O MENINO, O ENGENHO E O MAR
Céu, mar, matas, rios.
caatinga; canaviais, bois.
Pássaros, cavalos,
capivaras, guarás, onças.
Seca, pasto esturricado, rebanho, mortes.
Chuvas, novo alento,
a vegetação luxuria.
Calor, frio, dualidade que se repete.
Sertão, agreste,
mata, litoral.
A praia a se
estreitar lá no horizonte visual
Conluio com a
Natureza a um só tempo pródiga e brava.
E nessa promiscuidade
com ambiente
Iodo, sódio, ozônio e
outros elementos vitais penetram meu organismo.
A areia branca reflete os raios solares
Que revigoram minha pele
Ou a queimam.
E na sua vastidão o mar me atrai, me seduz.
Ondas, burburinho, espuma, sons plangentes.
Sereias me chamam com seu estranho cantar
O rio corre serpenteando o vale.
O engenho já é visível lá na colina.
Destino de uma alma inquieta
Ou opção de um viajante estelar.
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