NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

        O   ASSASSINATO DE ELOÁ
LINDEMBERG ESTÁ SENDO JULGADO

A violência tem sido um denominador comum na sociedade brasileira nessas últimas décadas. Crimes hediondos e premeditados  têm  abalado a família brasileira de todas as regiões. Um aparato policial ainda ineficiente, um Judiciário lento  e muitas vezes preso aos interesses pessoas dos dos seus integrantes togados e um legislativo que faz leis pensando no que poderá acontecer com seus legisladores mais adiante. Tudo isso vem tirando o caráter republicano das instituições nacionais e transformando o Brasil num “País sem regras”,  como já afirmou há pouco a presidente da República.  Mas a sociedade moderna peca pelos desafios que criou com suas reformas  estruturais profundas, rejeitando as normas tradicionais e introduzindo concepções  políticas e filosóficas  que privilegiaram a liberdade sem atentar para a questão fundamental da responsabilidade. O crime, brutal, momentâneo ou organizado  não é um privilégio do Brasil.

Assistimos no momento o julgamento, em  Santo André, no ABC Paulista, do caso do assassinato da jovem  Eloá Pimentel  pelo ex-namorado  Lindemberg  Alves . Não faz muito, um jovem rejeitado pela família e visto com reservas pelos colegas de escola, matou a professora, alguns alunos e teria “se suicidado” num estabelecimento de ensino fluminense. Lindemberg  parece um tipo igualmente perigoso, frio e calculista. Teve o sangue frio de manter por cinco dias reféns suas,  Eloá e sua amiga Nayara Rodrigues, além de dois outros amigos de Eloá, citando-se aqui o Iago Oliveira. Os rapazes foram libertados  horas depois que Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá. O motivo da ação covarde de Lindemberg, 25 anos, teria sido sua insatisfação pelo rompimento da relação do casal. Eloá tinha 16 anos.

O que impressiona é a postura da advogada de Lindemberg. Indo contra todas as evidências de espírito  truculento , frio e calculista do matador de Eloá – que se manteve calado até este momento que antecedo o 2º dia de julgamento, a advogada põe a culpa na “ação da imprensa” e “nos métodos utilizados pela polícia” para invadir o espaço onde a moça era mantida refém. A advogada chega a afirmar diante das câmeras que “Lindemberg  é um menino bom, afetuoso” . Essa elegia ao crime, aliada ao clima de impunidade que impera neste País, tem sido responsável pela exacerbação de monstruosidades contidas na mente deste e de outros criminosos. O embate entre a promotoria e a defesa promete lances sensacionais, mas a sociedade está vigilante e aguarda um desfecho  positivo do julgamento, isto é, a condenação do réu. T












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