NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


    A  EUROPA  MERGULHADA  EM CRISE

Num continente onde até tempos recentes as questões entre os países se resolviam com as invasões pelos esquadrões de cavalaria ou a boca do canhão, a Europa atual, da União Europeia e do euro, mudou muito. Em alguns casos, mudou para pior. Nações pobres, como a Grécia e a Ucrânia, ficaram mais pobres ao adotarem a moeda única. E países desenvolvidos, como a Itália, parecem terem perdido o rumo. E que dizer de nações em processo de desenvolvimento econômico, que passaram por crises políticas e estiveram sujeitas a regimes ditatorias, casos da Espanha e de Portugal?

A União Europeia chegou para “Harmonizar os países do Continente” e o euro para “Unificar procedimentos econômicos e financeiros”.  Porém, as diferenças culturais de cada país não foram levadas em conta. O resultado de tudo isso é um caldo cultural que não se mistura. O Banco Central Europeu não tem o volume de dinheiro que seria necessário para sanar os problemas financeiros das nações do grupo. Entra em ação o FMI, fator de desgaste para todos os países que precisaram dele. E ai, como fica?

Fica que a coisa parece estar sendo empurrada com a barriga. Cada providência adotada pelas autoridades europeias da região do euro aprofunda o fosso que existe entre os vários países do bloco europeu. A má gestão econômica, a corrupção e a vaidade dos líderes partidários se juntam ao caldeirão político-institucional da União Europeia. Democracias parlamentaristas, as nações europeias passam por momentos de crises cíclicas. À exceção da Inglaterra, onde existe um parlamentarismo verdadeiro no qual o primeiro ministro é quem manda de fato, ficando a rainha como simples mestre de cerimônia (até os discursos da rainha são escritos pelo primeiro-ministro), as outras nações, como França e Itália, por exemplo, possuem um sistema híbrido de governo. Em muitos casos, na França, o presidente atuou como chefe de governo, quando ele é apenas um chefe-de-Estado. Isso  dificulta a condução dos negócios e a tranquilidade interna do País. Nicolas Sarcozy, no momento sufocando o primeiro-ministro, é um bom exemplo disso. Experts em políticas, antevendo o fracasso da União Europeia, já pregam a extinção do euro como medida para evitar o agravamento da crise europeia. Será?


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