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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A PRIMAVERA ÁRABE É FEITA DE SANGUE
A INSANIDADE DOS LÍDERES OCIDENTIAS FOMENTA UM MUNDO AINDA PIOR * A MORTE DE KADAF TEM SIGNIFICADOS HISTÓRICOS QUE SERÃO REVISTOS NOS PRÓXIMOS ANOS * KADAF FOI  PRESO AINDA VIVO E TORTURADO PELOS INSURGENTES * A SITUAÇÃO NÃO É DIFERENTE EM OUTROS PAÍSES DA REGIÃO  * EMOÇÕES REPRESADAS  EXPLODIRÃO.
Finamente, o mundo respira aliviado: Kadaf, o sanguinário ditador líbio está morto. A morte de Kadaf, entretanto, tem significados históricos que a  por sua barbárie a humanidade deve reprovar. Os historiadores não tardarão a rever o relato da chacina praticada pelas forças armadas das potências ocidentais contra um povo soberano. Os insurgente foram armados pelo Ocidente. A destruição da infraestrutura econômica da Líbia tem vários explicações. Uma delas é que a perda de combatividade dos grupos tribais mais nacionalistas favorece os intereses ocidentias de controlar os centros de produção de petróleo da Líbia e de manter aberta, e ampliar, as vias de escoamento desse precioso líquido escuro e denso.

http://www.youtube.com/watch?v=rOxOeCMM0_4&skipcontrinter=1

O ocidente, ao bombardear alvos cicis em meio aos ataques da OTAN aos pontos estratégicos que mantinham o poder de Kadaf, comete os mesmos crimes praticados pelo ditador morto. Kadaf foi preso ainda vivo, siu andando levado pelos que o prenderam, conforme imagens de tv e vídeo do portal Youtube (abra o vídeo),  depois foi torturado até à morte.Informações anteriores diziam que Kadaf teria sido baleado na cabeça. Isso, certamente o impediria de caminhar. Depois, corrigiram a informação. Agora, uma bala, que teria transpassado o fígado do ditador, é apontada como a causa da morte. Mas tudo leva a crer que  uma sessão de tortura saciou a sede de sangue dos algozes de Kadaf. O governo de trasição da Líbia, governos ocidentais e também a ONU prometem investigar as cirscunstâncias em o octagenário ex-lider líbio foi preso e morto. A organização tribal que chega ao poder através da violência na Líbia terá que enfrentar outras situações de violência para se manter lá. Não se espera que a situação interna da Líbia seja tranquila nos próximos anos, pois a violência domina aquele País dividido em tribos antagônicas. O ocidente quer impor seu modelo de sociedade aos países árabes, mas o mundo árabe tem uma cultura secular de sucessão tribal ou familiar, e costumes culturais não se muda assim tão facilmente. A Líbia, com certeza, será aramada para defender os interesses ocidentais. Novos confrontos ocorrerão dentro de alguns anos, pois a forma violenta com que a nova elite líbia se apoderou do poder indica que a violência será a maneira como as tribos rivais ou o sentimento nacional da população líbia reagirão.
A situação da Líbia não é diferente daquela vivida  por outros países impropriament chamados de árabes. A Líbia é um país africano. A atual chamada "Primavera árabe" começou na Tunísia, onde ainda existe um estado de guerra. A insurgência, patrocinada pelas potências ocidentais, foi se espalhando por outros países do Oriente Médio e da África. O Egito, maior aliado do Ocidente na região, passou por convulsões que terninaram com o fim do longo governo de Mubarak. No Iêmem, na Síria, na Arábia Saudita e em outros países da regão há um estado de guerra civil. Pelo menos no Iêmem e na Síria não haverá outra saída para os atuais governantes que não seja a renúncia. A Arábia Saudita, maior centro produtor de petróleo do mundo árabe, deve ser preservada com algumas modificações.
As novas Cruzadas dos tempos modernos, chamada nos meios critãos de Cruzada Branca, é na verdade vermelha. A Primavera Árabe é feita de sangue.
Como ja foi dito aqui em outras oportunidades, o mundo  vive uma catarse de consequência imprevisíveis. As emoções contidas por barragens políticas movidas por intereses econômicos encontraram uma pequena válvula de escape. Mais emoções serão represadas nas mentes de povos sem acesso à educação e à saúde, sem trabalho, com baixo nível de moradia e pouca auto estima e em meio à riqueza em que vivem as elites locais  montadas nos recursos do petróleo. Essas represas um dia ruirão. E talvez os estragos não sejam aqueles projetados pelo Ocidente.

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