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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

   A  INSURGÊNCIA  SE  GLOBALIZOU
Insurgências nos países do Oriente Médio, da África do Norte e outras regiões do Planeta foram batizadas de Primavera Árabe. A denominação, apesar de bastante genérica, ignora, contudo, a fase delicada por que passa a Humanidade neste momento de sua história. O blog já analisou a questão em postagens anteriores, e a observou sob as diversas óticas críticas de natureza politica e ideológica. O tema é recorrente, e a cada dia um elemento novo se junta ao turbilhão de coisas que agita a superfície nada quieta desse mar imenso que são as emoções exacerbadas de grupos ideológicos e os interesses sempre conflitantes dos líderes das grandes potências ocidentais. Insurgência é um termo que se vai generalizando, incorporando ações e intenções de povos diversos em nações de culturas mais diferenciadas entre si, atingindo todos os Continentes. O Iêmen, o Egito, a Síria, a Líbia, entre outros, são exemplos de países cuja população pegou em armas, destituiu ou ainda tenta destituir os governantes de sucessão tribal ou assemelhada. Esses governantes tentam se perpetuar no poder usando estratagemas políticos que validam suas gestões ditatoriais, muitas vezes cruéis e sanguinolentas.

Mas a Primavera Árabe é um movimento que teve início bem mais lá atrás. A guerra do Afeganistão já vem de décadas, quando a antiga União Soviética, conscientizando-se de que jamais venceria as tribos locais, deixou o País asiático e por assim dizer entregou o comando das ações militares aos norte-americanos. As tropas dos Estados Unidos se juntaram aos seus aliados europeus, e neste momento, vivendo o mesmo impasse que perdurou nos últimos anos da presença soviética ali, buscam através de conversações uma saída honrosa para uma guerra onde se luta conra um inimigo oculto escondido nos recônditos do deserto, bem armado, fanático e por isso mesmo perigoso. Na Primavera Árabe a serpente de muitas faces criada pelas potências ocidentais rasteja pelos desertos da Ásia e da África, e inocula seu veneno naqueles que a alimentaram e agora não têm mais controle sobre ela.

Na verdade, a Primavera Árabe é um efeito colateral, adverso, das políticas de dominação praticadas pelos líderes ocidentais contra povos produtores de petróleo e donos de espaços marítimos – mares e estreitos - por onde o óleo é escoado para mover a engrenagem industrial ocidental. Foram as potências ocidentais que colocaram no poder, e sustentaram por décadas, os ditadores que caíram diante dos levantes populares e os que ainda vão cair. A loucura dos líderes ocidentais não tem tamanho. Tentam agora, através de ardis, conservar seu poder na região sustentando ditadores que derrubaram outros ditadores, ou influenciando os grupos que lutam por liberdade; os insurgentes foram armados pelas potências ocidentais; e agora miram os que os armaram. Essa insurgência se globalizou, e até mesmo nos Estados Unidos grupos de intelectuais comandam movimentos de ocupação de áreas financeiras; não bastassem as reações dos povos europeus às medidas de imposições de regras que só beneficiam os mais ricos.

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