NAS COISAS SUPÉRFLUAS, LIBERDADE;

NAS COISAS NECESSÁRIAS, ORDEM;

EM TODAS AS COISAS, COMPREENSÃO.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

                     SUBMUNDO DOS ESPORTES:
             VERGONHA NACIONAL
ACUSAÇÕES CONTRA O MINISTRO ORLANDO SILVA SÃO SÉRIAS * OS ESPORTES  NACIONAIS ESTÃO DOMINADOS POR UMA GANGUE INSACIÁVEL COMANDADA POR RICARDO TEIXEIRA *  AS INVESTIGAÇÕES NÃO PODEM TERMINAR EM PIZZA * APURAR AS ATIVIDADES DE OUTROS ELEMENTOS ENVOLVIDOS NA TRAMA * A PRESIDENTE DILMA DEVE SER RÁPIDA E CONTUNDENTE NA DECISÃO.

O ministro dos Esportes, Orlando Silva (PC do B), está sendo acusado da prática de atos de corrupção. A acusação, veiculada pela revista Veja desta semana, está sendo feita pelo policial militar João Dias Ferreira, diretor de duas organizações não governamentais (ONG).Motivo: o ministro estaria recebendo propinas para aprovar projetos e liberar verbas de instituições dirigidas pelo militar. Segundo Ferreira, Orlando Silva exigia propina de 20% dos valores a pagar como condição para aprovar a liberação dos recursos. Silva, ainda segundo o militar, seria o mentor de um esquema de desvios de recursos públicos por meio do programa Segundo Tempo, do ministério dos esportes. O militar, um ex-integrante dos quadros do PC do B, vai mais adiante: afirma ter entregado dinheiro vivo ao ministro na garagem do ministério. O PM não apresentou provas de suas denúncias. Por sua vez, Orlando Silva contra ataca: afirma que só depois da proibição de se trabalhar com ONGs determinada pela presidente Dilma Rousseff, é que João Dias Ferreira começou a fazer denúncias infundadas, no dizer do ministro.

Orlando Silva terá 10 dias para se explicar junto à Comissão de Ética Pública da Presidência da República. O titular da comissão, o jurista Sepúlveda Pertence, aguardará o resultado da análise das explicações do ministro para, só a partir desde ponto, decidir se haverá uma investigação formal das denúncias de corrupção que pesam contra o titular da pasta dos esportes.

Orlando Silva está disposto a tudo. Pediu para ser ouvido no Congresso, antes mesmo que fosse convocado para tal. As acusações são muito sérias para tudo isso vir a terminar em pizza. Desde antes de Orlando Silva, o ministério dos esportes já era alvo de acusações de práticas criminosas. O programa Segundo Tempo repassa verbas para ONGs e prefeituras, que devem apresentar projetos para atividades esportivas em horário diferente do das aulas. Esse repasse é crescente, seus valores pularam de 46 milhões de reais, em 2004, para 205 milhões de reais, em 2009.

A situação do ministro não é nada confortável. Já no sábado, interrompeu uma viagem que fazia ao exterior e retornou ao Brasil. Foi ouvido no Planalto pelo Secretário-Geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho e pela Ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Foi orientado pelos ministros a “ser convincente” em suas explicações, pois depois que a decisão a respeito for tomada “não haverá segunda chance”. Por enquanto, a presidente Dilma Rousseff põe fé no seu ministro. Mas com certeza será decisiva e dura se Orlando Silva não tiver argumentos seguros e convincentes para desmentir as denúncias. A presidente tem demonstrado tratar as questões da administração pública com viés de estadista, deixando de lado o aspecto político.

É importante que essa decisão saia, e saia logo, para não desgastar mais ainda a imagem da Administração Pública. E mosrar de que lado o governo da presidente está. A Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas, além de outras competições esportivas internacionais que vão ser disputadas no Brasil até 2016 costumam ser motivos de desvios de verbas, escamoteações dos projetos e de graves irregularidades na liberação de recursos públicos para seu financiamento. Os cartolas recheiam suas contas bancárias às custas do erário público; o prejuízo fica sempre para os contribuintes. Indivíduos como Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e seus sequazes do futebol e dos desportos olímpicos (todos amparados por leis estrangeiras) deveriam ser investigados, com certeza seriam detidos, processados e condenados à prisão. Cadeia deveria ser o destino final dessa corja.

Orlando Silva está na corda bamba. Dificilmente ele terá “explicações convincentes”. Esse João Dias Ferreira também não é flor que se cheire. Não esquecer de incluir nesse rol o atual governado do Distrito Federal, quando ministro dos esportes, e também de uma certa vereadora de determinado município brasileiro. Com certeza pertencem todos à corriola de Ricardo Teixeira e sua “banda” podre. Com a palavra final a presidente Dilma.

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