O MUNDO EM CRISE * INSURGÊNCIAS É A PALAVRA DA VEZ * NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PLANETA OS HOMENS FORAM MAIS INSANOS.
A primavera política e social dos idos das revoluções espanholas e portuguesas do século XX se transformou na Aurora democrática dos tempos modernos? Pelo menos é o que se infere do noticiaria das mídias disponíveis ao público. Estamos mesmo assistindo ao fim dos regimes ditatoriais, das oligarquias que predominam há séculos em várias partes do mundo? A resposta é uma grande interrogação. Principalmente, no Oriente Médio e em outras partes da Ásia, na África do Norte e em outras partes do mundo as populações exploradas, sem trabalho, sem moradia digna, sem assistência médica, sem acesso à educação se revoltam contra esse estado de coisas e lutam nas ruas para conseguirem mais espaço na sociedade dominada por ricos descendestes das elites seculares, participarem das decisões que envolvem seus interesses, suas vidas. Não é fácil mudar culturas seculares de sucessão familiar de poder; em alguns países do Oriente Médio e África a religião predomina ditando normas, fazendo as leis. A teocracia é um costume que pode estar chegando ao fim naquelas regiões desérticas ou, inversamente, se fortificando e consolidando suas raízes. O Ocidente erra na medida em que interfere nas questões internas desses países, desrespeita a soberania dessas nações e nega o princípio segundo o qual cada povo é que determina que tipo de governo quer para seus países.

Satélites artificiais - espiões do espaço (foto: Reuters)
Invade-se a cultura de povos seculares, desrespeita-se seus símbolos étnicos e suas vocações religiosas. Tentar impor princípios religiosos a povos de cultura e fé diferentes é uma atitude que já não deu certo no passado, e certamente também não dará agora. As Cruzadas foram um triste exemplo dessa loucura humana. Hoje, as armas são mais poderosas, operam destruição em massa e atingem distâncias inimagináveis. Assim como os ditadores de lá foram mantidos no poder por tantos anos, financiados pelas potências ocidentais na intenção de controlar o fluxo do petróleo, os novos dirigentes que emergem desses levantes não tardarão a identificar a natureza da luta, e ai cresce a interrogação sobre o futuro da humanidade. Não esquecer que em plena Europa, na Ilha da Madeira, um presidente está no poder há mais de trinta anos. Serve aos interesses do capitalismo ocidental.

Mísseis teleguiados são lançados de barco de guera norte-americanos (foto: Wikipédia)
A Europa inteira está em crise.O caso de lá não é o fenômeno da insurgência identificado no Oriente Médio e Áfriaca do norte. Mas faz parte de um mesmo contexto político e social. É um movimento contra as garras do capitalismo cujo modelo de economia parece esgotado, e não se vislumbrous ainda uma alternativa ideológica, alguma estrutura política e social que possa substituir o velho sistema. Bancos falidos em todos os países europeus, governos tentando recapitalizá-los; indúsrias vitais para o desenvolvimento dos países falindo, trabalhadores nas ruas de praticamente todos os países europeus protestando contra a perda dos seus empregos ou redução dos seus salários. A crise europeia contamina a economia dos Estados Unidos, e, num círculo vicioso de difícil ruptura, os norte-americanos também acabam influenciando a crise do Velho Continente, fazendo-a piorar. Isso rebate na Ásia, principalmente no Japão ainda não totalmente recuperado de um terremoto seguido de tusunami, e acaba respingando em todos os continentes, prejudicando sobretudo as economias emergentes como a do Brasil.

Uma bomba atômica das que foram utilizadas para bombadear o Japão na II Guerra Mundial
A China aparece como fiel da balança. A continuidade dos níveis de desenvolvimento da China é que segurará a tênue estabilidade das economias emergentes, como Índia e Russia. Se a China desacelerar sua economia a crise mundial se agravará e levará o desespero a todas as partes do mundo, incluse os Estados Unidos e a União Européia da zona do euro.


Sequência de fotos de uma explosão nuclear (imagems Google). A explosão de uma bomba sobre uma cidade destrói os seres vivos em um perímetros de vários quilómetros, destroça as construções e contamina com radiação por muitos anos extensas áreas em volta do ponto em que a bomba explodiu.
Há poucos anos era impensável a hipótese de que a China e o Brasil pudessem ajudar na recuperação da economia europeia e norte-americana. Mas hoje isso é uma realidade indiscutível. Brasil e China deverão injetar recursos nas economias dos países em crise da Europa, dos Estados Unidos e do Japão. Essas ações estão dependendo de respostas desses países, abrindo mais ainda suas economias e garantindo o repasse de recursos discutido entre as várias lideranças dos países ricos e as da China e do Brasil.
As convulsões sociais ora registradas em áreas remotas do Planeta podem ter duas expicações diferentes, que acabam se completando. Os esforços ansiosos dos países ricos para assegurar as rotas de escoamento do petróleo que aciona suas economias levam as lideranças desses países, em atitudes insanas, a exercerem pressão sobre os países das áreas produtoras de petróleo. Por outro lado, buscando mudar os métodos de intervenção nessas áreas de produção do ouro negro, as potências ocidentais insuflam a luta popular contra os regimes ditatoriais que elas mesmas colocaram no poder, financiando os líderes desses regimes de exceção, fornecendo , munições e rações de campanha aos insurgentes. A questão é saber qual será a conduta política dessas novas lideranças que estão sendo alçadas ao poder com a ajuda das potências ocidentais quando puderem se pronunciar sobre o que realmete querem e como vão fazer para conseguirem seus objetivos.
A luta dos palestinos para se afirmarem como povo oficialmente reconhecido pelos órgãos internacionais de cooperação e normatização, como ONU e outras organizações mundiais, esbarra na atitude israelense de exigir que primeiro os palestinos reconheçam o Estado Judeu. Israel, com sua cultura milenar, está encravado no meio de povos de formação muçulmana. Pior: há um embate algo inconciliável: Torá X Alcorão. E nessa polarização ideológica reside a maior dificuldade para se encontrar uma saída para a crise entre esses dois países. Para compicar, os países árabes foram desunidos pela própria religião, que os dividiu em facções patidárias, e brigam entre si, enfraquecendo sua capacidade de luta e de apoio aos palestinos. Os Estados Unidos e outras potências ocidentais põem lenha nessa fugueira das vaidades e das paixões que arde há séculos naquela região.
Índia e Paquistão, povos irmãos de sangue divididos pela religião, possuem armas nucleares. A Índia é uma democracia estável, seguindo modelos ocidentais. Já o Paquistão é um arremedo de democracia e ditadura teocrática, correndo o risco de a qualquer momento cair nas mãos de grupos radicais que se tornarão extremament perigosos de posse de armas atômicas. Alí pertinho, o Afeganistão é um caldeirão a arder sob o calor reinante no deserto no verão e as paixões de um povo secularmente oprimido, e por isso explorado por grupos extremistas que indevidamente os manipulam.
O fenômeno da insurgência vai se evidenciando em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos não é propriamente insugência, mas grupos organizados que se vão adensando a cada instante protestam nas ruas das grandes cidades ameiracanas contra o sistema capitalista. Ora, a meca do capitalismo já enfrenta protestos de rua, realizados por vários estratos da sociedade americana, e esses protestos se somam aos que são realizados pelos trabalhadores europeus.
Para onde caminha a Humanidade?
Terra em transe, diria nosso planteado cineasta Glauber Rocha. Catarse , de consequências imprevisíveis, seria uma definição mais apropriada para esse momento. Foguetes teleguiados, satélites artificiais que espionam a tudo e atodos lá das alturas, armas químicas, bombas atômicas, um arsenal de destruição está nas mãos de líderes de regimes democráticos ou de dirigentes de regimes de exceção. Um disparo de foguete, e uma bomba nuclear pode levar destruição e mortes a qualquer país atacado. Haverá resposta? Em muitos caso, sim. E ai reside o perigo de uma disseminação de bombardeios estratégicos, de fomento a um estado de guerra geral e não declarado, um caos generalizado, de consequências imprevisiveis para a estabilidade da raça humana.
Deus tenha piedade das suas criaturas!
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