As redes sociais têm prestado inestimáveis
serviços à causa da paz mundial. Muitas das atrocidades praticadas pelos
ditadores depostos pela chamada Primavera Árabe só se tornaram
conhecidas do público ocidental devido ao trabalho corajoso de internautas que
enfrentaram a censura local e enviara imagens e notícias sobre o que estava
acontecendo por aquelas bandas. A imprensa é controlada pelos governos da
região, e a censura à imprensa ocidental, de tão feroz, tem causado a a prisão
de muitas jornalistas estrangeiros; quando não são torturados e até mortos.
Verdade que há nesse mar revolto do Oriente Médio muita gente a serviço de
causas nem sempre nobres. A paixão ideológica, ou o simples desejo de “agitar”
o momento delicado por que passa o mundo árabe tem produzido notícias e até
imagens tendenciosas tanto por parte da internet quanto da parte de outras mídias, incluindo ai,
principalmente, a grande imprensa. Interesses econômicos, políticos e
ideológicos turvam o quadro de notícias
que vem da rica região produtora de petróleo. E ai está o nome – ou o xis do
problema: petróleo.
O Ocidente, tanto quanto o mundo
árabe, muitas vezes deturpam a realidade dos fatos. E essa certeza faz com que
não só o noticiário da imprensa, mas também as mensagens via internet não possam ser confirmados. De qualquer
forma, a internet, controlada em todos os países daquela região, tem sido a
única fonte de informação sobre a ação devastadora das tropas oficiais dos
ditadores ainda no poder, como é o caso de Bashar al-Assad, da Síria. Verdade que ocorre ali
uma guerra surda entre o poder e as intenções dos governantes. Uns são títeres
das potências econômicas ocidentais, embora posem de “salvadores da pátria”; outros, só querem auferir o lucro que o poder
proporciona, pouco se importando com o que de fato ocorre com as populações
privadas de habitação digna, transporte decente ou de um quadro alimentar
minimante aceito. O desemprego e a fome rondam
quase todos os países árabes, embora o rico petróleo faça a alegria dos
líderes da região.
Finalmente, é notório o espírito
de insurgência que se alastra por todos os continentes, Os motivos são os mais diversos possíveis,
dependendo da região ou continente. Mas no fundo, detecta-se uma insatisfação generalizada com o sistema
econômico globalizado que oprime os trabalhadores. Para onde estamos
caminhando, só o futuro dirá. Mas é importante que fiquemos vigilantes e possamos utilizar os meios de comunicação
disponível em cada momento para denunciar essa arrancada escravagista de um
sistema falido que insiste em se manter
no comando.
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