NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 24 de setembro de 2013


       VAMOS  ESCUTAR  AS ROSAS
Dizem que as rosas falam... Não sei o que elas dizem. Talvez,  ao espetar com seus espinhos  quem as colhe no campo ou nos canteiros, as rosas estejam protestando contra a invasão de sua sublime missão de embelezar e perfumar o ambiente. Elas reclamam  com certeza da inversão da lógica natural de sua natureza praticada pelas ações humanas. Homens injustos, violentos, egoístas que maculam as rosas alterando suas cores, e transformando sua essência. A rosa, como as outras flores, acabam punindo o homem por a banalizarem, pois estão sempre  presentes nas suas vidas confundindo-o na  alegria do batizado, do casamento, dos presentes e também na morte.
Abro o jornal, só disputas, sofrimento, mágoas. Aqui, a criança morreu soterrada no deslizamento da barreira acima de sua casa lá num morro. Ali, faltam médicos, dentistas e medicamentos nos postos de saúde, nas policlínicas e hospitais públicos. E os conselhos regionais de medicina, sob pretexto de valorizar  o profissional, boicotam a contratação de médicos estrangeiros. Privilegiam a morte de crianças, idosos e pessoas vulneráveis. Na outra página, com farta documentação fotográfica, mulher vende filhinha de dois anos por 2 mil e 300 reais mais um notebook. As manchetes são desesperadoras. Chuvas e enchentes destroem moradias de pessoas simples que já foram desalojadas de suas casas em eventos anteriores idênticos. Essas pessoas moram em áreas de risco, que deveriam ser ocupadas por florestas  e abrigando rios e riachos que o desmatamento não programado vai reduzindo sua vazão natural. Interessante é que quando ocorre um incidente desses as autoridades constituídas vêm a público  informar que as obras para evitar novos danos serão iniciadas em pouco tempo.
Drogas, estupros, violência em família. Transporte de massa precário, escolas mal equipadas, professores ganhando uma miséria de salário e governadores e prefeitos se queixando que não têm condições para pagar o piso salarial da classe, muito menos aceitar o aumento previsto em lei. Mas tem dinheiro para fazerem festas, patrocinarem eventos muitas vezes desnecessários, aumentar seus próprios salários e dos deputados e vereadores, pagarem viagens “de trabalho” durante as quais  senadores, deputados e vereadores fazem farras com o dinheiro público. Copa do mundo, ódio racial, demagogia de lideranças comunitárias, seca, morte, miséria... Se o mundo fosse um trem eu pediria parada para descer.  A realidade é cruel.
É melhor ouvir as rosas...

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