A EUROPA MERGULHADA EM CRISE
Num continente onde até tempos recentes as questões entre os
países se resolviam com as invasões pelos esquadrões de cavalaria ou a boca do
canhão, a Europa atual, da União Europeia e do euro, mudou muito. Em alguns
casos, mudou para pior. Nações pobres, como a Grécia e a Ucrânia, ficaram mais
pobres ao adotarem a moeda única. E países desenvolvidos, como a Itália, parecem
terem perdido o rumo. E que dizer de nações em processo de desenvolvimento
econômico, que passaram por crises políticas e estiveram sujeitas a regimes ditatorias,
casos da Espanha e de Portugal?
A União Europeia chegou para “Harmonizar os países do
Continente” e o euro para “Unificar procedimentos econômicos e financeiros”. Porém, as diferenças culturais de cada país
não foram levadas em conta. O resultado de tudo isso é um caldo cultural que
não se mistura. O Banco Central Europeu não tem o volume de dinheiro que seria
necessário para sanar os problemas financeiros das nações do grupo. Entra em
ação o FMI, fator de desgaste para todos os países que precisaram dele. E ai,
como fica?
Fica que a coisa parece estar sendo empurrada com a barriga.
Cada providência adotada pelas autoridades europeias da região do euro aprofunda
o fosso que existe entre os vários países do bloco europeu. A má gestão
econômica, a corrupção e a vaidade dos líderes partidários se juntam ao
caldeirão político-institucional da União Europeia. Democracias
parlamentaristas, as nações europeias passam por momentos de crises cíclicas. À
exceção da Inglaterra, onde existe um parlamentarismo verdadeiro no qual o
primeiro ministro é quem manda de fato, ficando a rainha como simples mestre de
cerimônia (até os discursos da rainha são escritos pelo primeiro-ministro), as
outras nações, como França e Itália, por exemplo, possuem um sistema híbrido de
governo. Em muitos casos, na França, o presidente atuou como chefe de governo,
quando ele é apenas um chefe-de-Estado. Isso
dificulta a condução dos negócios e a tranquilidade interna do País.
Nicolas Sarcozy, no momento sufocando o primeiro-ministro, é um bom exemplo
disso. Experts em políticas, antevendo o fracasso da União Europeia, já pregam
a extinção do euro como medida para evitar o agravamento da crise europeia.
Será?
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