NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


TERCEIRA IDADE E CIDADANIA
Na semana dedicada ao idoso, muito discurso e poucos resultados. Chegar à terceira idade  é um fato preocupante para um País  cuja população já passou dos 200 milhões de habitantes e envelhece na razão inversa dos nascimentos. Os avanços da ciência – medicina na ponta,  alongaram os anos de vida do brasileiro. Paritariamente com esse avanço, acelerou-se a incidência das  doenças crônicas e degenerativas, que agora chegam mais cedo. O diabete, a hipertensão arterial, a obesidade, as doenças cardiovasculares  e o câncer  vitimam milhões de pessoas idosas  no Brasil. E infelizmente, faltam no País  condições infra estruturais para atender a enorme demanda da população que envelhece. As atenções básicas à saúde do idoso só existem no discurso. Os postos de saúde são poucos, ficam a grandes distâncias das casas dos idosos, faltam neles médicos, equipamentos simples e medicamentos. O Programa de Saúde da Família (PSF), uma importante  conquista social, não tem estrutura para lidar com os problemas da terceira idade, e em muitos municípios é mero instrumento de fazer política nas mãos dos prefeitos. O transporte público de passageiros não contempla as pessoas da terceira idade. O tratamento dispensado aos idosos pelos operadores dos ônibus é desrespeitoso e atenta contra a sua segurança física.  As calçadas, no centro das cidades e nos subúrbios, são uma constante ameaça aos idosos, que já não enxergam  bem os buracos do piso, os galhos de árvores que invadem o passeio, as barracas ao longo do mesmo, os postes no meio do caminho, só para citar alguns inconvenientes.
        Hoje, os idosos se aposentam um pouco mais tarde do que em décadas anteriores, sofrem nas filas dos bancos para receberem suas aposentadorias defasadas em relação aos que estão na ativa, e ainda carregam o ônus de na grande maioria dos lares brasileiros serem os responsáveis pelo pagamento das contas e despesas gerais  da família. A moradia de grande parte dos idosos é inadequada às  condições físicas, psicológicas e sanitária dos mesmos. Uma parcela considerável deles mora em morros, está sujeita ao uso de escadarias para ter acesso às suas casas. Nos hospitais, para onde são encaminhados pelos postos de saúde, descobrem que o atendimento preferencial é apenas um cartaz na parede dos ambulatórios ou na recepção.  Envelhecer no Brasil é uma proeza difícil e ariscada. Os idosos, que dedicaram sua juventude e todo o “período útil” (sic) de suas vidas ao trabalho para desenvolver o País, são maltratados por uma justiça injusta,  vão perdendo direitos adquiridos por lei, são obrigados a continuar pagando  previdência social e são ainda surrupiados  pelo leão do IR. Filas, deboches, perda do poder aquisitivo, descaso,  tudo isso leva o idoso  a ter menos autoestima e a duvidar dessa  coisa chamada cidadania.

Nenhum comentário:

Postar um comentário