NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

sábado, 7 de setembro de 2013

                                   7 DE SETEMBRO

Há 126 anos, segundo os compêndios de história,o imperador  Pedro II proclamou a independência do Brasil. No espaço de tempo decorrido de lá até hoje, muitas transformações ocorreram no País. Um ano depois da proclamação da independência, Pedro II perde o trono, destituído pelos militares. Nasce a República. O regime republicano trouxe algum progresso ao País. Mas esse progresso não foi acompanhado da melhoria das condições de vida do povo brasileiro. As enermes potencialidades naturais em termos de flora, fauna e condições minerais e rios do País não foram aproveitadas em favor do progresso social. A relação de poder existente durarante a monarquia, quando uma oligarquia instituida e protegida pelo império detinha todo o poder econômico, e portanto, o mando social, se repetiu na República. Os instrumentos de perversão do período escravrocata passaram para as mãos da oligarquia republicana, traduzidos sobretudo pelo latifúndio dos coronéis da cana-de-açúcar e do cacau no Nordeste e do café e do leite no Sudeste e Sul. O desmantelamento desses instrumentos de tortura moral e física só foi possível nas últimas décadas. E assim mesmo de forma parcial. Ainda nas quatro décadas iniciais  do Século XX, usineiros usavam métodos de tortura para calar os que ousavam protestar contas os baixos salários ou a repressão perversa. Na área do cacau, coronéis eram senhores absolutos, decidindo por delegados, juizes ou prefeitos o que deveria ser feito para "manter a ordem social". Os fazendeiros de todas as regiões não tiravam por menos. Nos engenhos, a caderneta mantinha o trabalhador preso ao barracão, e portanto ao patrão.
Pouco há o que comemorar nesse 7 de Setembro. Mas há, impulsionadas por ventos vindos de outras partes do mundo, demandas sociais colocadas pela população cansada de tanto atraso. Separando o joio do trigo, as manifestações que vêm ocorrendo em todo o País. O povo nas ruas clama por melhores condições de vida. Reivindica educação de qualidade, saúde de ponta acessível a todos as camadas da população, transporte público de passageiros e mobilidade urbana dando condições de vida dignas ao brasileiro; segurança para as pessoas e trabalho e renda digna para os cidadãos, só para citar os itens mais importantes. O Grito do Ipiranga, se houve de fato, resultou no atual Grito dos Excluidos dos serviços públicos essenciais para os quais cada um contribui com o pagamento de impostos, aliás, diga-se em verdade, impostos pesados, mal usados pelos donos do poder e que acabam escapando pelos ralos da corrupção do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Frear as ações deletérias de mascarados, quase sempre a serviço de interesses partidários ou de grupos de poder econômico, mas manter essa pressão sobre os donos do Poder, a fim de que, em anos mais promissores de um futuro não muito distante, possamos ter o orgulho de comemorar um País independente, que trate melhor seus professores, médicos e trabalhadores em geral. Tudo dentro da ordem, porque a maior arma do brasileiro está na sua capacidade de tomar decisões: o voto.

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