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domingo, 2 de outubro de 2011

        ACIDENTES COM MOTOS: UMA CALAMIDADE NACIONAL
ACIDENTES DE TRÂNSITO CEIFAM VIDAS, DESTROÇAM FAMÍIAS E CAUSAM GRANDES PREJUIZOS AO GOVERNO * CÓDIGO DE TRÂNSITO PRECISA SER MAIS RÍGIDO * EDUCAR MOTOQUEIROS É NECESSÁRIO, MAS REPRIMIR É INDISPENSÁVEL

A Semana de Trânsito deste ano ocorreu há poucos dias, sem que campanhas mais incisivas para disciolinar o uso das estradas e ruas das cidades da Região Metropolitana do Recife e de outros grandes centros urbanos do Estado tenham sido mostradas ao público. Os acidentes de trânsito representam grande prejuizo econômico ao governo e sofrimento desnecessários às famílias das vítimas. As facilidades para a compra de veículos ajudam a inclementar esse quadro de desespero para muitas fmílias em todo o País. Por que isso acontece?
A civilização aproximou as populações de todos os continentes, encurtou as distâncias entre os povos usando altas tecnologias de produção de meios de transportes; melhorou a qualidade de vida das pessoas e levou para as cidades quem morava no campo. Mas o nível de educação, melhoria das condições de vida e inquestionável progresso da sociedade nem sempre acompanham a racionalização desses processos de mudanças que beneficiam as pessoas de todas as classes. Em muitos casos, as pessoas parecem ter perdido esse senso de responsabilidade que deveria traduzir a absorção dos valores dessas mudanças.
Vive-se mais, porque melhoraram as condições de higiene e a qualidade do ambiente, somando-se a isso uma difusão cada vez maior do valor dos alimentos. Mas essa longevidade muitas vezes fica pelo caminho. As pessoas usam e abusam dos recursos tecnológicos que lhe são ofertados. E morrem cedo, ou ficam mutiladas em acidentes de trânsito que matam mais do que as guerras ou a violência urbana nas cidades mais críticas.
                                                            Miniatura                      
As emergências dos hospitais estão abarrotadas de doentes vítimas de acidentes de trânsito, principalmente envolvendo condutores de motos. É desalentador ouvir um médico afirmar que "65% dos pacientes de emergências de determinado hospital são pessoas que usam motos". Jovens, quase sempre. Que lição se pode tirar dessa situação anômala? As autoridades tentam explicar, buscam planejar o uso adequado desse meio de transporte para "reduzir os custos do tratamento". Mas é difícil o exercício de pensar que vai se encontrar uma solução de curto ou médio prazo para essa questão que se transformou num problema de saúde pública, na verdade, uma calamidade pública.
Cidades densamente habitadas, com ruas estreitas e poucas vias expressas que possam escoar a produção ou fazerem fluir o trânsito de veículos transportando passageiros. Os carros já não encontram espaço para se deslocarem nas principais avenidas das cidades; o transporte público de passageiro com base na estrada de rodagem ja se esgotou como modelo há muito tempo. Não há trens suficientes, e os que existem trafegam em áreas restritas da cidade, enquanto outra áreas também densamente povoadas ficam descobertas. O metrô não tem se desenvolvido na mesma velocidade do aumento da população, e o caos urbano se instala em todas as grandes cidades brasileiras.
http://www.youtube.com/watch?v=3PfLb3trmSQ&feature=player_detailpage
O que fazer? Como evitar que centenas de usuários de motos morram no trânsito ou fiquem mutilados? Que ocupem as vagas das emergências que deveriam ser destinadas aos acidentes de trabalho, aos casos doméstico ou aos acidentes provocados por fatalidades naturais? Difícil responder. Educação seria a palavra mais indicada para enfrentar esses problema. Mas como vamos falar de educação no trânsito quando vemos a todo instantes motoqueirosem alta velocidade fazendo ziguezagues entre os carros? Como vamos pensar em educação no trânsito, se muitos motoqueiros não respeitam a própria vida, não tem respeito pelas pessoas? Claro que educação é fundamental, mas ela só não resolve esse drama vivido nas grandes cidades do mundo dito civilizado. Há que se reeducar os motoqueiros e adicionar ao Código de Trânsito Brasileiro restrições para a condução das motos; também é bom que se diga que é necessário criar faixas exclusivas para motos nas principais vias das cidades de grnde porte, e disciplinar o uso dessas faixas. Tarefa bem difícil de se imaginar numa sociedade sem rumos seguros, onde a lei só se aplica a quem não tem amizades nas altas esferas administrativas.
Enquanto isso, centenas, milhares de  motoqueiros acidentados continuarão a chegar às emergências dos hospitais deste vasto e desorganizado País.

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