NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

                                    

NOS BASTIDORES DA POLÍTICA NACIONAL


Política nacional anda sem rumos. Os partidos não tem ideologia; seus integrantes visam apenas o poder. Com quase três dezenas de siglas atuantes, mais um bom número esperando aprovação, os partidos políticos brasileiros não têm tradição de atuação democrática. Os velhos caciques, que são chamados de “donos do partido” (ora, até as igrejas hoje têm donos!), estão de cabelos em pé. Suas velhas legendas vão encolhendo, e eles que já mandaram no pedaço vão ficando cada vez mais isolados - ou enrolados - em suas siglas.


Câmara dos Deputados
                               Plenário da Câmara dos Deputados (foto:Portal Câcamra)


Política nacional anda sem rumos. Os partidos não tem ideologia; seus integrantes visam apenas o poder. Com quase três dezenas de siglas atuantes, mais um bom número esperando aprovação, os partidos políticos brasileiros não têm tradição de atuação democrática. Os velhos caciques, que são chamados de “donos do partido” (ora, até as igrejas hoje têm donos!), estão de cabelos em pé. Suas velhas legendas vão encolhendo, e eles que já mandaram no pedaço vão ficando cada vez mais isolados - ou enrolados - em suas legendas.

Recentemente o Superior Tribunal Eleitoral aprovou a formação do Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que com essa manobra se livra do partido que o aprisionava e ao mesmo tempo preserva seu mandato. E a manobra de Kassab estimulou muitos políticos a migrarem para outras siglas, encolhendo ainda mais os partidos tradicionais. No fundo, o maior beneficiário dessa manobra de Kassab é PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. E o maior perdedor tem sido o DEM (abreviatura dos Democratas). O DEM tem uma longa trajetória na história política brasileira desde os idos de 1964, ano da quartelada que se auto denominou revolução. Já se chamou Arena, PDS, PFL.

Mas, ao que se escuta nos bastidores da política partidária é que o PSD, apesar de ter nascido como quarta força no Congresso - com 49 deputados federais, terá vida curta. Segundo fontes merecedoras de crédito, o PSD se fundirá ao PSB, e esta última sigla prevalecerá com a extinção da primeira. Eduardo Campos e Kassab costurarão um caminho comum que tornará o PSB o 2º maior partido do Brasil, atrás apenas do PT, que vai engordando com as deserções ocorridas nas outras siglas. Assim, num futuro não muito distante, haverá no País dois grandes partidos: PT e PSB.

                    O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB

É importante destacar aqui as inquietações do Roberto Magalhães, para quem o “ Brasil não terá mais oposição”, conforme declarações do ex-governador a uma rádio da cidade e reproduzidas pela Folha de Pernambuco. Ficará mais ou menos como está Pernambuco no momento. Há um líder, político astuto e administrador incontestável, que se chama Eduardo Campos. E oposição mesmo, nenhuma. Oura figura de expressão do DEM, Mendonça Filho, tem a mesma apreensão de Magalhães. E o grande líder do PSDB em Pernambuco – que também é presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra, está bastante confortável com suas amizades com o governador, com quem conversa toda semana em Brasília.

Mas como se pode falar de política brasileira sem citar o PMDB? Ora, o PMDB está moribundo, resumido a uns poucos caciques inexpressivos do cenário político nacional. A exceção é Michel Temer; em termos. Temer se sustenta como vice-presidente da República, e lugar-tenente da presidente Dilma Rousseff nessa trapalhada em que se transformou a vida pública do País. Impõe-se ao partido, e os seguidores da legenda não são tolos para abandonar a esfera do poder decisório. Em Pernambuco, uma voz isolada, fragorosamente derrotada nas urnas por Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos é líder de uma bancada de oposição dentro do próprio partido. Esfacela-se o velho partido do bravo Ulisses Guimarães.

De tudo isso que se afirmou acima salta uma dúvida atroz: pra onde vão PSDB e DEM? A resposta tem que ser técnica, escoimada das paixões políticas. PSDB e EDM, como medida de sobrevivência política dos seus integrantes mais fiéis, acabarão se extinguindo para se fundirem numa outra siga. E essa nova sigla já vai nascer nanica, pois a formação de um novo partido criará oportunidades para evasões dos quadros dos antigos partidos que buscarão ficar mais perto do poder, posição essa que eles cultivam com muito carinho há longos a

Recentemente o Superior Tribunal Eleitoral aprovou a formação do Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que com essa manobra se livra do partido que o aprisionava e ao mesmo tempo preserva seu mandato. E a manobra de Kassab estimulou muitos políticos a migrarem para outras siglas, encolhendo ainda mais os partidos tradicionais. No fundo, o maior beneficiário dessa manobra de Kassab é PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. E o maior perdedor tem sido o DEM (abreviatura dos Democratas). O DEM tem uma longa trajetória na história política brasileira desde os idos de 1964, ano da quartelada que se auto denominou revolução. Já se chamou Arena, PDS, PFL.

Mas, ao que se escuta nos bastidores da política partidária é que o PSD, apesar de ter nascido como quarta força no Congresso - com 49 deputados federais, terá vida curta. Segundo fontes merecedoras de crédito, o PSD se fundirá ao PSB, e esta última sigla prevalecerá com a extinção da primeira. Eduardo Campos e Kassab costurarão um caminho comum que tornará o PSB o 2º maior partido do Brasil, atrás apenas do PT, que vai engordando com as deserções ocorridas nas outras siglas. Assim, num futuro não muito distante, haverá no País dois grandes partidos: PT e PSB.
                             
             O vice-presidente Michel Temer, no exercício da Presidência, em audiência no Planalto
  

É importante destacar aqui as inquietações do Roberto Magalhães, para quem o “ Brasil não terá mais oposição”, conforme declarações do ex-governador a uma rádio da cidade e reproduzidas pela Folha de Pernambuco. Ficará mais ou menos como está Pernambuco no momento. Há um líder, político astuto e administrador incontestável, que se chama Eduardo Campos. E oposição mesmo, nenhuma. Oura figura de expressão do DEM, Mendonça Filho, tem a mesma apreensão de Magalhães. E o grande líder do PSDB em Pernambuco – que também é presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra, está bastante confortável com suas amizades com o governador, com quem conversa toda semana em Brasília.

Mas como se pode falar de política brasileira sem citar o PMDB? Ora, o PMDB está moribundo, resumido a uns poucos caciques inexpressivos do cenário político nacional. A exceção é Michel Temer; em termos. Temer se sustenta como vice-presidente da República, e lugar-tenente da presidente Dilma Rousseff nessa trapalhada em que se transformou a vida pública do País. Impõe-se ao partido, e os seguidores da legenda não são tolos para abandonar a esfera do poder decisório. Em Pernambuco, uma voz isolada, fragorosamente derrotada nas urnas por Eduardo Campos, Jarbas Vasconcelos é líder de uma bancada de oposição dentro do próprio partido. Esfacela-se o velho partido do bravo Ulisses Guimarães.

De tudo isso que se afirmou acima salta uma dúvida atroz: pra onde vão PSDB e DEM? A resposta tem que ser técnica, escoimada das paixões políticas. PSDB e EDM, como medida de sobrevivência política dos seus integrantes mais fiéis, acabarão se extinguindo para se fundirem numa outra siga. E essa nova sigla já vai nascer nanica, pois a formação de um novo partido criará oportunidades para evasões dos quadros dos antigos partidos que buscarão ficar mais perto do poder, posição essa que eles cultivam com muito carinho há longos anos.

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