HAVERÁ FORMAS DE VIDA DIFERENTES?
Sondas espaciais buscam sinais de vida em outros mundos; potentes telescópios varrem o universo em busca de sinais que nos digam que não estamos sozinhos nessa imensidão de espaço. A ciência astronômica já descobriu planetas semelhantes a Terra. E até planetas que orbitam em torno de duas estrelas na vastidão do espaço visível pelos instrumentos atualmente disponíveis pela ciência. A busca por vida fora da Terra é o sonho de uma raça que se sente só, perdida no Universo. A questão não é encontrar um planeta que seja semelhante a Terra, mas que seja igual a ela. Isto é: possua as mesmas características físicas, químicas e biológicas e esteja a igual distância de sua estrela como a Terra está do Sol. Essa é a condição indispensável para existir vida sobre a face de um planeta. Existe esse planeta fora da Terra? A vida nesse (s) planeta (s) é idêntica a que é encontrada sobre a superfície da Terra? A resposta a essas perguntas é extremamente complicada.
A Natureza foi pródiga em dotar a Terra de condições propícias à vida. Os cientistas e os curiosos ficam observando o espaço e indagando como pode esse grão de areia perdido no Universo que até onde foi visualizado possui 10 bilhões de estrelas só na Constelação da Via Láctea, essa Galáxia onde vivemos, e mais de 200 bilhões de galáxias possíveis por determinação de cálculos matemáticos. E a maioria deles não acredita que só a Terra possa ser habitada. As conjecturas vão ao ponto de se pensar que poderão existir outras formas de vida diferentes da humana. Alguns mais radicais afirmam que isso não seria vida. E o que seria? A superfície da Terra mostra exemplos que podem ser tomados como comparativos. O formato da cabeça e a cor da pele dos vários povos espalhados por diversos Continentes se diversificam em função das pressões atmosféricas, da latitude e longitude do espaço onde nascem e vivem esses seres humanos. Analogamente, em outros planetas iguais a Terra poderá haver formas de vida enquadradas por dimensões cósmicas variadas. Um ser minúsculo ou um gigante, uma forma diferente de se deslocar, modos diversos de se nutrir e se comunicar e outras ponderabilidades científicas pertinentes ao tipo de ambiente em que foram gestados.
Difícil vai ser conhecermos as peculiaridades desses possíveis seres extraterrestres e seus ambientes em algum tempo por vir. Entre nós, temos observação direta e cálculos matemáticos. Por exemplo, a Terra tem cerca de três milhões de espécies vivas conhecidas. Nossa Constelação existirá por mais de 15 bilhões de anos. Filha dela, a Terra tem uma vida útil estimada em 7 bilhões de anos, dos quais já viveu 4.2 bilhões de anos, restando portanto 2.8 bilhões de anos. A vida humana é relativamente recente; as espécies de hominídeos (nossos ancestrais mais diretos) conhecidas datam de aproximadamente 3.6 a 4.5 milhões de anos. Bem aquém dos animais gigantes (dinossauros) que habitaram a Terra há mais de 120 milhões de anos. As condições especiais em que a vida de seres superiores apareceu na Terra, pelo inusitado das diferenças de espaçamento de tempo, indicam que da mesma forma como chegaram desaparecerão. Isto nos instiga a pensar que condições climáticas influenciarão na redução gradativa dos seres humanos. Essas condições terão origem direta na própria natureza e também serão deflagradas pelas ações humanas. Seja lá como for, a exemplo do que aconteceu durante as várias eras que assistiram o aparecimento da vida sobre a Terra, o tempo entre a extinção da raça humana e a transformação do Planeta num corpo morto, deserto, sem vida (como, por exemplo, a Lua) será bastante longo.
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