NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013


                   IRMÃO É TODO DIA
Interessante como o capitalismo tem a capacidade de ir  aos poucos destruindo a personalidade das pessoas. Sentimentos que ainda sacodem as emoções do ser humano vão sendo destroçados pela sana da ganância sem limites. Depois de desumanizadas, as pessoas transformadas  em meros robôs consumistas, se tornam presas fáceis  do comércio voraz por lucro em  cada evento dessa natureza. A sociedade, submissa como a boiada que caminha para o matadouro, de há muito já perdeu a noção de grandeza dos sentimentos humanos. Não precisa sentir, basta demonstrar que sente. E nessa coisa fria, desprovida de emoções e muitas veze cercada  de interesses quase sempre inconfessáveis o ser humano afunda no lodaçal da conveniência. Os valores humanos vão ficando  no passado. Restam as aparências. Este comentário vem a propósito do que se comemora no dia de hoje. Dia do Irmão. Como se os laços de família, a solidariedade entre os parentes, principalmente entre os irmãos, fosse algo tão vago que só se pronuncia num dia do ano.
Sou do tempo em que a família era o esteio da sociedade. Quando os irmãos se abraçavam todos os dias no encontro de ida e volta do trabalho. Era um abraço carinhoso, um desejando sinceramente êxito ao outro. Bem diferente desse clima de competição no seio da família que nos restou. Hoje, os irmãos competem por uma pretendente a namorada, põem casca de banana no caminho do outro para que ele não seja ultrapassado em questões de emprego, amor ou reconhecimento social. A sociedade em que nasci e me criei se alicerçava numa família unida no trabalho, solidária na dor e festiva para homenagear um que se destacasse na cena social. Havia um pai, centro e referência da prole, uma mãe dedicada no trabalho de criar e educar os filhos, que eram irmãos no amor e na esperança por dias melhores para todos eles,  e todo um segmento de parentes e aderentes que seguiam normas éticas e princípios que caracterizavam o grupo familiar. Nesta data não dou presente aos meus irmãos nem os recebo  deles, porque o maior presente que nos damos é a visita fraterna, o respeito e a lembrança dos dias em que vivemos no convívio de uma família cujos membros na sua maioria já se foram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário