CORRUPÇÃO, NÃO!
OS CIDADÃOS DE BEM DEVEM FICAR ALERTAS CONTRA ESSAS TENTATIVAS DE SE RINVENTAR O VOTO DE CABRESTO DAS LISTAS FECHADAS EM DISCUSSÃO NOS BASTIDORES POLÍTICOS DO PAÍS.
A Praça dos Três Poderes em Brasília, muitas capitais e as principais cidades brasileiras assistiram nestes últimos dias uma onda de protestos contra a corrupção. Afinal, que bicho é esse? Com certeza não é nenhum bichinho de estimação desses que alegram as crianças e os demais membros das famílias brasileiras. A corrupção é como um tumor maligno que nasceu desde os idos dias do Brasil Colônia, passando pelo Império e chegando à República. Esse tumor vem crescendo de forma acelerada em todos os níveis de Tomada de Decisão deste País. Suas raízes crescem velozmente nos subterrâneos dos Três Poderes da República, e, como os tentáculos de um imenso e indomável polvo vão invadindo os gabinetes, dominando os dirigentes e servidores mais qualificados de todos os setores da vida nacional e atingindo um estágio crônico, duradouro e fora de controle. Executivo, Legislativo e Judiciário são portadores desse câncer detestável que corrói as bases das instituições brasileiras. A classe política atingiu um nível de indecência e cinismo que a desacredita perante a opinião pública. Os executores do orçamento transformaram a coisa pública num enorme leilão onde as verbas públicas são arrematadas pelos congressistas inescrupulosos que dão sustentação ao governo e também por aqueles ditos de oposição que igualmente sugam esses recursos, fazendo com que o dinheiro que deveria financiar a educação, a saúde, a segurança, a habitação, as rodovias, os portos, os aeroportos, enfim, o desenvolvimento do País, escoe pelo ralo espúrio da corrupção e desague no bolso dos legisladores e dos seus sequazes. No Judiciário, os ladrões de colarinho branco encontram respaldo através da compra de sentenças, de interpretação malévola dos textos legais, na concessão de habeas corpus regados a propinas ou nas liminares regiamente remuneradas pelos beneficiários.
Se o Judiciário, que deveria ser o guardião avançado do cumprimento das leis tergiversa no desempenho de suas funções, o que esperar desse sistema político que governa o País?
Mas ninguém neste País pode requerer certidão de inocência. Os eleitores são tão ou mais responsáveis do que esses políticos que infestam e infeicitam esta Nação. Os eleitores representam o conjunto da população, o , e “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”, como preceitua a Constituição Federal. Entende-se que o Congresso Brasileiro é a caixa de ressonância dos desejos ou das aspirações do povo. É fácil imaginar como um eleitor, dono do ato soberano de eleger seus representantes no Congresso, deve se conduzir na hora de votar. Mas se esse eleitor, por necessidade, amizade ou simples ato de velhacaria, troca seu voto por algum tipo de favor oferecido pelo político, perde esse “ soberano poder de fiador do mandato”, e passa, por si, a alimentar a corrupção. Se elege legisladores e executivos corruptos está passando procuração a esses políticos para indicarem e aprovarem os que vão formar o Judiciário. O círculo vicioso se fecha, e quebrar essa engrenagem diabólica é tarefa única e exclusiva do eleitor, ocupante da ponta principal do poder de decisão através do seu voto.
Como combater a corrupção? O eleitor, consciente de sua condição de cidadania sabe. Comprar produtos piratas é praticar ato ilícito; adquirir títulos profissionais sem ter frequentado o curso é ação criminosa; emprestar seu nome ou seus documentos para constituição de empreendimentos fraudulentos não é lícito. Tudo isso, e mais algumas coisas - muitas coisas mais - se soma ao rótulo de corrupção.
Nestes dias de efervescência democrática, quando as manifestações populares invadem as ruas para protestar contra a corrupção, é importante que cada cidadão participe. Mas é necessário que cada participante esteja imbuído desse espírito de cidadania. Senão, nada tem sentido. É preciso alijar do poder os chamados Fichas Sujas, mas também é igualmente importante que o eleitor se informe dessas manobras de políticos astutos que querem fazer uma reforma política para consolidar seus intentos de se manterem no poder; atenção especial para as pretendidas Listas Fechadas, um instrumento de domínio político de curral, que, se aprovado, tirará do eleitor o direito de escolher seus candidatos; o partido é que escolhe os candidatos, e o eleitor voto na lista elaborada nos gabinetes das lideranças dos partidos dos estados e municípios. E ai, quem vai acabar com a corrupção?
O Sistema Institucional atualmente vigente no País está bichado. Os Partidos Políticos contaminados. Quem se eleger dentro desse Sistema tem pouca alternativa para desempenhar dignamente seu mandato. Urge, sim, uma reforma política, eleitoral, partidária. Talvez seja indispensável uma Nova Constituinte. Desvinculada e independente do Congresso e eleita depois de amplas discussões nas bases comunitárias, ouvidos juristas, sociólogos, cientistas políticos, professores universitários, estudantes, donas de casa, trabalhadores através dos seus sindicatos. Utopia? Não vamos aqui repetir o discuido do acadêmico FHC, quando pediu "uma utopia viável". O que precisamos é quebrar esses vínculos com o passado político viciado, e, através da força incoercitiva do povo, estabelecermos paradigmas modernos, decentes, substituindo práticas políticas desgastadas e entregando os destinos do País a uma nova geração de gestores de vida limpa, de ideias criativas, inovadora, capazes, essas ideias, de colocar o Brasil num lugar de destaque entre os grandes Países deste Planeta.
Participe do Movimento contra a Corrupção. Mas fique atento às tramoias dos políticos revanchistas que falam em reforma política. A reforma que eles querem é o retorno ao velho sistema eleitoral de indicação dos candidatos pelos coronéis, o voto de cabresto, o curral eleitoral. Vamos buscar uma reforma que melhores as condições de vida do trabalhador, que crie muitos empregos e aumente a renda de quem trabalha; busquemos uma forma de financiamento para as questões mais prementes da atualidade, como um sistema de saúde decente, uma educação integral e de qualidade, segurança para o cidadão, habitação digna para os mais necessitados, transportes públicos integrados, decentes e acessíveis a todas as camadas da população.
NÃO À CORRUPÇÃO; NÃO AOS POLÍTICOS DESONESTOS; NÃO ÀS LISTAS FECHADAS; NÃO AO RETORNO DO VOTO DE CABRESTO.
CORRUPÇÃO, NÃO!
O CIDADÃO BRASILEIRO DEVE FICAR ALERTA CONTRA AS TENTATIVAS DE SE REINVENTAR O VOTO DE CABRESTO DAS LISTAS FECHADAS EM DISCUSSÃO.
A Praça dos Três Poderes em Brasília, muitas capitais e as principais cidades brasileiras assistiram nestes últimos dias uma onda de protestos contra a corrupção. Afinal, que bicho é esse? Com certeza não é nenhum bichinho de estimação desses mque alegra as crianças e os demais membros das famílias brasileiras. A corrupção é como um tumor maligno que nasceu desde os idos dias do Brasil Colônia, passando pelo Império e chegando à República. Esse tumor vem crescendo de forma acelerada em todos os níveis dos Poderes de Decisão deste País. Suas raízes crescem nos subterrâneos dos Três Poderes, e como os tentáculos de um imenso polvo vão invadindo os gabinetes, dominando os dirigentes e servidores mais qualificados e atingindo um estágio crônico, duradouro e fora de controle. Executivo, Legislativo e Judiciário são portadores desse câncer detestável que corrói as bases das instituições brasileiras. A classe política atingiu um nível de indecência e cinismo que a desacredita perante a opinião pública. Os executores do orçamento transformaram a coisa pública num enorme leilão onde as verbas públicas são arrematadas pelos políticos inescrupulosos que dão sustentação ao governo e também por aqueles ditos de oposição que igualmente sugam esses recursos, fazendo com que o dinheiro que deveria financiar a educação, a saúde, a segurança, a habitação, as rodovias, os portos, os aeroportos, enfim, o desenvolvimento do País, escoe pelo ralo espúrio da corrupção e desague no bolso dos legisladores e dos seus sequazes. No Judiciário, os ladrões de colarinho branco encontram respaldo através da compra de sentenças, de interpretação malévola dos textos legais, na concessão de habeas corpus regados a propinas ou nas liminares regiamente remuneradas.
Se o Judiciário, que deveria ser o guardião avançado do cumprimento das leis tergiversa, o esperar desse sistema político que governa o País?
Mas ninguém neste País pode requerer certidão de inocência. Os eleitores são tão ou mais responsáveis do que esses políticos. Os eleitores representam o povo e “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”, como preceitua a Constituição Federal. Entende-se que o Congresso Brasileiro é a caixa de ressonância dos desejos ou das aspirações do povo. É fácil imaginar como um eleitor, dono do ato soberano de eleger seus representantes no Congresso, deve se conduzir na hora de votar. Mas se esse eleitor, por necessidade, amizade ou simples ato de velhacaria, troca seu voto por algum tipo de favor oferecido pelo político, perde esse “ soberano poder de fiador do mandato”, e passa, por si, a alimentar a corrupção. Se elege legisladores e executivos corruptos está passando procuração a esses políticos para indicarem e aprovarem os que vão formar o Judiciário. O círculo vicioso se fecha, e quebrar essa engrenagem diabólica é tarefa única e exclusiva do eleitor, ocupante da ponta principal do poder de decisão através do seu voto.
Como combater a corrupção? O eleitor, consciente de sua condição de cidadania sabe. Comprar produtos piratas é praticar ato ilícito; adquirir títulos profissionais sem ter frequentado o curso é ação criminosa; emprestar seu nome ou seus documentos para constituição de empreendimentos fraudulentos não é lícito. Tudo isso se soma ao rótulo de corrupção.
Nestes dias de efervescência democrática, quando as manifestações populares invadem as ruas para protestar contra a corrupção, é importante que cada cidadão participe. Mas é necessário que cada participante esteja imbuído desse espírito de cidadania. Senão, nada tem sentido. É preciso alijar do poder os chamados fichas sujas, mas também igualmente é importante que o eleitor se informe dessas manobras de políticos astutos que querem fazer uma reforma política para consolidar seus intentos de se manterem no poder; atenção especial para as pretendidas Lista Fechadas, um instrumento que, se aprovado, tirará do eleitor o poder de escolher seus candidatos; o partido é que escolhe os candidatos, e o eleitor voto na lista elaborada nos gabinetes das lideranças dos partidos. E ai, quem vai acabar com a corrupção?
Participe do Movimento contra a Corrupção. Mas fique atento às tramoias dos políticos que falam em reforma política. Vamos buscar uma reforma que melhores as condições de vida do trabalhador, que crie muitos empregos e aumente a renda de quem trabalha; busquemos uma forma de financiamento para as questões mais prementes da atualidade, como um sistema de saúde decente, uma educação integral e de qualidade, segurança para o cidadão, habitação digna para os mais necessitados, transportes públicos integrados, decentes e acessíveis a todas as camadas da população.
NÃO À CORRUPÇÃO; NÃO AOS POLÍTICOS DESONESTOS; NÃO ÀS LISTAS FECHADAS.

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