês foram encontrados mais de 2 mil corpos; o número de mortos já pode passar de 10 mil e o de desaparecidos se contam às dezenas de milhares. A crise do Japão se acentua a cada dia, havendo, inclusive em Toquio, racionamento de cosbustível, alimentos e água. Nas regiões mais afetadas, essas coisas já se esgotaram. Um País rico tem parte do seu povo com fome, com frio e sem condições de abrigo adequado para todas as vítimas. O racionamento de energia elétrica já começou hoje, também na Capital. Um quarto da energia elétrica do Japão tem origem nas usinas Nucleares, agora sob rigorosa observação depois do terremoto. E as outras fontes de energia também não podem ajudar muito, pois as linhas de transmissão - interligadas - foram duramente afetadas pela tsunami em todo o País e praticamente destruídas nas partes mais afetadas pela catástrofe.
A infratrutura dessas regiões mais afetadas não existe mais. Em Sendai, o aeroporto foi totalmente destuído pela tsunami, e a parte mais litorânea talvez nunca seja reconstruída. Mas de 500 bilhões de dólares é o que projetam as autoridades japonesas e órgãos da ONU para a reconstrução do País dos Samurais. A terra tremeu, liberou do fundo do mar energia superior a de dezenas de bombas atômicas, provocando ondas gigantes que em chegando ao continente atingiam velocidade de até 800 quilómetros (velocidade de um avião comercial a jato). Passando perto de fontes energéticas, ou fazendo reagir as fontes de energia domésticas, a tsunami provocou incêndios em larga escala que destruíram casas, campos e indústrias. Essa combinação de água e fogo, nas proporções e na forma como aconteceu no Japão, cria novas situações para as quais certamente as autoridades mundiais ainda não contam com manuais capazes de prevê-las e combatê-las.

Nenhum comentário:
Postar um comentário